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10 de setembro de 2019
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CENÁRIO

Investimento mostra sinais de retomada da economia, diz Ipea

O investimento é um indicador que antecipa o crescimento econômico e confirma a tendência apontada pelo PIB no segundo trimestre
Fonte: Valor Econômico

Depois de surpreender positivamente no segundo trimestre, quando foi destaque do Produto Interno Bruto (PIB), os investimentos iniciaram o terceiro trimestre deste ano em trajetória positiva, influenciados pela construção civil e por máquinas e equipamentos, mostram cálculos recentes do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea).

O Indicador Ipea Mensal de Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF) cresceu 1% em julho, na comparação a junho, pela série livre dos efeitos sazonais.

O indicador é uma medida dos investimentos em máquinas, construção civil e pesquisas. Com o resultado, ele completa sete meses consecutivos de crescimento pelo indicador.

O resultado deixou um carregamento estatístico favorável de 1,8% para o terceiro trimestre, em relação ao segundo trimestre, destacou o instituto.
Na comparação ao mesmo mês do ano passado, os investimentos estão 0,4% maiores. Desta forma, crescem 3,1% no acumulado dos últimos 12 meses até julho, perdendo ritmo em relação ao registrado no mês anterior (4,3%).


A abertura dos resultados do indicador do Ipea mostra que o consumo aparente de máquinas e equipamentos – produção doméstica líquida das exportações acrescida das importações – apresentou alta de 1,2% em julho, frente junho. O componente nacional de máquinas e equipamentos avançou 1,9%, e a importação cresceu 5,4%.


Segundo José Ronaldo Souza Júnior, diretor de Estudos e Políticas Macroeconômicas do Ipea, parte desse desempenho está relacionado ao aumento da produção de caminhões.


Uma parcela desse aumento pode estar ligada à verticalização da logística de empresas, que que compram caminhões para evitar a tabela de frete do setor.


"Mesmo assim, temos outros segmentos que estão crescendo, como o ramo de máquinas para setor agrícola e para construção civil. Então, não é algo concentrado apenas na questão dos caminhões", disse o economista, que deve revisar para cima sua previsão de crescimento dos investimentos dentro do PIB, atualmente em 1,2% em 2019.