Despontando como marca global — Revista M&T
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M&T nº 216Setembro 2017 Matéria 6 de 16
Sumário
  1. EditorialProdução de aço reflete a conjuntura instável
  2. Equipamentos FerroviáriosDesafio sobre trilhos
  3. ManipuladoresPotencial de crescimento
  4. CenárioNa trilha certa
  5. Bombas De ConcretoDesempenho efetivo
  6. FabricanteDespontando como marca global
  7. ElevadoresEficiência no transporte em altura
  8. Implementos HidráulicosAdequação tecnológica
  9. LançamentoCaterpillar apresenta novo compactador pneumático
  10. EmpresaMaratona de superação
  11. MomentoPara marcar um novo ciclo
  12. A Era Das MáquinasA evolução dos guindastes
  13. ManutençãoStart-up e manutenção de instalações hidráulicas
  14. EntrevistaJOSÉ JAIME SZNELWAR
  15. Compactos & FerramentasForça no desmonte
  16. Coluna Do YoshioCasualidades à brasileira
  17. Painel16 notas e colunas
Fabricante

Despontando como marca global

Apostando no diferencial de seus equipamentos diesel-elétricos, a belga Keestrack reforça as estratégias para angariar distribuidores (e clientes) na América Latina

Exclusivo M&T 8 de setembro de 2017 · Edição 216

Expandir as áreas de atuação e conquistar novos mercados, como os da América Latina, é um dos projetos estratégicos para os próximos anos da Keestrack, fabricante belga de soluções móveis de britagem e peneiramento. E um dos primeiros passos para isso – ao menos no Brasil – já foi dado, com a realização do 1º Encontro com Distribuidores, que aconteceu no início de agosto em Lagoa Santa (MG).

Como explica o gerente global de distribuição, Michael Brookshaw, a aspiração da empresa sediada em Bilzen – que produz equipamentos desde 1996 – é tornar-se uma marca global até 2020, em uma missão na qual o Brasil ocupa um papel central. “Iniciamos agora um projeto para expandir nossa rede de distribuidores, especialmente nas áreas de pós-venda, peças e serviços”, comenta o executivo. “Em relação ao Brasil, queremos que o país se torne o centro de atendimento da marca para toda a América Latina e até mesmo outros continentes.”

Para atingir a meta, Brookshaw projeta um expressivo aumento de aproximadamente 75% nas vendas até 2020, majoritariamente de novos equipamentos, além de um crescimento de 10% a 20% na comercialização de peças e serviços.

PROJEÇÃO

Empresa de controle familiar, a Keestrack conta atualmente com três fábricas: em Sternberk (na República Tcheca, considerada sua principal linha de produção), em Ponzano (na Itália) e em Chuzhou (na China). E, claro, também esta estrutura precisará avançar para chegar ao topo. “Ainda este ano esperamos completar uma ampliação de 7.000 m² da nossa fábrica maior, em Sternberk, com uma nova expansão já planejada para o biênio 2019-2020”, revela Brookshaw. “Além disso, temos quatro centros de treinamento e uma rede de vendas e serviços que atualmente cobre 46 países, com 65 distribuidores em todos os continentes.”

Nos Estados Unidos, por exemplo, a Keestrack possui uma instalação em Dallas, que concentra todas as atividades de pós-venda e representa um elemento importante na estratégia da empresa em se tornar um dos principais fornecedores de britadores para as indústrias de reciclagem e agregados em todo o mundo.

E isso inclui a América Latina. Para o gerente de vendas Paul Fox, a região latino-americana justifica o aporte, pois se trata de um mercado ainda a ser explorado, com importância econômica significativa e, não menos relevante, amplo território. Mas, até por isso, é imprescindível marcar posição. De fato, na visão de Fox, uma maior representatividade na região pode evitar alguns percalços, como a falta de estoque de peças, além da dificuldade na manutenção do equipamento com pessoal especializado. “Precisamos manter distribuidores locais e preparados, pois nossa política consiste em não comercializar diretamente os produtos, mas somente por meio de distribuidores”, explica o executivo. “E já conversamos com parceiros locais em países como Bolívia, Colômbia, Equador, México, Paraguai, Peru e Uruguai, sendo que todos já sinalizaram interesse em se associar a nós.” Inclusive, a empresa deve anunciar em breve seu distribuidor no Brasil.

