Pressão nos negócios — Revista M&T
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M&T nº 197Dez/Jan 2016 Matéria 14 de 16
Sumário
  1. EditorialMomento de agir
  2. Estudo De MercadoQueda histórica
  3. GestãoLições da crise
  4. Conexpo Latin AmericaEncontro latino
  5. EmpresaMercado em transformação
  6. FresadorasAgilidade na reabilitação de pavimentos
  7. Transporte RodoviárioProntos para o recomeço
  8. ConcretoPortfólio renovado
  9. TecnologiaO futuro da geotécnica
  10. Momento Constructionexpo 2016Ecoeficiência em destaque
  11. A Era Das MáquinasDo empirismo à ciência na compactação
  12. ManutençãoRotação suave
  13. Entrevista"O Brasil tem potencial para máquinas pesadas"
  14. InternacionalPressão nos negócios
  15. Compactos & FerramentasCorte na medida certa
  16. Coluna Do YoshioFazendo mais do mesmo
  17. Painel16 notas e colunas
Internacional

Pressão nos negócios

Relatório do Fundo Monetário Internacional (FMI) mostra que 2015 foi o ano com o pior desempenho econômico da América Latina em mais de três décadas

Exclusivo M&T 28 de dezembro de 2015 · Edição 197

Recessão. Esta é a palavra que soa em algumas das maiores economias latino-americanas e na região em geral. O cenário financeiro, que já não é próspero, viu-se impactado pela queda no valor das commodities e pela desaceleração chinesa, situação que também se refletiu nas projeções dos principais órgãos multilaterais.

Um exemplo disso foi dado pelo Fundo Monetário Internacional (FMI). Em relatório, a entidade conclui que 2015 foi o ano com o pior desempenho econômico da América Latina em mais de 30 anos, excluído o ano da crise mundial, em 2009. Obviamente, esta perspectiva não se refere a cada país em particular, mas é importante notar que grandes economias – como a brasileira e a venezuelana – empurram para baixo o resultado.

Na verdade, apenas três países teriam registrado recessão em 2015. A Venezuela leva a pior, com uma queda prevista de 10% em seu PIB ao longo do ano, enquanto o Brasil enfrenta uma recessão de 3%. Já o Equador, por força do preço do petróleo, cairia 0,6%. Nos demais, o crescimento médio será moderado, o que não permitirá equilíbrio na balança da economia regional, que diminuirá 0,3%.

DOING BUSINESS

Para 2016, a região retomaria um crescimento tímido de 0,8%, mas com o Brasil e a Venezuela ainda com tendências negativas (de 1% e 6%, respectivamente), a eles se somando a Argentina, com retração de 0,7%.

Mas não é apenas a saúde das economias que preocupa. Também é importante desenvolver políticas mais estáveis de negócios e que atraiam investidores, aspecto no qual a América Latina tem uma dívida notória. Ao menos é o que assinala o último relatório do Banco Mundial com o ranking Doing Business 2016, que analisa as regulações que afetam as diversas áreas do ciclo de vida de uma empresa, como abertura, obtenção de licenças de construção, acesso a eletricidade, registro de propriedades, acesso a crédito etc.

De acordo com a lista, o melhor país da região para realizar negócios é o México, que ocupa o posto 38 entre quase 190 países, seguido por Chile (48), Peru (50) e Colômbia (54). Ainda que não seja surpresa, dada a atual situação político-econômica do Brasil, é especialmente preocupante ver a maior economia da América do Sul cair cinco posições num só ano, ficando no posto 116, com fortes baixas nos quesitos de obtenção de créditos e solução de insolvências.

Outro aspecto a considerar é que menos da metade dos 33 países da América Latina e Caribe analisados ficaram na metade superior da lista, o que coloca a maioria dos países da região em posição de desvantagem na hora de realizar negócios.

 

 

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