Sinais de mudança para o setor — Revista M&T
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M&T nº 208Dez/Jan 2017 Matéria 1 de 18
Sumário
  1. EditorialSinais de mudança para o setor
  2. Estudo De MercadoChegamos ao fundo?
  3. CenárioPonto de inflexão
  4. Bauma China 2016Soluções sob medida
  5. Bauma China 2016Em busca da nova rota da seda
  6. LançamentoPortfólio dinâmico
  7. TúneisFaçanha carioca
  8. FabricanteRefinamento integrado
  9. CaminhõesSacode a poeira
  10. EmpresaÀ espera de um novo ciclo de expansão
  11. M&T Momento Peças E ServiçosFator estratégico para o sucesso
  12. A Era Das MáquinasA maior hidrelétrica do mundo
  13. ManutençãoCuidando da interface entre a roda e o chassi
  14. Entrevista"Vemos oportunidades onde outros só enxergam medo"
  15. InternacionalA tendência do momento
  16. Compactos & FerramentasUnião perfeita de materiais
  17. Coluna YoshioA nova revolução industrial
  18. Tabela Custo HorárioTabela referente ao ano de 2016
  19. Painel16 notas e colunas
Editorial

Sinais de mudança para o setor

Exclusivo M&T 16 de dezembro de 2016 · Edição 208

“O Estudo traz expectativa de retomada com uma alta de 7,8% neste ano. Na Linha Amarela, o avanço deve ficar em torno de 6,6%, ao passo que as demais famílias têm perspectiva de registrar 8,4% de crescimento nas vendas”

Publicada com exclusividade por M&T, a 10ª edição do Estudo Sobratema do Mercado Brasileiro de Equipamentos para Construção mostra que, em mais uma queda consecutiva, o mercado de equipamentos para construção deve apresentar redução de 45,1% no exercício de 2016, com estimativas de vendas de 14,4 mil unidades, contra 26,2 mil unidades no ano anterior.

Editado desde 2007, o Estudo abrange os principais equipamentos da Linha Amarela (terraplenagem e compactação), além de gruas, guindastes, compressores portáteis, plataformas aéreas, manipuladores telescópicos, tratores agrícolas e caminhões pesados utilizados por construtoras. Nesse rol, como o leitor pode conferir nas próximas páginas, a Linha Amarela deve registrar uma diminuição de 36,5% nas vendas em comparação a 2015, com destaque negativo para equipamentos como rolos compactadores, cujas vendas retraíram 68,7% no ano que passou.

Em relação aos demais equipamentos que compõem o portfólio da indústria para o setor, a queda na comercialização aponta para um índice ainda maior, de 63%. Soluções como guindastes de torre amargaram no ano passado uma retração de 71,4%, aponta o Estudo. Os caminhões rodoviários mantiveram a rota de queda dos últimos anos, retraindo 51,5% no ano passado. Com isso, o próspero mercado que, há apenas três anos, ostentava quase 80 mil máquinas comercializadas em todas as linhas, hoje registra um volume percentual 82,5% menor, frustrando as expectativas.

Tudo isso, evidentemente, reflete as convulsões político-econômicas vividas nos últimos dois anos pelo país, que – malgrado todo o retrocesso provocado na cadeia produtiva e no próprio tecido social – dá sinais de que pode começar a se recuperar no ano que ora se inicia. É o que indica a estimativa do Estudo, que traz uma expectativa de retomada dos negócios com uma alta geral de 7,8% neste ano. Na Linha Amarela, o avanço deve ficar em torno de 6,6%, ao passo que as demais famílias têm perspectiva de registrar 8,4% de crescimento nas vendas. Já caminhões devem liderar a retomada, com 10% de avanço.

Ou seja, o setor de equipamentos começa a se recuperar em 2017, mas será um processo lento. No ritmo atual, estima-se que o mercado leve alguns anos para voltar ao patamar de 2012, por exemplo, com possibilidades mais animadoras a depender da política adotada para o setor, incluindo reformas que estimulem o andamento das obras de infraestrutura. No cômputo geral, é perceptível um sinal de mudança, que no médio prazo pode estimular a renovação das frotas e ajudar reconstruir a vitalidade do setor. Que assim seja.

Boa leitura e Feliz Ano Novo!

Permínio Alves Maia de Amorim Neto

Presidente do Conselho Editorial

Uma publicação Sobratema

A Revista M&T é editada pela Sobratema, Associação Brasileira de Tecnologia e Gestão de Equipamentos.

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