Portfólio dinâmico — Revista M&T
Terça-feira, 27 de outubro de 2026

Tecnologia e inovação para
construção e mineração

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M&T nº 208Dez/Jan 2017 Matéria 6 de 18
Sumário
  1. EditorialSinais de mudança para o setor
  2. Estudo De MercadoChegamos ao fundo?
  3. CenárioPonto de inflexão
  4. Bauma China 2016Soluções sob medida
  5. Bauma China 2016Em busca da nova rota da seda
  6. LançamentoPortfólio dinâmico
  7. TúneisFaçanha carioca
  8. FabricanteRefinamento integrado
  9. CaminhõesSacode a poeira
  10. EmpresaÀ espera de um novo ciclo de expansão
  11. M&T Momento Peças E ServiçosFator estratégico para o sucesso
  12. A Era Das MáquinasA maior hidrelétrica do mundo
  13. ManutençãoCuidando da interface entre a roda e o chassi
  14. Entrevista"Vemos oportunidades onde outros só enxergam medo"
  15. InternacionalA tendência do momento
  16. Compactos & FerramentasUnião perfeita de materiais
  17. Coluna YoshioA nova revolução industrial
  18. Tabela Custo HorárioTabela referente ao ano de 2016
  19. Painel16 notas e colunas
Lançamento

Portfólio dinâmico

Buscando antecipar-se às mudanças no perfil de consumo do mercado de equipamentos, a Case CE passa a produzir no país mais seis modelos de escavadeiras hidráulicas

Exclusivo M&T 16 de dezembro de 2016 · Edição 208

Com a hegemonia das escavadeiras de 20 toneladas (ainda as mais vendidas do país) ameaçada pela especialização crescente do mercado, diversificar a produção tornou-se mandatório para qualquer fabricante com pretensão de competitividade neste nicho, talvez o mais disputado do setor, com oferta grande de produtos.

Com isto em mente, a Case CE acaba de anunciar a fabricação no Brasil de mais seis modelos de escavadeiras hidráulicas. Reunidas sob a nova Série C, são máquinas que abrangem um range de 13 a 37 toneladas, em uma clara aposta de diversificação. “Com esse lançamento passamos a cobrir 90% da demanda do mercado para esse tipo de equipamento”, diz Roque Reis, vice-presidente da marca para a América Latina, destacando que o mercado de escavadeiras é um dos que mais crescem no portfólio de soluções para construção daqui e do exterior, especialmente em países em desenvolvimento.

Como afirma o executivo, a tendência de utilizar escavadeiras de 20 toneladas para qualquer tipo de aplicação, seja leve ou pesada, vem mudando nitidamente, especialmente em trabalhos que requerem maior produtividade. “O mercado começou a demandar máquinas menores para operações mais leves e maiores para trabalhos mais pesados”, observa Reis. “Assim, tornaram-se necessários equipamentos específicos para as operações a serem atendidas.”

Segundo o executivo, a empresa trabalha na nova linha de equipamentos há dois anos, investindo cerca de R$ 36,5 milhões no projeto de nacionalização. E tal esforço tem os seus (bons) motivos. Se antes a Case disputava a tapas o mercado de escavadeiras com um único e valente modelo nacional de 20 toneladas – o CX220C –, agora pode competir em aplicações mais específicas, com a localização dos modelos CX130C (de 13 t), CX180C (18 t), CX220C Série 2 (20 t), CX240C Mass Excavator (24 t), CX350C (35 t) e CX370C Mass Excavator (37 t), “todos com acesso às linhas de financiamento do Finame, Finame Agrícola e Pronamp”, como enfatiza Reis.

INOVAÇÕES

Em relação à série anterior, os equipamentos trazem inovações que buscam a obtenção de ciclos mais rápidos de operação e maior produtividade, além de reduzir o consumo de combustível. Desempenho, aliás, foi o foco do projeto desde o início, como mostra o fato de toda a série trazer lanças, braços e opções de caçambas heavy -duty para serviços pesados, assegurando maior durabilidade aos implementos. “Com chapas até 32% mais largas, as máquinas são mais robustas e duráveis, resultando em menos paradas”, comenta Carlos França, gerente de marketing da Case CE para a América Latina. “Além disso, conseguimos uma melhoria de 8% nos ciclos em relação à série anterior.”

Outra mudança está na motorização. Segundo França, os motores eletrônicos Tier III possuem rotação reduzida e são equipados com um novo regulador, que garante aumentos de potência correspondentes à exigência hidráulica. “Isso faz com que, em relação ao consumo de combustível, as máquinas sejam 14% mais econômicas do que a série anterior”, diz.

Segundo o especialista, as novas escavadeiras têm aplicações diversificadas. A CX130C, por exemplo, é o único modelo que conta com duas versões, tem motor de 95 hp e pode ser utilizada para construção de barragens para irrigação e abertura de valas para redes de esgoto. A escavadeira CX 180C, por sua vez, vem ganhando mercado no segmento florestal, substituindo as aplicações feitas por escavadeiras de 20 t, enquanto a nova CX220C Série 2 é mais versátil, podendo ser utilizada em aplicações leves ou severas, como mineração de médio porte.

Já para aplicações mais pesadas, como na mineração ou em pedreiras, a proposta é a CX240C Mass Excavator. Trata-se de uma novidade no país, sendo que os demais equipamentos já eram disponibilizados no Brasil por meio de importação. “Este modelo possui algumas similaridades com a CX220C Série 2, como tamanho, potência do motor e torque, mas traz reforço em todo o chassi, além de contrapeso maior e mais pesado do que a de 22 toneladas. Com braço menor e caçamba maior, ela consegue produzir mais”, compara o executivo. “A escavadeira CX350C (com motor de 268 hp) e a versão CX370C Mass Excavator também são indicadas para escavações mais severas, porém principalmente quando a densidade do material é mais agregada.”

Brasif inaugura nova sede em Jundiaí

Inaugurado no final do ano, o novo espaço conta com 27 mil m² (+80%), passando a abrigar também o núcleo diretivo da concessionária, que representa a Case CE em SP, MG, RJ, ES, GO, TO e DF. Segundo Gustavo Avelar, CEO da Brasif Máquinas, os investimentos devem consolidar a atuação da concessionária no mercado brasileiro de máquinas para construção. “Com os novos lançamentos, a Brasif se posiciona como o distribuidor com a maior gama de escavadeiras da Case fabricadas no Brasil”, diz Avelar, complementando que a concessionária também vem investindo forte no setor de pós-venda, que foi totalmente reestruturado. “Hoje, já temos um nível médio de 88% no atendimento de peças em até 24 horas”, diz o executivo.

 

 

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