Resistência de aço — Revista M&T
Terça-feira, 27 de outubro de 2026

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M&T nº 230Dez/Jan 2019 Matéria 10 de 16
Sumário
  1. EditorialO farol da indústria na América Latina
  2. M&T Expo 2018De volta para o futuro
  3. M&T Expo 2018Farol da tecnologia
  4. M&T Expo 2018Setor em perspectiva
  5. SustentabilidadeVolta com novo conceito
  6. InovaçãoA nova revolução industrial
  7. TopografiaMapeamento top
  8. BritagemNa “boca” do britador
  9. Implementos RodoviáriosEspaço para crescer
  10. InsumosResistência de aço
  11. EmpresaAgronegócio movimenta o mercado
  12. A Era Das MáquinasOs primeiros equipamentos de pavimentação
  13. ManutençãoAnálise de vibrações
  14. EntrevistaLUIZ MARCELO DANIEL
  15. Especial InfraestruturaPoder de superação
  16. Coluna Do YoshioO ano que nos espreita
  17. Painel16 notas e colunas
Insumos

Resistência de aço

Apesar da previsão de crescimento menor para o mercado de aços especiais, a siderúrgica NLMK aumentou em 50% seus negócios com relação ao volume obtido em 2017

Exclusivo M&T 15 de janeiro de 2019 · Edição 230

Assim como em outros setores da economia, o mercado de aço vem sofrendo com os impactos da crise político-econômica brasileira. Além dos fatores internos, os impasses criados pelos Estados Unidos em relação à taxação do aço, a guerra comercial entre norte-americanos e chineses e a greve dos caminhoneiros levou o setor a reduzir a previsão de crescimento da produção do insumo no país em 2018.

Segundo o Instituto Aço Brasil (IABr), a previsão de crescimento na produção de aço bruto em 2018 é de 4,3%. No início do ano, a entidade havia projetado um avanço de 8,6%. Em agosto, de acordo com os dados divulgados pelo IABr, a produção brasileira de aço bruto foi de 2,8 milhões de toneladas, representando uma queda de 3,7% frente ao mesmo mês de 2017.  “A crise afetou todos os segmentos, com queda do PIB e aumento do custo Brasil”, comenta Marco Polo de Mello Lopes, presidente-executivo do IABr. “A construção civil, a indústria automotiva e de máquinas e equipamentos já reduziram as suas projeções, ou seja, não vamos ter uma retomada como a esperada.”

Para Paulo Seabra, diretor da NLMK South America, o mercado siderúrgico no Brasil continua sendo muito desafiador, impactado por questões como a fraca retomada do crescimento após a crise econômica. Logo, o mercado continua com uma demanda muito baixa, se comparado ao cenário antes da crise. “O outro problema é a pressão de custos devido à alta valorização cambial, além de que em um cenário de baixa demanda não há espaços para aumento de preço”, diz.

DESEMPENHO

Mesmo assim, a empresa afirma registrar um desempenho satisfatório no segmento de aços especiais – utilizados para a produção de máquinas e equipamentos de construção, mineração e agro, por exemplo. De acordo com Seabra, a demanda por aços especiais, apresentou um aumento de 50% em 2018 em relação ao volume faturado no ano anterior.

O principal produto da empresa no Brasil são as chapas Quard de alta resistência ao desgaste, disponíveis em durezas de 400, 450, 500 e 550 brinell. Nessa linha, a novidade mais recente, como destaca Seabra, é o Quard 550, produzida em Clabecq, na Bélgica, e considerado uma chapa de aço de altíssima resistência ao desgaste. Temperado com dureza de 550 brinell, o aço permite aos fabricantes de equipamentos evoluir seus produtos com o aumento da vida útil e, ainda, da capacidade de carga, devido à redução de peso obtida graças à maior resistência mecânica, com ensaio de dureza realizado individualmente, chapa a chapa. “As chapas Quard são produzidas com minério de ferro puro, sendo uma das primeiras opções nesta linha de aços de alta resistência por seu alto nível de qualidade e homogeneidade”, afirma o executivo.

Seabra: mercado brasileiro segue desafiador

No setor agrícola, destaca o diretor, a principal aplicação do produto está nas colheitadeiras, cujas facas, discos de corte e facões são produzidos com os aços Quard 450 e a Quard 500. Segundo Seabra, também o segmento sucroalcooleiro vem aumentando o consumo de aços especiais, principalmente porque geram aumento de vida útil dos equipamentos e redução de custos de manutenção. “Dessa maneira, o setor vem aumentando o volume de negócios para a siderúrgica NLMK”, diz. “E o segmento reconhece a siderúrgica como uma das principais fornecedoras de aços de alta resistência ao desgaste, sendo o Quard uma referência de qualidade.”

Mas o Quard também é projetado para resistir ao desgaste em aplicações utilizadas nos setores de movimentação de terra, construção, mineração, pedreiras e reciclagem. “O principal mercado vem sendo o de mineração, área em que as chapas de alta resistência ao desgaste apresentam desempenho muito superior às demais soluções no mercado”, garante.

Outra chapa produzida pela NLMK, a Quend, é fabricada em aço estrutural com alto limite de escoamento e utilizada por grandes fabricantes de guindastes e componentes que requerem um aço estrutural que resista a severas demandas de carga. “A Quend 700, por exemplo, é recomendada para chassis de caminhão, equipamentos de elevação e içamento, equipamentos de movimentação e carretas”, complementa o executivo. “Com limite de escoamento a partir de 700 Mpa até 1300 Mpa, a chapa é entregue temperada e tratada com ensaio de ultrassom e tração individual.”

Saiba mais:

IABr: www.acobrasil.org.br

NLMK: www.nlmk.com

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