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26/02/2025 10h17 | Atualizada em 26/02/2025 13h07
O consórcio de máquinas agrícolas tem se tornado uma alternativa cada vez mais atrativa para o setor sucroenergético no início de 2025. Após conquistar produtores rurais diante do cenário de juros elevados e da alta da taxa Selic, agora são as usinas de cana que aderem a essa modalidade de compra.
Empresas do setor, como a JP Andrade Agropecuária, de Frutal (MG), começaram a investir em consórcios para aquisição de maquinário. A usina adquiriu sete cotas de R$ 500 mil, totalizando um montante de R$ 3,5 milhões. Em janeiro deste ano, foi contemplada em sorteio e, ao dar lance nos sete grupos, conseguiu adquirir duas má
...O consórcio de máquinas agrícolas tem se tornado uma alternativa cada vez mais atrativa para o setor sucroenergético no início de 2025. Após conquistar produtores rurais diante do cenário de juros elevados e da alta da taxa Selic, agora são as usinas de cana que aderem a essa modalidade de compra.
Empresas do setor, como a JP Andrade Agropecuária, de Frutal (MG), começaram a investir em consórcios para aquisição de maquinário. A usina adquiriu sete cotas de R$ 500 mil, totalizando um montante de R$ 3,5 milhões. Em janeiro deste ano, foi contemplada em sorteio e, ao dar lance nos sete grupos, conseguiu adquirir duas máquinas: uma colheitadeira e uma plantadora, ambas avaliadas em R$ 1,8 milhão. A experiência positiva levou a empresa a renovar a carteira com novas cotas.
Segundo Fernando Lamounier, educador financeiro e sócio executivo da Multimarcas Consórcios, a aquisição de maquinário representa um investimento significativo para usinas e produtores rurais, o que torna o consórcio uma alternativa viável.
“Embora existam opções de financiamento, os altos juros muitas vezes inviabilizam essas operações. O consórcio, por outro lado, se ajusta melhor às necessidades do setor e tem conquistado cada vez mais credibilidade. Dessa forma, torna-se uma solução econômica para quem busca investir sem comprometer o fluxo de caixa”, avalia o especialista.
A iniciativa da JP Andrade incentivou outras usinas a considerarem a adesão ao modelo de consórcios especializados. O momento favorável do mercado e a possibilidade de adesão mesmo por produtores com restrições financeiras são fatores que impulsionam a tendência.
No Mato Grosso, por exemplo, o consórcio também tem sido amplamente adotado pelos produtores de grãos. A modalidade é vista como um investimento planejado, permitindo a modernização da frota sem comprometer a liquidez dos agricultores.
Lamounier reforça que “o consórcio, além de ser uma alternativa viável em um cenário de incerteza econômica, fortalece a modernização do agronegócio e contribui para a sustentabilidade financeira de um setor estratégico para a economia brasileira”.
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