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Fabricante avalia se máquinas autônomas vão substituir operadores

No Dia do Operador, celebrado em 29 de maio, especialistas destacam que decisões críticas continuam dependendo da atuação humana

Assessoria de Imprensa

27/05/2026 09h24 | Atualizada em 27/05/2026 09h43

A evolução da automação e da inteligência artificial tem levantado uma pergunta cada vez mais frequente no mercado de trabalho: afinal, as máquinas autônomas vão substituir os operadores?

No setor de equipamentos pesados, a resposta aponta para outro caminho: o da transformação da função – e não substituição do profissional.

Mesmo com o avanço de soluções autônomas, sistemas inteligentes e operação remota, especialistas e operadores reforçam que o fator humano continua indispensável nas operações, especialmente em cenários complexos.

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A evolução da automação e da inteligência artificial tem levantado uma pergunta cada vez mais frequente no mercado de trabalho: afinal, as máquinas autônomas vão substituir os operadores?

No setor de equipamentos pesados, a resposta aponta para outro caminho: o da transformação da função – e não substituição do profissional.

Mesmo com o avanço de soluções autônomas, sistemas inteligentes e operação remota, especialistas e operadores reforçam que o fator humano continua indispensável nas operações, especialmente em cenários complexos.

No Dia do Operador, celebrado em 29 de maio, o tema ganha ainda mais relevância em um setor marcado pela rápida evolução tecnológica e pelo aumento da demanda por profissionais qualificados.

“Existe um avanço claro da automação, mas ela não substitui o operador”, crava Jean Ramalho, especialista em produto da Link-Belt América Latina.

“Até pelo contrário, exige um profissional ainda mais preparado, capaz de interpretar dados e tomar decisões estratégicas”, avalia.

Sistemas digitais – Atualmente, sistemas semiautônomos, telemetria e inteligência embarcada já fazem parte da rotina de setores como mineração, construção pesada e infraestrutura.

Essas tecnologias aumentam a precisão, reduzem riscos e elevam a produtividade, mas ainda dependem da atuação humana para decisões críticas e adaptação a cenários variáveis.

Nesse cenário, as escavadeiras da série X3E da Link-Belt são um exemplo desse avanço e da necessidade de operadores cada vez mais preparados.

Equipadas com sistema de telemetria RemoteCARE, os equipamentos da série permitem monitorar, em tempo real, dados como consumo de combustível, localização, temperatura e desempenho operacional.

Essas informações ajudam a antecipar manutenções e tornam a operação mais eficiente, assegura a fabricante.

Além disso, a evolução tecnológica da série X3E trouxe ganhos concretos de desempenho, como até 14% de economia de combustível e ciclos operacionais mais rápidos, resultado de melhorias no sistema hidráulico e no gerenciamento eletrônico.

Com isso, cresce também a demanda por profissionais que saibam lidar com sistemas digitais e extrair ao máximo o desempenho das máquinas.

Tecnologia como aliada – Para quem vive a rotina no campo, a tecnologia é vista como aliada, mas ainda distante de substituir totalmente a atuação humana.

Com 50 anos de carreira, o operador Lucas Valim da Mata, da empresa Lucas Terraplenagem, em Campos do Jordão (SP), acompanhou de perto a evolução dos equipamentos ao longo das décadas.

Após operar diferentes modelos convencionais, ele lembra do desafio de adaptação às primeiras escavadeiras mais tecnológicas.

“Quando peguei minha primeira Link-Belt, uma Spin Ace 80, sofri bastante no começo”, conta.

“Não estava acostumado com aquele tipo de tecnologia e precisei pedir ajuda para colegas que entendiam mais. Mas depois a gente aprende. Hoje parece um brinquedinho de criança”, relembra, aos risos.

Segundo Mata, os avanços tecnológicos trouxeram mais conforto e eficiência para a operação, mas existem situações em que a experiência humana continua essencial.

“Tem muitas coisas que a máquina faz sozinha, mas outras, sem operador não tem jeito”, afirma.

Perfil – Em resumo, o avanço da tecnologia embarcada tem impulsionado uma mudança no perfil profissional do operador, que deixa de atuar apenas na execução e passa a desempenhar funções mais analíticas, acompanhando indicadores, ajustando processos e contribuindo diretamente para a produtividade.

Em alguns contextos, já é possível operar equipamentos remotamente ou supervisionar múltiplas máquinas ao mesmo tempo, ampliando ainda mais a complexidade e a relevância da profissão.

Para a Link-Belt, o futuro aponta para uma relação cada vez mais integrada entre homem e máquina.

“Enquanto a tecnologia assume tarefas repetitivas e aumenta a precisão das operações, o operador agrega experiência, interpretação e capacidade de decisão, competências que seguem indispensáveis para operações mais seguras, eficientes e sustentáveis”, comenta a empresa. ♦

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