Sob quais bases queremos crescer? — Revista M&T
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M&T nº 133Março 2010 Matéria 1 de 17
Sumário
  1. EditorialSob quais bases queremos crescer?
  2. GuindasteA hora e a vez dos pesos-pesados
  3. GeofísicaA ciência a serviço da investigação do solo
  4. GeofísicaLevantamentos topográficos contribuem com a geofísica
  5. GeofísicaQuando a lâmina d’água interfere na sondagem
  6. GeofísicaJumbos de perfuração hi-tech
  7. TúnelUma história de superação
  8. Operação De EquipamentosMulheres ganham espaço nos canteiros
  9. Sistema De DireçãoEm busca da melhor dirigibilidade
  10. EmpresaUma fábrica de classe internacional
  11. MercadoSobratema defende maior rigor na importação de equipamentos
  12. PerfilPor um tratamento isonômico para a indústria brasileira
  13. ManutençãoInstalações elétricas: cuidados que evitam graves acidentes
  14. Espaço AbertoVolvo lança três modelos de miniescavadeiras
  15. Espaço AbertoTorre conta com ajuste automatizado dos refletores
  16. Espaço AbertoTecnologia tcheca em minicarregadeiras
  17. Espaço AbertoLubrificador elétrico para equipamentos
  18. Painel10 notas e colunas
Editorial

Sob quais bases queremos crescer?

Exclusivo M&T 26 de abril de 2010 · Edição 133
Sob quais bases queremos crescer?

No auge do milagre econômico brasileiro, entre o fim dos anos 60 e a primeira metade dos anos 70, o lema “exportar é o que importa” popularizou a política governamental focada no estímulo às exportações. Atualmente, o País colhe os frutos desse esforço iniciado décadas atrás, consolidando sua vocação como grande produtor mundial de commodities agrícolas e minerais.

Esse cenário, juntamente com outras ações governamentais, ajudou a manter o Brasil menos exposto à recente crise financeira internacional, que aqui chegou com menor impacto e rapidamente foi superada. O problema é que, nesse esforço para a exportação de commodities, o Brasil corre o risco de desindustrialização, impulsionado por uma política tributária onerosa e que compromete a produtividade dos produtos industrializados, justamente aqueles que agregam maior valor à pauta de exportações.

Tal situação se reflete no mercado de equipamentos para construção, onde as importações ganham cada vez maior participação em relação aos produtos de fabricação local. O assunto permeia boa parte dessa edição da revista M&T, desde a entrevista com o presidente da Abimaq (Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos), Luiz Aubert Neto, até a ideia da Sobratema de propor maior rigor na fiscalização dos equipamentos importados.

Em ambos os casos, ninguém pretende impor barreiras às importações, muito bem-vindas à medida que contribuem com a economia do País e oferecem opções de escolha aos usuários de equipamentos. A questão é que, devido ao acirramento da competição internacional, alguns produtos que chegam aos nossos portos deixam de atender requisitos básicos de qualidade, segurança, ergonomia e respeito ao meio ambiente determinados pelas normas vigentes. Em certos casos, isto representa até mesmo risco de acidentes nos canteiros de obras, comprometendo a saúde e a vida dos trabalhadores.

Aubert Neto ressalta que a indústria brasileira é competitiva e o que falta é uma maior isonomia entre o tratamento dado aos produtos importados e aos de fabricação local. Mesmo diante desse cenário, nos últimos meses o dinamismo do mercado brasileiro de equipamentos vem impulsionando a implantação de novas fábricas e a expansão de unidades já instaladas no País. A lista inclui empresas como a Case Construction, Hyundai, JCB, Sany e Terex. Há uma luz no fim do túnel e tudo depende dos caminhos que seguiremos em nossa política econômica.

Uma publicação Sobratema

A Revista M&T é editada pela Sobratema, Associação Brasileira de Tecnologia e Gestão de Equipamentos.

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