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Revista M&T - Ed.308 - Outubro de 2026
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CONCRETE SHOW 2026

O potencial da cadeia produtiva

Com a presença de 27 mil profissionais, a 17ª edição do evento da indústria do concreto apresentou máquinas, soluções e tecnologias de 450 marcas no São Paulo Expo
Por Marcelo Januário

Maior edição em área de exposição com 36 mil m2 (+25%), o Concrete Show 2026 recebeu 27 mil profissionais do setor em três dias de programação no São Paulo Expo, incluindo a apresentação de equipamentos, materiais, sistemas construtivos, soluções digitais e tecnologias voltadas para construção civil e infraestrutura, além de conteúdo técnico e demonstrações práticas.

Reunindo 450 marcas, a feira contou com mais de 90 h de conteúdo técnico, 150 palestrantes e demonstrações de sistemas construtivos em escala real. Nesta edição, o evento sediou atrações como Congresso Construindo Conhecimento, Desafio de Montagem de Andaimes da Abrasfe, MegaDemo Paredes de Concreto (com demonstrações em escala real), Praça da Alvenaria Industrializada e Pavimento Intertravado, Construindo com Mulheres (em parceria com o CREA) e Trilha do Concreto, além de demonstrações de ensaios laboratoriais, controle de qualidade, modelag


Maior edição em área de exposição com 36 mil m2 (+25%), o Concrete Show 2026 recebeu 27 mil profissionais do setor em três dias de programação no São Paulo Expo, incluindo a apresentação de equipamentos, materiais, sistemas construtivos, soluções digitais e tecnologias voltadas para construção civil e infraestrutura, além de conteúdo técnico e demonstrações práticas.

Reunindo 450 marcas, a feira contou com mais de 90 h de conteúdo técnico, 150 palestrantes e demonstrações de sistemas construtivos em escala real. Nesta edição, o evento sediou atrações como Congresso Construindo Conhecimento, Desafio de Montagem de Andaimes da Abrasfe, MegaDemo Paredes de Concreto (com demonstrações em escala real), Praça da Alvenaria Industrializada e Pavimento Intertravado, Construindo com Mulheres (em parceria com o CREA) e Trilha do Concreto, além de demonstrações de ensaios laboratoriais, controle de qualidade, modelagem BIM e outras soluções apresentadas pelo SENAI-SP.

Em demonstrações ao vivo, marcas como Convicta, Putzmeister, Yanmar e Zoomlion apresentaram tecnologias, máquinas e soluções para a construção na área externa. “Tivemos uma visitação muito qualificada, com profissionais de diferentes regiões do Brasil e de outros países da América Latina, o que ampliou as possibilidades de relacionamento e geração de negócios para os expositores”, destacou o líder de negócios do núcleo de infraestrutura e tecnologia da Informa Markets, Fernando D’Ascola.

Nas próximas páginas, confira alguns destaques da 17ª edição da feira, que volta a ocorrer de 17 a 19 de agosto de 2027, novamente no São Paulo Expo, na capital paulista.

CONVICTA

A evolução do conceito de beton-bomba, uma Betoneira Rebocável de 14 m³ com módulo de bombeamento acoplado, foi um dos destaques da marca. Segundo a diretora comercial e de desenvolvimento, Suelen Prudente, a solução reúne as funções de mistura e bombeamento em uma única solução. “A nova configuração combina a capacidade nominal de 14 m³ da betoneira, atualmente a maior do Brasil, com a tecnologia de bombeamento do módulo 1807”, disse.

Também em destaque, a nova central CMIX-2 foi desenvolvida especificamente para a produção de concreto em pequenos volumes. “Esse equipamento foi projetado para atender uma demanda que nem sempre é contemplada pelas operações convencionais das concreteiras, oferecendo uma alternativa mais econômica e flexível para pedidos de menor escala”, explicou.

Segundo ela, a central combina dosagem automatizada para precisão nos traços, misturador turbo de ação forçada e arquitetura compacta, além de permitir diferentes formas de descarga, como caçambas, carretinhas, bags e outros recipientes compatíveis. A solução, ela destacou, está associada a uma “nova experiência de compra”, com um sistema de autoatendimento que permite selecionar o tipo de concreto, informar o volume, realizar o pagamento e iniciar automaticamente o ciclo de produção. “A tecnologia Self-Service Convicta busca propiciar mais autonomia, praticidade e agilidade ao processo de compra”, destacou.