Segundo ele, um dos primeiros resultados obtidos na região foi a venda de um lote de equipamentos para a distribuidora paraguaia Proyect, incluindo dois britadores móveis de mandíbula B4e, o britador cônico sobre esteiras H4 e a classificadora C6e. “Mesmo sendo uma economia relativamente acanhada, o Paraguai vive uma estabilidade consistente, com moeda estável e economia em crescimento”, comenta Orlando Cazal, diretor da Proyect.

CONCEITO

Além da distribuição, há a tecnologia, evidentemente. Como diferencial, a Keestrack aposta no conceito diesel-elétrico, representado por soluções como a nova versão do britador cônico sobre esteiras H4e, apresentado em primeira mão na ConExpo-CON/AGG no início deste ano.

E as soluções atuais devem muito à expertise angariada pela marca. Afinal, o primeiro equipamento híbrido da fabricante belga, a classificadora C6, foi introduzida no mercado global já em 2012. “A Keestrack está na vanguarda da implementação de tecnologias para a redução de consumo de combustível sem perda de desempenho, o que inclui sistema hidráulico com sensor de carga e opções de acionamento diesel-elétrico“, detalha Fox.

Segundo ele, a H4e produz até 250 t/h, permitindo plena operação via rede ou por gerador externo, com baixo custo de operação e manutenção. “Em comparação ao equipamento padrão, o modelo híbrido completo oferece uma economia significativa em relação ao custo total de propriedade, por um período de até cinco anos”, garante o gerente de vendas.

Por sua vez, Brookshaw explica que os modelos totalmente elétricos também apresentam vantagens econômicas consideráveis, especialmente em relação ao consumo de combustível, em uma redução de 30% em relação às unidades convencionais. “Os modelos elétricos proporcionam margens de economia ainda maiores, de 50%, quando alimentados por gerador, e 70%, quando conectados a uma fonte de energia.”

Outro diferencial dos equipamentos é o sistema hidráulico com sensor de carga, que a empresa vem utilizando há muitos anos. De forma geral, conforme ressalta o executivo, os monitores hidráulicos alimentam e ajustam a carga automaticamente, dentro das exigências de cada projeto. “Como resultado, podem ser economizados em torno de 4 e 6 litros de combustível por hora”, frisa. “Quando aplicado a uma operação típica de 1.500 horas, gera uma economia de até 7.500 litros.”

ROBUSTEZ

Em seu portfólio, a Keestrack também conta com britadores móveis sobre esteiras, como os modelos R6 (60 ton), R3 (33 ton) e R5 (55 ton). De acordo com Fox, os dois últimos são máquinas leves, mas ao mesmo tempo robustas, sendo indicadas para produtores de agregados ou empresas de reciclagem, nas configurações diesel-hidráulica ou diesel-elétrica.

O modelo maior tem capacidade de produção de até 500 t/h e também está disponível na versão diesel-elétrica. “Os especialistas em extração de pedras e agregados reconhecem as vantagens fundamentais de nossas plantas híbridas diesel-elétricas”, comenta Fox. “Nossas plantas móveis constituem uma alternativa de alto rendimento às instalações estáticas, especialmente em pedreiras de pequeno a médio porte que atuam na produção de asfalto e concreto.”

Além de pedreiras, os equipamentos também são talhados para aplicações na reciclagem de materiais oriundos da construção e demolição, como areia, cascalho, concreto, asfalto, madeira, carvão e minérios, entre outros. “A reciclagem é uma das principais aplicações que a empresa busca expandir na América Latina”, diz Brookshaw. “Na verdade, cerca de 50% dos nossos negócios são voltados para o mercado de reciclagem, que é muito forte na Europa.”

Para o futuro, a empresa já vem trabalhando em um novo sistema de britagem móvel, mas não revela detalhes do projeto. O certo é que pode contar com features como o sistema de telemetria Keestrack-er, um recurso de suporte online para clientes e distribuidores que, conforme explica Fox, permite armazenar dados e criar relatórios para monitorar as operações das máquinas ao longo do tempo. “Esta solução pode gerar eficiência, seja na troca de peças de reposição e desgaste ou na manutenção contínua da frota”, diz. “Além disso, com a função GPS é possível localizar uma máquina e rastrear sua rota, distância e velocidade.”

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