Produção de aço reflete a conjuntura instável — Revista M&T
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M&T nº 216Setembro 2017 Matéria 1 de 16
Sumário
  1. EditorialProdução de aço reflete a conjuntura instável
  2. Equipamentos FerroviáriosDesafio sobre trilhos
  3. ManipuladoresPotencial de crescimento
  4. CenárioNa trilha certa
  5. Bombas De ConcretoDesempenho efetivo
  6. FabricanteDespontando como marca global
  7. ElevadoresEficiência no transporte em altura
  8. Implementos HidráulicosAdequação tecnológica
  9. LançamentoCaterpillar apresenta novo compactador pneumático
  10. EmpresaMaratona de superação
  11. MomentoPara marcar um novo ciclo
  12. A Era Das MáquinasA evolução dos guindastes
  13. ManutençãoStart-up e manutenção de instalações hidráulicas
  14. EntrevistaJOSÉ JAIME SZNELWAR
  15. Compactos & FerramentasForça no desmonte
  16. Coluna Do YoshioCasualidades à brasileira
  17. Painel16 notas e colunas
Editorial

Produção de aço reflete a conjuntura instável

“Com a construção civil e a indústria de bens de capital à frente, os setores responsáveis por 80% do consumo de aço no Brasil registraram queda de 10,7% no último ano.”

Exclusivo M&T 5 de setembro de 2017 · Edição 216

À parte os impactos diretos na atividade minerária, uma leitura dos dados trazidos pelo mais recente relatório do Instituto Aço Brasil dá bem o tom da (instável) situação da indústria pesada no Brasil, incluindo neste rol a construção civil e de bens de capital, os principais setores na demanda deste metal no país.

Publicado em julho, o documento mostra que os setores responsáveis por 80% do consumo de aço no Brasil registraram queda de 10,7% em 2016, na comparação a 2015. Quando comparado ao mesmo período de 2013, a queda se acentua para 31,6%. Com isso, a produção de aço voltou ao patamar de 2006, retrocedendo mais de uma década, com 31 milhões de toneladas, enquanto as vendas internas e as exportações voltaram ao nível de 2005, com 16,5 milhões de toneladas e 13 milhões de toneladas, respectivamente. Como resultado, a siderurgia nacional opera com apenas 63% de sua capacidade instalada no momento.

Na variação setorial da produção, dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) apontam que atualmente o setor de construção civil responde por 39,6% do consumo aparente de aço no país, ao passo que o segmento de bens de capital absorve 22,3% do total. O detalhe é o decréscimo: -11,8% em relação a 2015, em ambos os casos.

Com a previsão da quase estagnação do PIB neste ano (no momento, algo entre 0,1 e 0,5%, segundo o Ministério da Fazenda), tal cenário configura um desafio e tanto para nossa produção de aço, permeada por vetores complementares como a queda na arrecadação e o aumento de impostos, dentre outros. E que vai demorar em ser vencido. Em simulação, o IAB projeta que somente em 2028 as vendas internas de aço cheguem a 25 milhões de toneladas, equiparando-se a 2013, quando houve o auge na demanda. Isso considerando um avanço de 3% no PIB de 2019 a 2028.

Enquanto isso, para recuperar a competitividade, a palavra de ordem no setor é exportar. O que também não é nada fácil, tendo em vista o excesso de capacidade instalada de 736 milhões de toneladas de aço registrado no mundo, segundo dados da World Steel Association. O fato é que – nunca é demais repassar – o desempenho da siderurgia brasileira está intimamente relacionado a segmentos cruciais para a economia, como a fabricação de máquinas pesadas, a mineração, a construção e a infraestrutura, que acompanham com atenção o que acontece nas forjas do nosso país, e vice-versa. Boa leitura.

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