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08 de junho de 2021
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Recuperação esbarra na falta de semicondutores, diz Anfavea

Nível de produção mantém-se estável desde janeiro, revelando um ‘teto técnico’ provocado pela crise no fornecimento
Fonte: Anfavea

Em maio, a produção de autoveículos foi de 192,8 mil unidades, apenas 1% superior à de abril, de acordo com o último levantamento da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea).

Desde janeiro, o nível de produção fica entre 190 mil e 200 mil, o que revela uma espécie de "teto técnico" provocado não pela falta de demanda, mas pela crise global de fornecimento de semicondutores.

"Esse problema, que deve se alongar até os primeiros meses de 2022, é o responsável pelas paralisações temporárias de parte de nossas fábricas, algumas por períodos curtos, outras mais longos", explica o presidente da Anfavea, Luiz Carlos Moraes.

O executivo ressalta que essa questão atinge vários setores industriais, mas o automotivo em especial, já que um único veículo pode ter até 600 semicondutores em seus sistemas eletrônicos de motorização, câmbio, segurança, conforto, entretenimento etc.

"O setor automotivo depende cada vez mais desses insumos para dar um passo além em termos tecnológicos, atraindo para o país investimentos em Pesquisa e Desenvolvimento”, prossegue Moraes. “Já estamos atrasados, o que exige urgência e grande vis&atild...


Em maio, a produção de autoveículos foi de 192,8 mil unidades, apenas 1% superior à de abril, de acordo com o último levantamento da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea).

Desde janeiro, o nível de produção fica entre 190 mil e 200 mil, o que revela uma espécie de "teto técnico" provocado não pela falta de demanda, mas pela crise global de fornecimento de semicondutores.

"Esse problema, que deve se alongar até os primeiros meses de 2022, é o responsável pelas paralisações temporárias de parte de nossas fábricas, algumas por períodos curtos, outras mais longos", explica o presidente da Anfavea, Luiz Carlos Moraes.

O executivo ressalta que essa questão atinge vários setores industriais, mas o automotivo em especial, já que um único veículo pode ter até 600 semicondutores em seus sistemas eletrônicos de motorização, câmbio, segurança, conforto, entretenimento etc.

"O setor automotivo depende cada vez mais desses insumos para dar um passo além em termos tecnológicos, atraindo para o país investimentos em Pesquisa e Desenvolvimento”, prossegue Moraes. “Já estamos atrasados, o que exige urgência e grande visão de futuro por parte dos nossos dirigentes.”

Enquanto a produção patina, o licenciamento de 188,7 mil unidades em maio representou alta de 7,7% sobre o mês anterior, com destaque para os 11,5 mil caminhões, melhor resultado do segmento desde dezembro de 2014.

Elevação maior ainda tiveram as exportações: 37 mil veículos foram embarcados, 9,1% a mais que em abril. No acumulado dos cinco primeiros meses, os licenciamentos de autoveículos chegaram a 891,7 mil e as exportações, a 166,6 mil.