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19 de maio de 2020
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CENÁRIO

Construção na América Latina deve cair 5,5% em 2020

Nova revisão reverte as expectativas da GlobalData, que antes da pandemia projetava que a construção latino-americana teria um ano de recuperação, com crescimento de 2,3%
Fonte: KHL

Com a aparição do Coronavírus e sua propagação pela América Latina, espera-se que a produção do setor de construção na região sofra uma contração de 5,5% este ano, segundo a atualização de abril da consultoria GlobalData.

Na projeção anterior, a empresa havia previsto queda de 4,1% para o setor na região.

Antes da pandemia, a GlobalData esperava que a construção latino-americana passasse por um ano de recuperação, com crescimento de 2,3%, acima, portanto, do crescimento de 1,1% obtido em 2019. O Brasil era um dos mercados que puxava as expectativas.

“A Argentina está preparada para ver a maior diminuição setorial do ano, com menos 10% em termos reais, enquanto esperamos para México e Brasil quedas de 8% e 6%, respectivamente”, afirma Dariana Tani, economista da GlobalData.

“A demanda mundial mais lenta, a queda nos preços de produtos básicos e a desvalorização da moeda devido a um aumento na saída de capitais, combinado com significativas quedas nos níveis de turismo e remessas, além do aumento do desemprego, compõem a realidade de curto prazo que deve afetar o setor”, diz.

Segundo o Fundo Monetário Internacional, espera-se que a atividade econômica na A...


Com a aparição do Coronavírus e sua propagação pela América Latina, espera-se que a produção do setor de construção na região sofra uma contração de 5,5% este ano, segundo a atualização de abril da consultoria GlobalData.

Na projeção anterior, a empresa havia previsto queda de 4,1% para o setor na região.

Antes da pandemia, a GlobalData esperava que a construção latino-americana passasse por um ano de recuperação, com crescimento de 2,3%, acima, portanto, do crescimento de 1,1% obtido em 2019. O Brasil era um dos mercados que puxava as expectativas.

“A Argentina está preparada para ver a maior diminuição setorial do ano, com menos 10% em termos reais, enquanto esperamos para México e Brasil quedas de 8% e 6%, respectivamente”, afirma Dariana Tani, economista da GlobalData.

“A demanda mundial mais lenta, a queda nos preços de produtos básicos e a desvalorização da moeda devido a um aumento na saída de capitais, combinado com significativas quedas nos níveis de turismo e remessas, além do aumento do desemprego, compõem a realidade de curto prazo que deve afetar o setor”, diz.

Segundo o Fundo Monetário Internacional, espera-se que a atividade econômica na América Latina caia 5,2% em 2020, devido às condições recessivas do mundo e às necessárias medidas para conter a propagação da pandemia.