A terceira novidade foi a Central C5-5B, uma evolução da conhecida linha C5-B, agora com projeto que promete ampliar a capacidade de armazenamento e a flexibilidade de dosagem. Para isso, a solução incorpora compartimentos de agregados, caixas-balança e sistemas independentes de pesagem, permitindo maior controle dos materiais. “Com capacidade de armazenamento de 100 m³, distribuída em cinco compartimentos de 20 m³, a central foi projetada para oferecer maior flexibilidade na composição dos traços e eficiência na operação”, ressaltou a diretora.

Além desses lançamentos, a marca apresentou 11 equipamentos e soluções no estande. “Nossa participação acontece em um momento de retomada gradual da construção”, explanou Suelen, observando que o setor enfrenta desafios relacionados a juros elevados, custos de materiais e escassez mão de obra, o que traz a necessidade de maior eficiência. “O contexto reforça a importância de soluções que atendam não apenas às demandas atuais, mas também acompanhem novas formas de produzir, comercializar e aplicar concreto”, disse.

FIORI

Com um amplo portfólio, a empresa destacou o lançamento da autoconcreteira DBS 430. Evolução do tradicional modelo DB 460, o produto preserva o DNA da antecessora e o aprimora com tecnologia de última geração, prometendo ainda mais desempenho, robustez e eficiência nas obras.

Outra atração da marca foi o lançamento da tecnologia Solubloc, uma solução que, segundo o CEO Antonio Grisci, consiste em um “sistema inovador de blocos de concreto intertravados que redefine a eficiência, a economia e a sustentabilidade em projetos de contenção e construção”.

Além dos lançamentos, a empresa reuniu no estande “um dos portfólios mais completos do setor de concreto e construção”, nas palavras de Grisci, divulgando uma ampla gama de autoconcreteiras, a exemplo do modelo DB X50, uma betoneira autocarregável frontal de alto rendimento, projetada para produzir até 5 m³ de concreto por ciclo. “A linha foi desenvolvida para atender desde pequenos empreendimentos até grandes projetos de infraestrutura, oferecendo soluções integradas de produção e transporte de concreto com foco em produtividade, mobilidade e baixo custo operacional”, ressaltou.

Sobre o cenário para o setor no Brasil, o executivo afirmou que o momento é de “otimismo fundamentado”, considerando as perspectivas de longo prazo. “O setor de construção deve evoluir de US$ 156 bilhões em 2025 para US$ 218 bilhões até 2034, consolidando o Brasil como um dos mercados mais promissores para fornecedores de máquinas e equipamentos”, comentou. “No segmento de concreto, especificamente, a industrialização da construção e a busca por produtividade ampliam a demanda por equipamentos mais modernos e tecnológicos.”

LIEBHERR

No estande, a fabricante destacou novidades como a bomba transportável sobre caminhão THP 60, na faixa de 50 a 60 m3/h de capacidade, exibida ao lado da bomba trailer THS 40, lançada na feira. “São novidades nacionais”, comentou Daniel Poll, diretor-geral de vendas e de atendimento ao cliente. “O diferencial dessas máquinas é o produto em si, a qualidade e a longa vida útil das peças que são características da marca, assim como o suporte técnico.”

Com diâmetro de saída de 125 mm, a autobomba para concreto THP 60 oferece pressão máxima de 85 bar, apresentando distância teórica de bombeamento de 100 m na vertical e de 350 m na horizontal, enquanto as bombas rebocáveis THS 40 e THS 60 (trailer) têm pesos de 3.300 e 3.500 kg, respectivamente. Além desses equipamentos, o estande recebeu duas betoneiras – de 8 e de 10 m3 – e a pá carregadeira 538, com caçambas de 2,3 m3. “Essa máquina se adapta bem às aplicações de apoio nas concreteiras”, completou.

Avaliando o mercado, o executivo ressaltou o momento econômico do país. “Hoje, o grande desafio é o dinheiro caro”, afirmou. “Também não houve tanto investimento em infraestrutura, então [o mercado] não está girando redondo, com muito investimento represado em termos de pontes, ruas, estradas, que movimentam o setor.”

