Sany inicia a montagem de equipamentos no país — Revista M&T
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M&T nº 139Setembro 2010 Matéria 11 de 16
Sumário
  1. EditorialA vitrine pode virar vidraça
  2. Copa 2014O preço do mau planejamento
  3. Copa 2014Uma lista de obras em atraso
  4. Copa 2014Infraestrutura uma corrida contra o tempo
  5. Dimensionamento Da FrotaNão existe "receita de bolo"
  6. Peças & ServiçosAs vantagens do estoque "zero"
  7. TransmissãoO que as leva à inteligência
  8. MercadoUma aposta em equipamentos mais simples
  9. EmpresaSexagenária com fôlego de adolescente
  10. EmpresaAtenta às oportunidades
  11. EmpresaSany inicia a montagem de equipamentos no país
  12. EmpresaCom nova fábrica, Terex reforça aposta no Brasil
  13. PerfilMercado em mutação
  14. ManutençãoMisturadores de duplo eixo
  15. Espaço AbertoProdutividade na varrição de grandes áreas
  16. Espaço AbertoSistema otimiza a irrigação
  17. Painel9 notas e colunas
Empresa

Sany inicia a montagem de equipamentos no país

Exclusivo M&T 20 de outubro de 2010 · Edição 139

Com investimentos de US$ 200 milhões, até 2014, a empresa se prepara para começar a fabricação de escavadeiras e guindastes no Brasil, simultaneamente à expansão da estrutura de atendimento aos clientes

Aos poucos, a chinesa Sany Heavy Industries começa a estruturar sua atuação no mercado brasileiro de equipamentos para construção. Após instalar um escritório administrativo, em São Paulo, e um depósito de peças, em Osasco (SP), a empresa se prepara para iniciar a fabricação de equipamentos em São José dos Campos (SP), a partir de 2011, com investimentos de cerca de US$ 200 milhões.

Segundo Daniel Lee, gerente de vendas da Sany do Brasil, o objetivo é consolidar as operações no país o mais rapidamente possível. “No prazo de um ano, queremos conquistar de 8% a 10% do mercado de escavadeiras hidráulicas, bem como a liderança no segmento de guindastes móveis”, diz ele.

Por esse motivo, a companhia planeja direcionar a nova unidade industrial para a produção de escavadeiras da classe de 20 t de peso operacional e de guindastes rodoviários (TC) de 25 a 75 t de capacidade de carga. A produção deve começar nos primeiros meses do próximo ano. “No início, pretendemos montar duas unidades por dia e, após consolidarmos toda a transferência de tecnologia e o desenvolvimento da cadeia de suprimentos, os produtos deverão ter 80% de conteúdo nacional, até o fim de 2011.”

Segundo o diretor comercial John Li, o mercado brasileiro vem surpreendendo a Sany. “A demanda dos clientes e as perspectivas futuras nos permitem traçar projeções muito otimistas”, ele afirma. Daniel Lee ressalta que a fábrica brasileira será a quarta da empresa fora da China, já que ela conta com unidades industriais na Alemanha, Estados Unidos e Índia.

Quando concluída, a nova unidade vai abrigar também as áreas administrativa e de pós-venda, concentrando todas as operações da empresa em uma única instalação. Além das escavadeiras hidráulicas e guindastes, a empresa disputa o mercado local com suas linhas de motoniveladoras, rolos compactadores e bombas de concreto, todas importadas da China.

Foco no atendimento
No futuro, a Sany não descarta a possibilidade de direcionar a nova fábrica também para a produção de equipamentos para concretagem, reforçando seu posicionamento no mercado brasileiro de bombas de concreto. Nessa área, a empresa afirma deter 60% do mercado chinês e dos Emirados Árabes, tendo em seu currículo o recorde mundial de bombeamento em altura. O feito ocorreu durante a construção do Shangai World Financial Center, em Shangai, quando um único equipamento da empresa conseguiu bombear concreto a 492 m de altura.

Daniel Lee ressalta que a consolidação das operações no país passa ainda pelo fortalecimento da rede de distribuidoras e pela oferta de serviços de peças e assistência técnica aos clientes. “Nosso depósito de Osasco conta com cerca de R$ 300 mil em peças de reposição e outros R$ 700 mil estão chegando ainda este ano.” Os valores, segundo ele, correspondem apenas aos estoques mantidos pela fabricante, sem contar os itens disponibilizados pela rede de concessionárias.

Além desse depósito na Grande São Paulo, a empresa pretende instalar outros seis centros de peças regionais no Sul, Sudeste e Nordeste do país. Afinal, Lee estima que a frota de equipamentos da Sany em operação no Brasil já seja cerca de 300 unidades, importadas desde 2008.

A rede de dealers também está crescendo e conta, atualmente, com um distribuidor para a área de guindastes e quatro para o segmento de movimentação de terra, que cobrem os estados de São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Espírito Santo e o Sul do país. “Vamos continuar investindo nessa área”, conclui Lee.

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