FECHAR
FECHAR
15 de outubro de 2018
Voltar

M&T EXPO

Compliance: setor da construção evolui, mas ainda há desafios

Sócio da KPMG, Emerson Melo ministra palestra sobre o tema no dia 26 de novembro na Arena de Conteúdo da M&T Expo 2018
Fonte: Assessoria de imprensa

As empresas de infraestrutura e construção no país vêm adotando e aprimorando suas práticas de compliance, conduta empresarial e governança corporativa alinhada às boas práticas nacionais e internacionais, com o objetivo de prevenir, detectar e monitorar eventuais desvios de conduta e ações ilícitas, que trazem prejuízos financeiros, ferem relacionamentos institucionais e a imagem e reputação da organização com seus stakeholders e shareholders.

Segundo dados da 3ª edição da pesquisa “Maturidade do Compliance no Brasil”, realizada pela consultoria KPMG, 73% das empresas já estabeleceram um comitê de ética e compliance para assessorar a alta administração nessas questões e auxiliar a organização de implantar mecanismos de governança e compliance; e 65% dos executivos C-Level acreditam que a governança e a cultura de compliance são essenciais para o sucesso da empresa.

“A repercussão de casos de corrupção, especialmente os nacionais, que levaram a crises agudas empresas conceituadíssimas (dos setores público e privado), aceleraram ainda mais a necessidade de aprimorar e transformar os modelos de governança e a conduta ética nos negócios e sociedade, impulsionando a evolução na percepção por parte dos executivos, empresários e dos setores sobre a importância da adoção destas práticas no desenvolvimento e na execução e planejamento estratégico da organização”, afirma Emerson Melo, sócio da KPMG, que ministrará palestra sobre o tema, no dia 26 de novembro, durante a M&T Expo 2018 – 10ª Feira Internacional de Equipamentos para Construção e Mineração.

No entanto, segundo Melo, há ainda uma longa jornada para alcançar a excelência nesse segmento. Isso porque, como a pesquisa da consultoria relevou, em termos de governança 47% dos executivos não supervisionam nem patrocinam de forma adequada os termos de compliance e 30% afirmam que não é uniforme o conceito de compliance em todo o ecossistema hierárquico da organização.

“O desafio é muito grande ainda, mas há esforços dentro do setor para avançar significativamente, a fim de aperfeiçoar todos os elos do ecossistema da indústria”.

Nesse sentido, Melo aponta algumas recomendações, como a implementação de uma estrutura de Governança, Risco e Compliance (GRC), respeitando a autonomia e a independência da função; o investimento em uma estrutura de gerenciamento de riscos de compliance, gestão de terceiros incluindo procedimentos de background check e due diligence, na implantação de canais de comunicação, no treinamento regular e frequente de todos os funcionários, no estabelecimento de um canal de denúncia independente, garantindo a confidencialidade, sigilo e proteção do denunciante.