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28 de abril de 2010
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Lubrificação

Métricas para um abastecimento eficaz

A configuração da estrutura e o layout das instalações, assim como o uso de sistemas para a transferência dos dados, ajudam a reduzir o tempo de máquina parada nas lubrificações e abastecimento de combustível

O profissional não precisa ser um especialista em lubrificação ou em gestão de frotas para saber que o dimensionamento da estrutura de abastecimento das máquinas de uma obra se relaciona diretamente com o tamanho desse parque. Mas nem sempre um canteiro com mais equipamentos, o que representa maior consumo de óleo diesel e de lubrificantes, precisa contar com um posto de abastecimento de maior capacidade – ou vice-versa. Outras variáveis devem ser observadas nessa equação, como questões logísticas, a proximidade ou não do fornecedor e sua disponibilidade para atendimento ao canteiro.

Quem dá o exemplo é a Construtora Queiroz Galvão. Francisco Neto, superintendente de equipamentos da empresa, compara as estrutura montada em dois projetos distintos para ilustrar essa situação: a implantação do Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj), onde a construtora integra o consórcio contratado pela Petrobras para os serviços de terraplenagem, e uma obra de menor porte executada no Peru. Apesar de a primeira contar com um parque de máquinas que consome uma média de 100 mil l/ dia de óleo diesel, seu posto de abastecimento tem capacidade para 270 litros. Na obra peruana, entretanto, onde o consumo médio é de 60 mil l/dia, a instalação foi dimensionada para 300 mil litros.

“No caso do Comperj, esse estoque supre nossa demanda por mais de dois dias caso o abastecimento diário feito pelo fornecedor não seja cumprido, enquanto no Peru foi preciso dimensionar uma estrutura para eventuais imprevistos”, diz Neto. Ele explica que essas instalações abastecem diariamente a maioria dos caminhões, assim como os comboios de combustível e de lubrificação que atendem os equipamentos no campo.

Configuração em cascata

Nos canteiros muito “espalhados”, onde a central de equipamentos fica muito distante da frente de trabalho, compensa dimensionar uma instalação fixa menor mais próxima da praça de operações, algo que a Queiroz Galvão chama de instalação avançada. “Essa é uma das novidades na configuração das estruturas de abastecimento e lubrificação”, completa Guilherme Baraldi Neto, engenheiro de vendas da Bozza.

Para atender essa configuração em cascata, na qual uma instalação central de alta capacidade abastece os comboios para transporte de lubrificante e combustível a um posto menor, mais próximo da área de trabalho, a empresa dispõe de tanques de até 22 mil litros, com vazão de
300 l/min. Para Luiz Otávio Mardinoto, gerente nacional de vendas da Bozza, uma das vantagens desse tipo de instalação é a de reduzir quase por completo os riscos de contaminação. Ele explica que essa configuração costuma seguir uma ordem, começando pela parceria entre a construtora e um fornecedor de combustível, seguida pelo transporte do material até a instalação avançada e, se necessário, a montagem de um posto ainda menor, que atenderá os equipamentos mais distantes.