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12 de outubro de 2021
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Transformações tecnológicas moldam o futuro do transporte de cargas

Com mudanças no cenário, tendência é que os motoristas profissionais assumam funções cada vez mais estratégicas e analíticas
Fonte: Assessoria de Imprensa

Principal meio de abastecimento da indústria e comércio brasileiros, o setor de transporte de cargas (TRC) é responsável por – segundo a CNT (Confederação Nacional dos Transportes) – aproximadamente 7% do PIB do país e corresponde à 61,1% de tudo o que é transportado no país.
Tal importância também é representada no número de empresas atuantes no setor, atualmente 219.956 companhias, com uma frota de mais de 1.088.358 veículos.

Somando os caminhoneiros autônomos, o setor possui uma frota total de 2.270.861 veículos autorizados a realizar transporte de cargas, segundo dados publicados no Anuário CNT do Transporte em 2020.

Porém, sua importância não o deixa alheio das novas tendências e, consequentemente, dos novos desafios. Com um mercado cada vez mais competitivo e empresas investindo em tecnologia e dados, o setor vem exigindo uma capacidade cada vez maior de adaptação dos profissionais.

“Se atualmente a ocupação de motorista é solitária, levando a vida pelas estradas na boleia do caminhão, o profissional do futuro sentirá a necessidade de estar muito mais em contato, tanto com sua base, quanto com os clientes”, afirma Andre de Simone, empreendedor no setor de transportes e coordenador nacional da COMJOVEM (Co...


Principal meio de abastecimento da indústria e comércio brasileiros, o setor de transporte de cargas (TRC) é responsável por – segundo a CNT (Confederação Nacional dos Transportes) – aproximadamente 7% do PIB do país e corresponde à 61,1% de tudo o que é transportado no país.
Tal importância também é representada no número de empresas atuantes no setor, atualmente 219.956 companhias, com uma frota de mais de 1.088.358 veículos.

Somando os caminhoneiros autônomos, o setor possui uma frota total de 2.270.861 veículos autorizados a realizar transporte de cargas, segundo dados publicados no Anuário CNT do Transporte em 2020.

Porém, sua importância não o deixa alheio das novas tendências e, consequentemente, dos novos desafios. Com um mercado cada vez mais competitivo e empresas investindo em tecnologia e dados, o setor vem exigindo uma capacidade cada vez maior de adaptação dos profissionais.

“Se atualmente a ocupação de motorista é solitária, levando a vida pelas estradas na boleia do caminhão, o profissional do futuro sentirá a necessidade de estar muito mais em contato, tanto com sua base, quanto com os clientes”, afirma Andre de Simone, empreendedor no setor de transportes e coordenador nacional da COMJOVEM (Comissão de Jovens Empresários da NTC&Logística).

“Isso porque, com a automação dos veículos, os motoristas deixarão de desempenhar funções repetitivas na direção, assumindo a inteligência por trás do trabalho.”

Estudo realizado pelo Laboratório do Futuro, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), aponta que 27 milhões de trabalhadores podem ter suas tarefas assumidas por robôs ou sistemas de inteligência artificial até 2040. A pesquisa também apontou que a profissão de motorista de caminhão tem 79% de chances de ser substituída pela automação.

“Os dados geram questionamentos sobre o futuro dos profissionais da área e aumentam a necessidade de treinarmos intensamente nossos profissionais, para que possam desenvolver habilidades analíticas, com o intuito de se tornarem analistas de logística”, adiciona o executivo.

Para o empreendedor, apesar das inovações tecnológicas, sempre haverá a necessidade da inteligência, presença e experiência do motorista profissional na condução de caminhões nas rodovias.

“Ouso dizer que não contaremos apenas com o motorista do futuro, mas sim com uma nova forma de realizarmos o transporte rodoviário de cargas, tendo como proposta mais qualidade de trabalho”, aponta de Simone.

“Os caminhões autônomos visam a diminuir a carga de trabalho repetitiva do motorista e não excluir seus postos, de modo que grandes montadoras já apontam para a importância do componente humano na nova tecnologia de caminhões elétricos”, finaliza.