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30 de maio de 2011
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Lubrificação

Boas práticas que estendem a vida dos equipamentos

A adoção de uma política de lubrificação adequada reduz os índices de parada dos equipamentos e os custos com sua manutenção, benefícios nem sempre observados pelos profissionais do setor

Um estudo divulgado pelo Massachusetts Institute of Technology (MIT), conduzido pelo renomado pesquisador Ernest Rabinowicz, concluiu que a degradação da superfície das peças, ou seja, o seu desgaste, responde por 70% das causas de parada de um equipamento. A lubrificação inadequada, segundo o especialista, seria um dos principais responsáveis por essas falhas.

Apesar da pesquisa do instituto norte-americano se referir a instalações industriais, suas constatações se aplicam também aos equipamentos móveis usados em construção e mineração. De acordo com um levantamento feito pela empresa brasileira Silubrin, que presta serviços de lubrificação, a vida útil dos mancais pode ser ampliada entre 400% e 1.000% quando o usuário adota dois procedimentos básicos: o ajuste das folgas às tolerâncias indicadas pelos fabricantes e as boas práticas de lubrificação.

Os especialistas do setor confirmam que uma lubrificação adequada multiplica a vida útil dos equipamentos. Os fatores para essa multiplicação são muitos, começando pela temperatura do equipamento, que pode representar grandes ganhos quanto à oxidação do lubrificante e, consequentemente, para a vida útil da própria máquina. “Há uma regra criada pelo químico sueco Svante Arrhenius, no fim do século XIV, pela qual se demonstra que, a partir de 70ºC, cada redução de 10ºC na temperatura de operação contribui para dobrar a vida útil do óleo mineral”, diz Marcello Attilio Gracia, mestre em lubrificação e tribologia e executivo da consultoria Noria.

O fiel da balança
Segundo ele, essa regra atesta que qualquer ação em prol da redução de temperatura de operação dos equipamentos é benéfica para os lubrificantes, principalmente os elaborados com base mineral. Apesar de também terem sua vida útil preservada quando trabalham sob temperaturas mais amenas, os lubrificantes sintéticos são menos sensíveis ao calor do que os óleos minerais. De acordo com Gracia, eles suportam quase o dobro da temperatura máxima tolerável em lubrificação com fluídos minerais.

A escolha do tipo de lubrificante ideal, avaliando não somente a sua composição química, mas também as suas demais propriedades – incluindo aquelas ditadas pela presença de diferentes aditivos – é feita pelo próprio fabricante dos equipamentos ou dos seus subconjuntos, como o motor, transmissão etc. Cabe aos gestores de frota a tarefa de seguir essas determinações à risca, evitando que os procedimentos de lubrificação – como a troca ou a análise do nível de óleo – introduzam contaminantes no interior sistema.