Para ele, contudo, a Liebherr está bem-posicionada para suplantar o momento delicado. “Somos um grupo muito diversificado, de modo que não temos uma filosofia de criar linhas para competir diretamente com os entrantes”, observou. “Internamente, estamos revendo os nossos custos e ainda temos muito potencial de crescimento, com um portfólio que ainda não exploramos totalmente, o que requer criatividade, agilidade e velocidade. O que não se pode é ficar parado e se esconder.”

PUTZMEISTER

Com 12 bombas de concreto no estande, a marca apresentou equipamentos para diferentes segmentos, como a autobomba LP 120 12 G, já utilizada por grandes players. “Com flexibilidade de capacidade, esse equipamento tem volume ajustável de bombeamento de 0 a 110 m3/h, o que permite atender obras diferentes, desde uma simples laje residencial até um prédio de 250 m de altura”, destacou o gerente nacional de vendas, Rodrigo Satiro. “Ela atende todo o segmento, desde locador e construtor até concreteira.”

A marca exibiu ainda a linha de bombas Sany de 32 e 37 m, com suporte da Putzmeister e peças de desgaste intercambiáveis. Para as locadoras, a mostra incluiu a maior bomba-lança da América Latina. Exposto na área externa do evento, o modelo SY68 RZ6 traz 68 m de braço e oferece capacidade de 200 m³/h, sendo voltado para trabalhos de alta e baixa pressão em obras como pontes e metrôs. “Com seis braços, é o segundo equipamento desse tamanho a entrar em operação no Brasil”, sublinhou o executivo, citando ainda o transportador telescópico Telebelt 130 sobre caminhão, com 40 m de lança e tecnologia Putzmeister. “Com produção para 270 m3/h, essa máquina pode transportar pedra, areia, cimento e outros tipos de material, além de concreto não bombeável, para obras em espaços logísticos e pisos industriais, por exemplo”, detalhou.

Segundo o executivo, 90% das vendas atuais no país abrangem produtos Sany com suporte Putzmeister, feitos na China com componentes internacionalizados intercambiáveis. Segundo ele, as máquinas foram reprojetadas para eliminar o canibalismo interno das marcas do grupo. “Começamos a vender esse equipamento porque estava muito difícil competir somente com as máquinas de procedência alemã fabricadas no Brasil, com custo muito mais alto”, destacou.

Para o gerente, o ano começou com queda no volume de negócios, mas depois se recuperou. “Quando se faz uma comparação com o ano passado, é nítido que as cotações diminuíram, até mesmo porque todo mundo tinha uma expectativa de taxas mais baixas de juros”, disse ele, destacando que a meta da empresa –

avançar 20% nas vendas de equipamentos novos – está bem próxima de se concretizar. “Estamos confiantes. Há muitas empresas fazendo renovação de frota e, no Brasil, a gente sempre acha o caminho, independentemente da situação”, acentuou.

SCHWING-STETTER

Nesta edição, a fabricante destacou praticamente todos os equipamentos que integram seu portfólio, incluindo betoneiras de 8 e 10 m3 e autobombas de concreto de 33 e 37 m3/h. O estande também exibiu bombas estacionárias como o modelo XS 10022, um produto relativamente novo no mercado brasileiro.

De acordo com o CEO Renato Torres, a empresa voltou ao evento com um espaço maior que na edição anterior, o que permitiu ampliar a amostragem da oferta aos visitantes, com 12 equipamentos em exposição. “Neste ano, houve uma programação melhor, de modo que conseguimos uma área maior para trazer quase todos os nossos equipamentos”, comentou. “Faltaram os elétricos, que não chegaram a tempo, mas já estamos comercializando também a linha de autobetoneiras elétricas.”

O executivo destacou que a linha de autobetoneiras da marca vem sendo bem-aceita no mercado brasileiro, até por uma questão de economia de combustível e redução de ruídos. “É uma linha que consegue fazer o mix do concreto na metade do tempo que o nosso concorrente normalmente costuma fazer”, comparou. “Considerando o preço do combustível, é uma economia importante, além da durabilidade. Então, o custo-benefício da nossa betoneira está muito dentro do que os empresários buscam.”

No segmento de autobombas, o executivo pontuou a boa receptividade da nova estratégia. “Um ano atrás, tínhamos apenas a linha S, que é uma tecnologia de comutação de concreto Válvula Rock, que só a marca detém”, esclareceu. “Então, trouxemos a linha XS, que usa um sistema tubo S, para competir com as marcas que já existiam no mercado, pois é um equipamento bem mais barato, mas com uma durabilidade muito satisfatória.”

