Opus deve treinar batalhões de engenharia do exército — Revista M&T
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M&T nº 81Fev/Mar 2004 Matéria 4 de 14
Sumário
  1. EditorialUma via de duas mãos com o leitor
  2. NotasLark é a nova distribuidora JBC em São Paulo
  3. EntrevistaAfonso Mamede: o usuário fala mais alto
  4. QualificaçãoOpus deve treinar batalhões de engenharia do exército
  5. ArtigoDa necessidade da engenharia militar no Brasil
  6. ObraCapim Branco: duas hidrelétricas em ritmo acelerado
  7. DealersDCML comemora certificação ISO 9001/2000
  8. MercadoVolvo CE descentraliza operações.
  9. Carregadeiras"TOP" de linha da case entra no bagaço da cana
  10. LançamentoLiebherr antecipa novidades de Bauma
  11. BiogeraçãoProjeto bandeirantes converte gás de aterro em energia
  12. TecnologiaNovidades que virão embarcadas
  13. LubrificaçãoInimigo invisível
  14. Espaço AbertoATLAS COPCO ADQUIRE A INGERSOLL-RAND DRILLING SOLUTIONS
Qualificação

Opus deve treinar batalhões de engenharia do exército

Exclusivo M&T 1 de março de 2004 · Edição 81

Cursos serão ministrados a graduados e oficiais da engenharia que, depois, irão repassar esse conhecimento aos soldados, que trabalharão nos batalhões ou sairão qualificados para o mercado de trabalho depois do serviço militar.

Instituto Opus, da Sobratema, vem mantendo entendimentos com oficiais do Exército brasileiro ligados à Diretoria de Obras de Cooperação (DOC) para iniciar um programa de treinamento nos batalhões de engenharia de construção. O primeiro contrato já está em negociação com o 11° Batalhão de Engenharia de Construção, de Araguari (MG). A filosofia de trabalho e os cursos do Instituto Opus já foram apresentados na diretoria da DOC, em Brasília, ao General de Brigada ítalo Fortes Avena e, posteriormente, a pedido do próprio Diretor da DOC, no Io Grupamento de Engenharia de Construção, em João Pessoa, que coordena a ação de quatro batalhões de engenharia de construção no Nordeste. A Diretoria de Obras de Cooperação (DOC) coordena e apoia as atividades de 11 batalhões geograficamente distribuídos pelos estados de Roraima, Rondônia, Acre, Amazonas, Pará, Mato Grosso, Bahia, Rio Grande do Norte, Piauí, Minas Gerais e Santa Catarina. Nessas unidades, os jovens que cumprem serviço militar podem permanecer por um período de um a sete anos. Nos primeiros dois meses de caserna, são ambientados à vida militar e, em seguida, ingressam num período onde são distribuídos e qualificados em diversas funções ligadas à construção e logística. Na fase de adestramento, posterior ao período de qualificação, eles são inseridos no contexto das obras.

“Há uma afinidade muito grande entre a proposta do Instituto Opus e do Exército que é, por excelência, uma instituição de instrução e formação”, diz Roberto Ferreira, diretor executivo do Instituto Opus. Segundo ele, o formato básico da parceria que vem sendo discutida prevê que o Instituto irá ministrar cursos para graduados e oficiais da Engenharia, os quais irão repassar esse conhecimento aos soldados operadores ou candidatos a essa função. “Todos serão avaliados ao final de cada curso pelo Instituto Opus para efeito de concessão da certificação. Concluído o seu tempo de serviço militar, esses jovens sairão qualificados para o mercado de trabalho. Como a certificação concedida pelo Instituto Opus tem diferentes prazos de validade em função do aproveitamento individual, os treinandos qualificados estarão sujeitos a novos exames, pelo Instituto, ainda na caserna, caso seu tempo de serviço ultrapasse esses prazos”, acrescenta Ferreira.

Hugo Ribas Branco, gerente executivo da Sobratema, é um dos principais incentivadores dessa parceria. Foi ele quem orientou os contatos iniciais com o Exército, a partir do interesse manifestado pelo 9o Batalhão de Engenharia de Construção, sediado em Cuiabá (MT). Oficial da Arma de Engenharia graduado pela Academia

Militar das Agulhas Negras e engenheiro civil e militar formado pelo Instituto Militar de Engenharia (IME), Ribas atuou muitos anos nos batalhões de engenharia do Exército. “A missão dessas unidades é participar da construção da infraestrutura para o país e, por isso, as preocupações dos oficiais em relação aos equipamentos e à qualificação de pessoal são as mesmas de qualquer empreiteira”, explica ele. Ribas acredita que o Instituto Opus também poderá vir a colaborar com a Diretoria de Obras Militares (DOM), que realiza obras especificamente de interesse do Exército. A DOM, assim como a DOC, é subordinada ao Departamento de Engenharia e Construção (DEC), que responde ao Alto Comando do Exército. “os cursos do Instituto, com material didático atualizado e a experiência de seus instrutores, poderão contribuir e muito para a otimização da produtividade, a redução de custos e o aumento significativo da segurança das operações de campo".

Mobilização — Os batalhões de engenharia da DOC estão, atualmente — mediante convênios executando obras de infraestrutura, particularmente na região Norte e Nordeste do país, para estados, municípios, autarquias e, principalmente, para o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT), do Ministério dos Transportes. O Batalhão de Engenharia de Construção, sediado em Natal (RN), por exemplo, realiza, para a INFRAERO, o trabalho de desmatamento, destocamento, limpeza e terraplenagem da área destinada à implantação do Aeroporto Internacional de Natal.

O 11° Batalhão de Engenharia de Construção, de Araguari, MG, por sua vez, cumpre contrato com o Governo de Goiás para a construção de aeródromo, com extensão de 1.500 m por 30 m largura, em Pirenópolis (GO). Junto ao DNIT responde pela recuperação e conservação da BR-153/ SP, na divisa entre São Paulo e Minas Gerais. O batalhão também está mobilizado para obras de saneamento básico para a prefeitura de Araguari, na divisa entre Goiás e Minas Gerais. Uma relação completa das obras em execução ou concluídas recentemente, além de fotos podem ser encontradas nos seguintes sites: www.lgec.jpa.com.br www.manaus.br/2gec! www.cav.udesc.br/~batalhao e www.btlmaua.com.br.

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