Banner 1 Milhão Topo
RESULTADOS
Voltar

Mercado de caminhões usados desacelera em janeiro

Segundo a Fenauto, o segmento de comerciais pesados somou 29.025 unidades negociadas. Ou seja, queda de 28,5% na comparação com o mês anterior

Transporte Mundial

12/02/2026 15h07

O mercado brasileiro de caminhões usados começou o ano em ritmo mais lento, refletindo o ambiente econômico mais apertado e o custo financeiro ainda elevado.

Dessa forma, em janeiro, segundo a Federação Nacional das Associações dos Revendedores de Veículos Automotores. (Fenauto), o segmento de comerciais pesados somou 29.025 unidades negociadas. Ou seja, queda de 28,5% na comparação com o mês anterior.

Mas ainda assim, o volume permaneceu relevante. E manteve os usados como ferramenta estratégica para renovação de frota com menor investimento inicial.

Nesse cenário, o Volvo FH dominou o mercado e apareceu

...

O mercado brasileiro de caminhões usados começou o ano em ritmo mais lento, refletindo o ambiente econômico mais apertado e o custo financeiro ainda elevado.

Dessa forma, em janeiro, segundo a Federação Nacional das Associações dos Revendedores de Veículos Automotores. (Fenauto), o segmento de comerciais pesados somou 29.025 unidades negociadas. Ou seja, queda de 28,5% na comparação com o mês anterior.

Mas ainda assim, o volume permaneceu relevante. E manteve os usados como ferramenta estratégica para renovação de frota com menor investimento inicial.

Nesse cenário, o Volvo FH dominou o mercado e apareceu como modelo mais vendido, com 2.291 unidades e 7,89% de participação. Assim, reforçando a preferência do transportador por caminhões extrapesados com boa liquidez na revenda.

Crédito caro e custo operacional moldam o mercado - Primeiro, o recuo nas vendas refletiu juros ainda altos e maior seletividade do transportador na hora de investir.

Com o financiamento mais caro, muitos operadores priorizaram caminhões usados mais antigos, que exigem menor desembolso imediato.
Como resultado, os modelos com mais de 13 anos mantiveram grande participação nas transações, mostrando que o mercado ainda privilegia preço sobre renovação tecnológica.

Além disso, o usado continuou a funcionar como termômetro da atividade econômica do transporte.

Quando o frete oscila e o custo operacional pressiona margens, o transportador recorre ao mercado secundário para ajustar a frota sem comprometer o caixa. Por isso, mesmo com a retração mensal, o volume negociado permaneceu alto e sustentou a movimentação do setor.

Por outro lado, os seminovos mostraram desempenho relativamente melhor na comparação anual, indicando demanda reprimida por caminhões mais novos e eficientes.

Esse movimento sugere que, assim que o crédito aliviar, parte do mercado pode migrar novamente para veículos com menor idade e maior produtividade.

Sudeste puxa negócios e mantém liderança - Regionalmente, o Sudeste concentrou a maior parte das negociações e registrou o melhor desempenho relativo entre as regiões, apoiado pelo peso da atividade logística e industrial.

Em seguida vieram Sul e Nordeste, que continuam a sustentar a demanda por extrapesados usados.

Em síntese, janeiro mostrou um mercado de caminhões usados mais cauteloso. Porém longe de estar fraco.

P U B L I C I D A D E

P U B L I C I D A D E