O executivo ressaltou que a expectativa inicial de demanda era de 50-50 entre as duas linhas, mas se surpreendeu com a aceitação da nova proposta. “A linha XS já passou de longe esse número, o que está sendo uma grata surpresa para nós, e não só no mercado brasileiro, pois também temos vendido equipamentos para países da América do Sul.”

Por falar em mercado, Torres confirmou que o ano está sendo “um pouco aquém” do esperado, mas interpôs ressalvas. “Havíamos planejado um ano melhor, mas não podemos reclamar, porque a nossa meta de crescimento está sendo batida mês a mês”, posicionou. “Então, vamos chegar no final do ano com o crescimento previsto alcançado; inclusive as vendas estão caminhando mais rápido do que a produção, com poucos produtos para pronta-entrega.”

SITI

Com foco na fabricação de equipamentos para o setor de concretagem e construção civil, a brasileira Siti levou ao Concrete Show diversos produtos que compõem o portfólio de soluções dedicadas da marca, com destaque para o lançamento de uma betoneira com capacidade de produção de 4 m³.

Segundo Gabriely Cavenaghi, analista de marketing da empresa, a introdução do produto surgiu da constatação de uma demanda do mercado nacional por equipamentos de menor porte, capazes de acessar obras em condomínios com restrições para a entrada de equipamentos mais pesados. “Além disso, essas betoneiras menores conseguem acessar o local da obra sem causar tanto transtorno nas grandes cidades, em que os espaços são bem-disputados”, disse.

Segundo ela, a introdução do modelo foi acelerada a pedidos do próprio mercado. “Ainda não existiam no país betoneiras com essa capacidade de produção, então vimos que havia um nicho de mercado a ser explorado”, complementou a especialista da empresa do Grupo RCO, com sede em Mogi Guaçu (SP).

Além desse lançamento, a marca levou ao São Paulo Expo alguns destaques do portfólio atual, incluindo betoneiras de 8 e 10 m³, a faixa de capacidade mais demandada no mercado interno, assim como as centrais de concreto fixas da linha CDR, que oferece produção nominal de 60 m³/h e capacidade por ciclo de 8 m³, acompanhada pela usina móvel Nomad, projetada para instalação direta nos canteiros de obras e ofertada no país em duas versões (25 e 18), com capacidades nominais de 25 e 18 m³/h em ciclos de produção de até 9 e 6 m³, respectivamente.

Sobre o mercado, Cavenaghi refirmou a tendência de estabilidade em relação aos anos anteriores. “Mas espera-se que, depois do Concrete Show, o cenário mude um pouco, resultando em uma alavancada nos negócios”, projetou a analista de marketing.

XCMG

Com uma mostra abrangente, a marca destacou soluções de apoio para o setor de concreto, expondo soluções como a fresadora XM1005H, com 13.500 kg de peso operacional, motor de 220 hp e largura de fresagem de 1.000 mm, e a vibroacabadora RP505, com mesa de 1,8 a 5 m, produção teórica máxima de 400 t/h e largura máxima de pavimentação de 5 m.

Outros destaques incluíram a pá carregadeira LW300KV de médio porte, com capacidade nominal operacional de 3.000 kg, peso operacional de 11.100 kg, motor de 130 hp e caçamba de 1,8 m³, a minicarregadeira XC7-SR07, com 2.950 kg de peso operacional, motor de 67,3 hp e caçamba de 0,45 m³, e a miniescavadeira XE27U, com 2.880 kg de peso operacional, potência de 20,6 hp e caçamba de 0,06 m³. “A linha de concreto precisa sempre de máquina de suporte”, pontuou Daniel Sasaki, diretor comercial e de pós-venda da XCMG Brasil. “Ou seja, a concreteira precisa de máquina, e temos opções para todos os segmentos.”

Para o executivo, o que tem impulsionado a marca são principalmente os grandes pacotes de encomendas para grandes locadoras e as licitações. “Somando isso, este ano está sendo fantástico”, comentou Sasaki, destacando a participação em licitações nos últimos anos. “Isso realmente tem garantido uma boa demanda”, afirmou.

