Banner 1 Milhão Topo

P U B L I C I D A D E

ABRIR
FECHAR

P U B L I C I D A D E

ABRIR
FECHAR
EVENTOS
Voltar

Mineradoras de agregados de SC discutem digitalização, eficiência operacional e sucessão

Promovido pela Metso, em parceria com seu distribuidor local - Linck Máquinas - o encontro reuniu donos de mineradoras de agregados e gestores de planta

Assessoria de Imprensa

26/05/2026 00h01

Em um momento de demanda aquecida por materiais voltados à construção civil e à infraestrutura, os principais donos de produtoras de agregados de Santa Catarina se reuniram em Itajaí para discutir os rumos econômicos e tecnológicos do setor.

Promovido pela Metso, em parceria com seu distribuidor local - Linck Máquinas - o encontro reuniu donos de mineradoras de agregados e gestores de planta em torno de uma pauta estratégica que incluiu perspectivas econômicas, otimização de plantas, digitalização e sucessão empresarial.

A agenda refletiu um setor em transformação. Apesar do cenário positivo impu

...

Em um momento de demanda aquecida por materiais voltados à construção civil e à infraestrutura, os principais donos de produtoras de agregados de Santa Catarina se reuniram em Itajaí para discutir os rumos econômicos e tecnológicos do setor.

Promovido pela Metso, em parceria com seu distribuidor local - Linck Máquinas - o encontro reuniu donos de mineradoras de agregados e gestores de planta em torno de uma pauta estratégica que incluiu perspectivas econômicas, otimização de plantas, digitalização e sucessão empresarial.

A agenda refletiu um setor em transformação. Apesar do cenário positivo impulsionado pela urbanização e investimentos em infraestrutura, os participantes destacaram que a competitividade está cada vez mais associada à capacidade de migrar de modelos operacionais baseados na experiência para uma lógica orientada por dados, previsibilidade e eficiência mensurável.

Cenário econômico traz cautela e oportunidade - A abertura do encontro trouxe uma leitura macroeconômica conduzida por Daniel Lavarda, especialista do HSBC, que reforçou a forte correlação entre o desempenho da indústria de agregados e os principais vetores do PIB, especialmente consumo, investimentos e construção.

Segundo o especialista, embora os fundamentos da economia sustentem um nível consistente de demanda, o ambiente ainda inspira cautela diante das incertezas relacionadas ao cenário eleitoral, que podem influenciar decisões de investimento no curto prazo.

Ainda assim, a combinação de urbanização, necessidade de infraestrutura e resiliência do setor posiciona os agregados como um segmento com boas perspectivas.

Para os empresários presentes, a mensagem foi clara: há um ciclo favorável, mas ele exigirá maior disciplina operacional e agilidade na tomada de decisão.

Digitalização avança, mas esbarra na cultura - Um dos consensos do encontro foi que a tecnologia deixou de ser a principal barreira. O desafio agora está na adoção e na mudança cultural dentro das operações.

A digitalização, que engloba monitoramento em tempo real, integração de sistemas e uso de dados para tomada de decisão, ganha força em resposta a quatro vetores estruturais como a exigência por eficiência energética e hídrica ligadas às mudanças climáticas; o avanço da digitalização e eletrificação das operações; a crescente importância da economia circular e a necessidade de uso mais eficiente de recursos naturais.

Nesse contexto, especialistas da Metso destacaram que o futuro das operações passa por maior previsibilidade, menor dependência de intervenção manual e uso intensivo de inteligência embarcada nos processos produtivos.

Otimização de britagem: eficiência como diferencial competitivo - Na frente técnica, um dos principais focos foi a otimização de plantas de britagem como alavanca direta de rentabilidade.

Segundo Hugo Athayde, gerente de propostas da Metso, o setor ainda convive com operações marcadas por instabilidade, um fator que impacta diretamente o custo final.
“Onde há instabilidade, há desperdício. Onde há controle, há resultado”, resumiu o especialista.

Ele destacou que operações tradicionais ainda apresentam produção intermitente, com equipamentos tendo uma alta carga circulante, manutenções corretivas baseadas no modelo “quebra-conserta”, com isso os componentes tem um desgaste irregular, diminuindo a vida útil e aumento o custo por tonelada do material final.

Em contrapartida, plantas otimizadas operam com produção contínua, controle em tempo real e melhor aproveitamento dos ativos, resultando em redução de consumo energético, maior vida útil de componentes e menor custo operacional.

Nesse cenário, o uso do software Bruno Process foi apresentado como ferramenta central para simulação e otimização de circuitos. A solução permite identificar gargalos, estabilizar a alimentação dos equipamentos e garantir operação dentro da faixa ideal, com impacto direto na produtividade e na qualidade do produto final.

Casos apresentados durante o encontro evidenciaram ganhos concretos em operações que passaram por esse processo de otimização.

Automação e dados impulsionam previsibilidade - A evolução para operações mais eficientes passa, necessariamente, pela automação. Em sua apresentação, o especialista da Metso Rafael A. Rodrigues, destacou que a análise de dados é hoje um fator-chave para tomada de decisões operacionais mais assertivas.

Um dos principais gargalos das plantas, segundo ele, ainda é a manutenção inadequada. A falta de controle sobre variáveis críticas, como temperatura, lubrificação e carga, reduz a vida útil dos equipamentos e aumenta a incidência de paradas não planejadas.

A automação, nesse contexto, vai além do ganho de produtividade. Ela permite o aumento significativo da disponibilidade dos equipamentos, reduzindo a variabilidade do processo, garantindo uma padronização da qualidade do produto final e minimizando a dependência de mão de obra especializada.

Rodrigues concluiu dizendo que para atender às demandas do mercado para ter um agregados com mais, em termos de granulometria e consistência, o controle operacional se consolida como um diferencial competitivo direto, garantindo um menor custo por tonelada.

Linck destaca Powertrack como alternativa estratégica - Complementando a agenda técnica, a Linck apresentou o Powertrack, linha de equipamentos móveis de origem chinesa integrada ao portfólio da Metso.

A solução foi posicionada como uma alternativa competitiva para produtores que buscam maior flexibilidade operacional e rapidez de implantação, com destaque para a melhor relação custo-benefício, menor investimento inicial, facilidade de mobilização e versatilidade em diferentes aplicações.

Segundo a empresa, o modelo atende sobretudo operações que demandam agilidade e expansão de capacidade com maior controle de investimento.

P U B L I C I D A D E

ABRIR
FECHAR

P U B L I C I D A D E

P U B L I C I D A D E