Da necessidade da engenharia militar no Brasil — Revista M&T
Terça-feira, 27 de outubro de 2026

Tecnologia e inovação para
construção e mineração

Assinar newsletter Mais de 42 mil profissionais recebem a newsletter
Início› Exclusivo› Edição 81 ← Voltar à edição
M&T nº 81Fev/Mar 2004 Matéria 5 de 14
Sumário
  1. EditorialUma via de duas mãos com o leitor
  2. NotasLark é a nova distribuidora JBC em São Paulo
  3. EntrevistaAfonso Mamede: o usuário fala mais alto
  4. QualificaçãoOpus deve treinar batalhões de engenharia do exército
  5. ArtigoDa necessidade da engenharia militar no Brasil
  6. ObraCapim Branco: duas hidrelétricas em ritmo acelerado
  7. DealersDCML comemora certificação ISO 9001/2000
  8. MercadoVolvo CE descentraliza operações.
  9. Carregadeiras"TOP" de linha da case entra no bagaço da cana
  10. LançamentoLiebherr antecipa novidades de Bauma
  11. BiogeraçãoProjeto bandeirantes converte gás de aterro em energia
  12. TecnologiaNovidades que virão embarcadas
  13. LubrificaçãoInimigo invisível
  14. Espaço AbertoATLAS COPCO ADQUIRE A INGERSOLL-RAND DRILLING SOLUTIONS
Artigo

Da necessidade da engenharia militar no Brasil

Exclusivo M&T 1 de março de 2004 · Edição 81
Da necessidade da engenharia militar no Brasil

O general ítalo Avena explica o que é a engenharia militar e demonstra sua contribuição histórica à implantação de obras no País.

Autonomia Operacional. Este termo define a necessidade da existência de uma Engenharia Militar, adestrada, permanentemente preparada e em condições de realizar qualquer serviço de engenharia em um Teatro de Operações. Em outras palavras, em caso de emprego em operações, o Exército não pode recorrer a serviços terceirizados, pois além da capacidade técnica, os seus quadros têm também que ser combatentes. Como manter um contingente de pessoal capacitado e uma patrulha de equipamentos e viaturas, empregá-los e mantê-los em condições de disponibilidade, com os parcos recursos orçamentários?

A inteligente solução não é nova, porque foi adotada desde o século passado, quando o nosso País praticamente não possuía estradas e tudo havia por fazer. Os primeiros batalhões de engenharia empregados na construção de ferrovias e linhas de transmissão foram criados no início do Século XX e no decorrer dos anos outros foram surgindo, de acordo com as necessidades, até a presente data, quando 11 unidades de valor batalhão e uma de companhia estendem-se por todo o território nacional, principalmente no Nordeste e na Amazônia. O quadro (l) apresenta a distribuição das unidades de Engenharia de Construção do Exército Brasileiro.

O acervo de realizações, ao longo desses anos, é considerável, pois a Engenharia Militar vem cumprindo com zelo sua missão de preparação de quadros que normalmente, ao serem licenciados, são absorvidos pelas empresas de construção e órgãos governamentais. A parceria que está realizando com a SOBRATEMA e o seu Instituto OPUS visa a proporcionar excelência a este seu já secular e exitoso projeto de formação e aperfeiçoamento de mão-de-obra.

No ano passado, a Engenharia Militar foi empregada pelo Ministério dos Transportes, por intermédio do DNIT, na restauração de estradas, como as BR-153, 135, 364, 282, 343. além de outras parcerias com o INCRA, INFRAERO Ministério da Integração e governos estaduais e municipais. Nos quadros ao lado, demonstra-se as origens e os valores dos recursos fornecidos à Engenharia Militar, no ano passado.


Os engenheiros militares têm a consciência de que nunca concorreram com as empresas civis, pois o Brasil é um país em construção e mesmo nos períodos em que os recursos são mais escassos há uma imperiosa demanda de serviços, que absorve a capacidade das empresas que realmente possuem competência operacional. Entendem que, para o governo e mesmo para as empresas, os benefícios decorrentes do seu trabalho são maiores do que os possíveis ônus e, que se não houvesse esta fórmula, os recursos para o adestramento teriam de ser fornecidos via orçamento, o que ocasionaria um ônus indireto a todos os brasileiros, além de não promover qualquer benefício concreto.

Uma publicação Sobratema

A Revista M&T é editada pela Sobratema, Associação Brasileira de Tecnologia e Gestão de Equipamentos.

Conheça a Sobratema →