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Setor de máquinas agrícolas prevê crescimento modesto em 2026, aponta Abimaq

Após forte recuperação em 2025, indústria deve registrar expansão mais lenta neste ano, com expectativa de estabilidade no mercado e exportações concentradas na América do Sul

Portal do Agronegócio

12/02/2026 13h55

A Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq) estima que o setor de máquinas agrícolas crescerá cerca de 3,4% em 2026, indicando um ritmo mais moderado em comparação ao desempenho de 2025, quando o avanço foi próximo de 8%.

Durante a 38ª edição do Show Rural Coopavel, o presidente da Câmara de Máquinas Agrícolas da entidade, Pedro Estevão, explicou à Safras News que o principal motivo para a desaceleração é a base de comparação mais elevada.

“Em 2024, o setor enfrentou um cenário difícil, com seca e forte qued

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A Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq) estima que o setor de máquinas agrícolas crescerá cerca de 3,4% em 2026, indicando um ritmo mais moderado em comparação ao desempenho de 2025, quando o avanço foi próximo de 8%.

Durante a 38ª edição do Show Rural Coopavel, o presidente da Câmara de Máquinas Agrícolas da entidade, Pedro Estevão, explicou à Safras News que o principal motivo para a desaceleração é a base de comparação mais elevada.

“Em 2024, o setor enfrentou um cenário difícil, com seca e forte queda no faturamento. Assim, o crescimento de 2025 foi expressivo porque partiu de uma base muito baixa. Já em 2026, a comparação é feita com um ano de resultados melhores, o que naturalmente reduz o percentual de avanço”, afirmou Estevão.

Setor deve manter estabilidade e operar com capacidade ociosa - Segundo o dirigente, não há fatores de mercado significativos - como redução expressiva dos juros ou aumento de preços agrícolas - que possam alterar o cenário atual. A expectativa é de um ano estável, semelhante a 2025.

Mesmo com o crescimento registrado no último ano, Estevão ressaltou que o resultado não foi considerado bom para a indústria. O faturamento de R$ 67 bilhões ficou bem abaixo dos R$ 97 a R$ 99 bilhões registrados entre 2021 e 2022.

“A atividade das fábricas segue reduzida, com certa ociosidade e menor rentabilidade, embora sem prejuízos diretos. Podemos classificar o momento como de médio para baixo desempenho”, destacou o representante da Abimaq.

Dependência da soja e do milho limita retomada - A projeção de crescimento leva em conta uma safra normal e condições climáticas favoráveis. Mesmo assim, uma eventual melhora na produtividade não deve alterar significativamente o cenário.

Atualmente, 60% das vendas do setor estão ligadas às culturas de soja e milho, que enfrentam preços internacionais baixos devido à excesso de oferta global.

Exportações crescem 12% e seguem concentradas na América do Sul - As exportações representam cerca de 10% do faturamento do setor, com forte presença em países sul-americanos como Argentina, Paraguai, Bolívia, Peru e México.

Em 2025, as vendas externas cresceram 12%, impulsionadas principalmente pela recuperação econômica da Argentina após ajustes cambiais.

Sobre o acordo Mercosul-União Europeia, Estevão avaliou que os efeitos não devem ser sentidos no curto prazo, pois ainda há etapas legislativas e jurídicas a serem cumpridas. Além disso, o tratado prevê uma desgravação tarifária gradual de até 15 anos para as máquinas agrícolas.

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