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30 de maio de 2011
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Lubrificação

Tecnologias otimizam o abastecimento em campo

Diferentes tipos de comboios de lubrificação ganham aplicações na construção, mineração e indústria sucroalcooleira

O mercado brasileiro de comboios de lubrificação deve encerrar este ano com um consumo médio de mais de 300 unidades por mês. Essa é uma avaliação da Bozza, um dos principais fabricantes desse tipo de equipamento, cujas vendas se concentram basicamente nos setores de construção e mineração. Há poucos meses, porém, a empresa vem aumentando a comercialização para a indústria sucroalcooleira, onde a Gascom, outro player do setor, concentra cerca de 90% dos seus negócios.

A aposta da Bozza nesse segmento se deve ao recente lançamento dos modelos de comboios pressurizados, que passaram a fazer parte da sua linha de produtos. Os equipamentos podem ser considerados intermediários em relação à velocidade de abastecimento e encontram forte demanda nas usinas de açúcar e álcool. Eles ficam entre os pneumáticos, cuja velocidade de abastecimento não ultrapassa os 15 l/min, e os hidráulicos, que alcançam até 90 l/min, dependendo do fabricante. “Os pressurizados alcançam até 25 l/min, que é uma produtividade satisfatória para o abastecimento de lubrificantes em grande parte das frotas de equipamentos móveis”, diz Guilherme Baraldi Neto, engenheiro de vendas da Bozza.

Essa é a faixa de velocidade de abastecimento requerida pela indústria sucroalcooleira na maioria dos casos e o que explica a grande representatividade da Gascom nesse setor. “Apesar de também oferecermos as tecnologias hidráulicas e pneumáticas, os pressurizados ganham mercado pelo menor custo de aquisição e pela manutenção simplificada”, avalia Lázaro Cassaro, responsável por desenvolvimento de produto na Gascom. “Diferentemente dos comboios hidráulicos e pneumáticos, que utilizam bombas e uma série de outros componentes, os equipamentos pressurizados realizam o abastecimento por pressão, dispensando a necessidade dessas peças”, ele complementa.

Tendência
Apesar da preferência do setor sucroalcooleiro pelos modelos pressurizados, o especialista da Bozza adverte que a realidade é bem diferente nas mineradoras e canteiros de construção civil, onde os modelos hidráulicos têm grande representatividade. “Há uma tendência mundial de lubrificação a granel, com a substituição dos tambores e frascos pequenos”, intervém Elizabeth Bozza, diretora da empresa que leva o seu sobrenome.

Segundo ela, essa substituição deve ser concluída num período não muito longo. “Há vários motivos para isso, como as leis ambientais, que já limitam o uso de vasilhames e responsabilizam toda essa cadeia, desde quem fabrica o lubrificante até quem descarta o material.” A especialista reforça que a compra de lubrificantes em grande quantidade também melhora as condições de negociação dos gestores de equipamentos com a indústria petrolífera, além do armazenamento a granel diminuir a possibilidade de contaminação dos materiais e reduzir a necessidade de descarte das embalagens.