Outra aposta é o segmento de elétricos, que a marca vem trabalhando com afinco no país. “O cliente entendeu que a eletrificação é uma boa alternativa”, observou o executivo, citando a introdução sequencial de elétricos como caminhões fora de estrada, escavadeiras e carregadeiras. “A marca é pioneira em trazer máquinas eletrificadas para o Brasil. Já estamos há bastante tempo no mercado e quem entra primeiro leva vantagem.”

De início, o mercado demonstrou certo receio em relação aos elétricos, acentuou o especialista, especialmente por uma questão da recarga e infraestrutura do sistema elétrico, mas isso vem mudando rapidamente. “Hoje, o cliente brasileiro já se acostumou e já absorve mais”, ressaltou Sasaki, destacando o avanço na durabilidade de baterias. “Os benefícios da eletricidade são muito claros, e a máquina se paga tanto em termos de sustentabilidade quanto de produtividade.”

Sobre o aumento da concorrência, especialmente de asiáticos, que têm tirado o sono de muitas empresas, o diretor foi enfático. “Por enquanto, quem tem fábrica no Brasil somos nós. E quem constrói uma fábrica de meio bilhão de dólares, que em dinheiro de hoje dá 2,5 bilhões de dólares, não veio fazer turismo”, disse. “Independentemente se o mercado vai cair ou aumentar, estamos aqui para ficar. Pode ser que o bolo diminua de tamanho, mas queremos a nossa parte.”

YANMAR

Principal destaque da Yanmar, a linha de miniescavadeiras marcou presença no centro de exposições com diferentes modelos, que atendem a aplicações e perfis variados de operação. Entre os equipamentos expostos, o modelo ViO33 Série 7 incorpora atualizações desenvolvidas a partir do cruzamento de estudos dos mercados internacionais e de demandas específicas dos clientes brasileiros.

Equipada com motor Yanmar 3TNV88-ESBV2 de 3 cilindros e potência de 25,4 hp, a máquina de 3,4 t oferece profundidade de escavação de até 2,9 m. Segundo o gerente comercial Anderson Oliveira, o modelo “se destaca pela combinação entre eficiência operacional, economia de combustível e desempenho”. “Os modelos podem proporcionar economia significativa de combustível, com desempenho até 15% superior em comparação a outras máquinas da mesma categoria, dependendo da aplicação”, assegurou.

No projeto atual, a versão conta com melhorias no sistema hidráulico, o que – de acordo com o gerente – “permite maior fluidez e precisão na execução de diferentes funções simultaneamente” em relação ao modelo-base ViO30. Outro diferencial é o conceito de True Zero Tail Swing (Giro Real Zero da Traseira), que facilita a operação em espaços confinados e permite realizar trabalhos laterais, mantendo a máquina dentro do alinhamento da esteira.

Segundo o executivo, a miniescavadeira ViO33, mesmo não sendo um lançamento recente, se mantém como um item importante no portfólio da marca, o que justifica o destaque na mostra. “As atualizações foram desenvolvidas a partir de uma análise global, considerando as necessidades dos diferentes mercados em que a companhia atua”, assinalou. “No Brasil, também foram incorporadas características alinhadas ao perfil das operações locais, com foco em eficiência, desempenho e facilidade de utilização.”

Para o executivo, a presença do modelo no estande reflete a estratégia de reforçar o foco em equipamentos que atendam a diferentes aplicações e já integrem o portfólio. “As miniescavadeiras têm uma presença relevante no país, especialmente entre empresas de locação e no agro”, observou o especialista, que destacou ainda o motor 4TNV88-DSA e o gerador YBG28TE.S0153, ambos presentes no estande.

Em linha com as demais empresas, o executivo sublinhou que o mercado de construção passou por um “período de maior pressão”, principalmente em razão das condições de financiamento e taxas de juros, além de apresentar um ambiente mais intenso de concorrência. “Ainda assim, observamos sinais positivos no início de 2026, indicando uma retomada gradual que nos permite olhar para os próximos meses com uma perspectiva mais positiva”, frisou. “A expectativa é de que, com a melhora do ritmo da construção, também haja espaço para uma recuperação da demanda por equipamentos.”

