Debulha aprimorada — Revista M&T
Terça-feira, 27 de outubro de 2026

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M&T nº 200Abril 2016 Matéria 13 de 20
Sumário
  1. EditorialCompromisso e credibilidade nas páginas de M&T
  2. EspecialO salto do século
  3. EspecialLeitura indispensável
  4. ImplementosVersatilidade para equipamentos pesados
  5. Tecnologias Para ConcretoUma solução para cada necessidade
  6. MercadoDesafio global
  7. TreinamentoInterface avançada
  8. LançamentoCaterpillar nacionaliza retroescavadeiras
  9. PavimentaçãoHora de remodelar o negócio
  10. PavimentaçãoA evolução de um conceito
  11. ComponentesTração agrícola
  12. SegurançaA importância das NR’s na locação
  13. LançamentoDebulha aprimorada
  14. Momento Constructionexpo 2016Soluções urbanas em foco
  15. Comércio ExteriorA classificação fiscal de mercadorias
  16. A Era Das MáquinasScrapers ganham a cena
  17. ManutençãoDisponibilidade e equilíbrio na gestão da frota
  18. Entrevista"O espírito do negócio"
  19. Compactos & FerramentasEnergia sob demanda
  20. Coluna YoshioA lição que vem das ruas
  21. Painel16 notas e colunas
Lançamento

Debulha aprimorada

Produzida no Brasil, a nova linha de colheitadeiras Case IH da Série 130 incorpora motores eletrônicos e promete minimizar o desperdício no processamento de grãos

Exclusivo M&T 18 de abril de 2016 · Edição 200

Mediante um investimento de 40 milhões de dólares, a Case IH inicia no Brasil a fabricação de sua nova linha de colheitadeiras Série 130 Axial-Flow, que é composta por quatro modelos: 4130 (da classe 5), 5130, 6130 (da classe 6) e 7130 (da classe 7).

A estratégia de lançamento é clara, tendo em vista o desempenho da empresa neste segmento. Afinal, as classes 5, 6 e 7 – que se distinguem pela potência – representam mais de dois terços do mercado de colheitadeiras de grãos no país, em um nicho promissor que a empresa vem acompanhando de perto nos últimos anos. “Em 2001, a Case IH contava com a participação no mercado brasileiro de colheitadeiras de apenas 1,8%”, afirma Mirco Romagnoli, vice-presidente da Case IH para a América Latina. “Em 2015, atingimos 18% de participação, ou seja, 16,2% a mais ao longo de 15 anos.”

Além disso, a tecnologia axial (máquinas de rotor) atualmente está presente em aproximadamente 70% das máquinas vendidas em território brasileiro, demonstrando o acerto das apostas da empresa. “Em colheitadeiras axiais, a participação total dos equipamentos Case IH é de aproximadamente 25%”, comenta o executivo. “Esses números mostram que a empresa vem crescendo de forma rápida.”

Não restam dúvidas, tanto que a empresa não hesita em investir. Romagnoli, aliás, ressalta que o montante aplicado na nova linha é o maior da história da fabricante na América Latina. “O investimento possibilitou o desenvolvimento do projeto e a preparação de uma linha de montagem exclusiva na fábrica de Sorocaba”, diz ele, destacando que os novos equipamentos foram desenvolvidos com engenharia nacional e estão disponíveis via Finame.

Para esse ano, a Case IH prevê algo em torno de 750 a 800 colheitadeiras comercializadas no Brasil, ou seja, o mesmo volume movimentado no ano passado. E, apesar de considerar que o setor agrícola apresenta o cenário mais positivo no momento, o executivo mostra-se realista. “No ano passado, ajustamos nossos custos para enfrentar um ano que sabíamos difícil”, diz o vice-presidente. “Mas quando vier a retomada, estaremos preparados.”

PROPULSORES

De acordo com Christian Gonzalez, diretor de marketing da Case IH para a América Latina, o principal destaque da nova Série 130 é a substituição dos antigos motores mecânicos por motores eletrônicos da FPT Industrial. A linha, diz ele, chega equipada com propulsores FPT NEF 6 (nos modelos 4130 e 5130) e FPT Cursor 9 (nos modelos 6130 e 7130), na faixa até 378 cv.

Segundo Gonzalez, essa característica permite que a máquina obtenha resposta mais rápida no ganho de potência e torque, mantendo a velocidade de processamento dos grãos mesmo em condições difíceis, como na colheita de soja com talo verde ou massa úmida. “Os novos motores garantem a mesma potência nominal em rotações mais baixas, além de oferecerem maior reserva de potência”, diz o especialista. “Essa tecnologia não reduz o rendimento das máquinas, ao passo que garante respostas mais rápidas às variações de condições operacionais.”

As novas colheitadeiras também apresentam maior velocidade de descarga, de 114 litros/segundo, além da possibilidade de – devido ao aumento do comprimento dos tubos de descarga – realizar o descarregamento com a máquina em movimento. Outro ganho incorporado tem uma pegada mais ambiental. Afinal, os novos motores Tier III contam com sistema de injeção Common Rail e recirculação interna dos gases de exaustão, recursos que limitam os níveis de poluentes emitidos pelas máquinas. Mas a tecnologia, evidentemente, também tem um impacto econômico. “Com essa atualização, os testes realizados pela fabricante registraram uma redução no consumo de combustível de até 11%, especialmente no modelo 5130”, afirma Gonzalez.

Por falar em consumo, o tanque de combustível teve suas dimensões aumentadas em 40%, fazendo com que os modelos das classes 6 e 7 apresentem capacidade de até 950 l, enquanto o tanque graneleiro comporta até 10.600 l.

ROTOR

Além dos motores, a nova Série 130 tem como diferencial o rotor Small Tube, que apresenta um ganho de 26% na capacidade de processamento, comparado ao modelo anterior da empresa. Dos novos modelos, apenas o 4130 (o menor disponível) não conta com esse sistema.

O rotor tem diâmetro menor e gengivas maiores, diminuindo o contato entre os grãos e a máquina. “Essa mudança aumenta em até 5% a capacidade operacional da máquina em condições adversas de colheita, que exigem mais do equipamento”, frisa o diretor de marketing. “Com isso, temos menor perda de grão e melhor qualidade de material no tanque, além de menor consumo de combustível.”

Outro ponto importante é que o novo rotor também contribui para aumentar a janela de colheita. No Brasil, como explica Gonzalez, o produtor brasileiro normalmente inicia a colheita muito cedo e costuma sair mais tarde. “Com o novo rotor, mesmo se o material ainda estiver verde, é possível processar o material sem perdas no produto e a máquina não é afetada em seu funcionamento”, garante.

 

 

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