ZOOMLION

Durante o Concrete Show, a companhia apresentou três novidades ao mercado, destacando em especial a autobomba K110-13R, que se posiciona entre os modelos K70-10R e K120-20R. Em termos operacionais, o equipamento oferece 110 m³/h de vazão e 13 MPa de pressão, o que equivale a 130 bar. “A primeira unidade que chegou ao Brasil é justamente essa que foi apresentada no estande, que inclusive já está vendida para um grande cliente”, disse Rodrigo Kazuma, diretor comercial da fabricante.

O segundo lançamento foi uma betoneira de 10 m³ montada sobre caminhão de quatro eixos. A estratégia da fabricante, comentou Kazuma, é comercializá-la já implementada no chassi, mas com a opção de venda do equipamento em kits. “Nesse caso, o cliente envia o caminhão e nós fazemos a montagem”, explicou. Uma das principais características do equipamento é a alta durabilidade, garantiu o especialista. “Já contamos com as primeiras unidades sendo testadas por grandes clientes no Brasil”, completou.

Fechando o rol de novidades, o terceiro destaque foi a perfuratriz 255R, que traz configuração para trabalhar com estaca hélice, tendo alta performance, robustez e maior durabilidade das peças de desgaste como características. “Já marcamos presença em vários países da América Latina onde desenvolvemos esse mercado, mas agora estamos aguardando o momento adequado para aprimorar o produto e lançá-lo aqui no Brasil”, declarou. “Temos negociações avançadas com os maiores locadores do segmento e, em breve, também será possível encontrar essas perfuratrizes em grandes obras no Brasil.”

Avaliando o mercado brasileiro, o executivo demonstrou confiança, mesmo diante de um ano atípico. “O Brasil é um país continental e há forte regionalização, com áreas que continuam apresentando crescimento bastante acelerado”, pontuou. “A região Sul, por exemplo, está em forte desenvolvimento, especialmente Camboriú, Itajaí e Itapema.”

Para ele, o país ainda demanda muitas obras de infraestrutura, enquanto os segmentos de obras prediais e residenciais também vêm apresentando um forte aquecimento. “No Centro-Oeste, temos regiões como Goiânia com forte atividade no setor imobiliário”, destacou. “Sem contar o estado de São Paulo, principalmente a capital, onde o ritmo de lançamentos e a perspectiva para os próximos anos são bastante otimistas.”

De acordo com Kazuma, grandes projetos já estão em andamento, como o trem entre Campinas e São Paulo, um projeto de R$ 13 bilhões que está sendo lançado, assim como o túnel Santos-Guarujá e a ponte ligando Salvador a Itaparica, além de projetos de usinas hidrelétricas. “Ainda há muito a ser feito no Brasil na parte de infraestrutura, principalmente em eletricidade, mobilidade e saneamento”, acrescentou.

Saiba mais:
Concrete Show: www.concreteshow.com.br


Empresas exibem soluções diferenciadas para os canteiros

Além de equipamentos pesados, o Concrete Show 2026 destacou diferentes soluções tecnológicas que prometem aumentar a eficiência nos canteiros. A Maccaferri, por exemplo, apresentou o geocomposto drenante Macdrain, um produto tradicionalmente utilizado para drenagem de estruturas.

No entanto, a solução permite outras utilizações em obras, como redução de temperatura, dando o mote para a mostra da marca no evento. “Como é fabricado com núcleo de polipropileno com 90% de índice de vazios, o produto se torna um excelente redutor de transmissividade térmica”, disse Lucas Vilela de Souza, coordenador técnico de vendas da empresa. “Além disso, esse índice de vazios evita a transmissão de ruídos, inclusive com redução de eflorescência, criada pelo acúmulo de água no interior do concreto.”

Já a Menegotti divulgou a projetora de argamassa MPA 120 V2, desenvolvida para aplicação de chapisco, reboco, monocapa e concreto celular, além de transportar argamassa para projeção e microconcreto grout para preenchimento de blocos e argamassas em pisos autonivelantes. “A projetora traz automatização para a obra, com ganhos de produtividade e aumento da agilidade e do tempo de entrega”, afirmou o diretor comercial, Ricardo Menegotti Hor, destacando ainda a Máquina de Pintura Airless, voltada para a aplicação de tintas e revestimentos por meio de pulverização em alta pressão, sem o uso de ar comprimido. “Em essência, essas máquinas visam trazer automação para a construção, onde muitas atividades ainda são realizadas de forma manual”, ressaltou.

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