Obsessão pelo equipamento incomparável — Revista M&T
Terça-feira, 27 de outubro de 2026

Tecnologia e inovação para
construção e mineração

Assinar newsletter Mais de 42 mil profissionais recebem a newsletter
Início› Exclusivo› Edição 129 ← Voltar à edição
M&T nº 129Outubro 2009 Matéria 17 de 21
Sumário
  1. EditorialSegurança é coisa séria
  2. NotasJCB produzirá escavadeiras no Brasil
  3. NotasBrasif em ritmo de expansão
  4. NotasCuidados ao contratar um curso de treinamento
  5. NotasUm operador presidencial no comando do guindaste
  6. NotasMWM renova dois contratos de fornecimento de motores
  7. NotasNos bastidores do GP Brasil
  8. NotasTracbel avança para o Centro-Oeste
  9. DragagemUm equipamento para cada necessidade
  10. Aterro SanitarioAdaptados para o serviço pesado
  11. SegurançaComo prevenir acidentes no canteiro
  12. PneusNo limite da capacidade
  13. FenatranFeira reflete o otimismo do mercado
  14. InternacionalSobratema debate o futuro do setor na Europa
  15. EmpresaDez anos de pioneirismo
  16. EmpresaTecnologia japonesa com sotaque brasileiro
  17. PerfilObsessão pelo equipamento incomparável
  18. ManutençãoComo recuperar os elementos estruturais
  19. Espaço AbertoRapidez nos trabalhos em alturas elevadas
  20. Espaço AbertoNivelamento com menor esforço
  21. Espaço AbertoEngate reduz tempo de montagem do andaime
Perfil

Obsessão pelo equipamento incomparável

Exclusivo M&T 18 de março de 2010 · Edição 129

Primeira unidade industrial da Komatsu instalada fora do Japão, a KDB (Komatsu do Brasil) desempenha um papel de relevo na estratégia global da fabricante de equipamentos, um gigante com presença nos cinco continentes e com faturamento líquido de US$ 20,4 bilhões em todo o mundo, entre abril de 2008 e março de 2009. Nessa edição da revista M&T, o diretor presidente da KDB, Naoyuki Sakurai, fala sobre os princípios que norteiam a gestão da empresa.

Sakurai não esconde o orgulho diante das realizações obtidas pela equipe brasileira. A lista inclui a conquista, por duas edições consecutivas, do “President Excellence Award”, uma premiação concebida para distinguir a excelência em desempenho e qualidade entre as subsidiárias da multinacional japonesa. Outro destaque foi o desenvolvimento do trator de esteira D51, numa parceria entre os profissionais da KDB e da Komatsu norte-americana, que atualmente é fabricado no Brasil para fornecimento aos demais países do mundo. “Trata-se de um equipamento realmente inovador, que se tornou uma referência em design em sua categoria”, diz ele. Veja, a seguir, a entrevista concedida com exclusividade à M&T:

M&T – Qual a importância das operações no Brasil para o grupo Komatsu?
Naoyuki Sakurai – Pela sua importância no cenário econômico mundial, o Brasil sempre desempenha um papel relevante para qualquer empresa de porte e conosco não seria diferente. Para se ter uma ideia, a primeira fábrica da Komatsu instalada fora do Japão foi a brasileira, que iniciou suas atividades em 1975. Atualmente, nós produzimos aqui uma linha composta por escavadeiras hidráulicas, tratores de esteiras, carregadeiras de rodas, motoniveladoras e peças fundidas que se destinam não apenas ao mercado interno, mas também para exportação. Temos uma unidade fabril completa em Suzano (SP), que atua desde a fundição até a montagem dos equipamentos para garantir aos nossos clientes um produto de qualidade e confiabilidade, conforme determina o The Komatsu Way, o conjunto de princípios que rege o grupo em todo o mundo.

M&T – Qual a capacidade instalada da fábrica de Suzano e como está o ritmo de produção?
Sakurai – Atualmente, produzimos cerca de 1.500 equipamentos por ano, mas nossa capacidade instalada é de 3.100 unidades. Do total produzido, cerca de 30% é exportado para a América Latina e demais países do mundo, como é o caso do trator de esteiras D51. O índice de exportação já foi maior, superando os 50% da nossa produção, mas a retração da demanda do mercado externo, que foi provocada pela crise econômica internacional, acabou sendo compensada em parte pela continuidade das grandes obras no Brasil.

M&T – O que isso impacta nas atividades da empresa no País?
Sakurai – Diante da demanda do mercado brasileiro, em agosto começamos a produzir no País as escavadeiras PC350LC-8, de 36 t e que operam com caçamba de até 2,7 m³. Trata-se de um equipamento diferenciado, cujos radiadores, montados lado a lado, permitem realizar a manutenção de cada um dos módulos de resfriamento individualmente. No quesito manutenção, aliás, ele também se destaca pelo fato de estender os prazos de troca de óleos e filtros. Além desse equipamento, as escavadeiras maiores, como o modelo PC600LC-8, de 63 t e com caçamba de 4,0 m³, também apresentaram uma boa demanda. Atualmente, contamos com 16 unidades dessas vendidas e operando na obra da hidrelétrica de Santo Antônio, pertencente ao complexo de usinas do Rio Madeira.

M&T – Essa obra, aliás, conta com uma frota significativa de equipamentos Komatsu, não é mesmo?
Sakurai – Pelos volumes de terraplenagem envolvidos nessa obra, que irá movimentar cerca de 20 milhões de m³ de rocha e 40 milhões de m³ de solo até sua conclusão, em 2012, ela justifica o investimento das construtoras em equipamentos de grande porte e alto desempenho. Nesse projeto, contamos com aproximadamente 60 unidades de equipamentos maiores em operação, como escavadeiras de 60 t e 40 t, importadas do Japão e dos Estados Unidos.

M&T – Em quais princípios a empresa se norteia para o desenvolvimento de seus equipamentos?
Sakurai – Dentro da nossa diretriz, temos nos esforçado no desenvolvimento de máquinas de alto desempenho, baixo consumo de combustível e reduzidos níveis de emissão, que proporcionem retorno às operações do cliente. Nos empenhamos em projetar produtos que denominamos de Dantotsu, uma palavra japonesa que significa sem comparação. Assim foi com o trator de esteiras D51, cujo projeto contou com a participação de engenheiros brasileiros. Realmente se trata de um equipamento Dantotsu, que se diferencia entre os demais de sua categoria.

M&T – Por quê?
Sakurai – Primeiramente, por ser um trator equipado com transmissão hidrostática, o que proporciona elevada eficiência ao serviço com baixo consumo de combustível e maior conforto à operação. Mas seu grande diferencial é o design, que confere total visibilidade ao operador em relação à lâmina e ao ambiente externo, como nenhum outro trator de esteiras. Conseguimos isso com a mudança do radiador para a traseira da máquina, de forma a diminuir as dimensões do capô dianteiro. Por esse motivo, em 2008 esse projeto foi agraciado com o prêmio IDEA, conferido pela International Design Excellence Awards e pela revista Business Week. Temos orgulho do fato de esse equipamento ser fabricado apenas no Brasil para fornecimento aos demais países do mundo.

M&T – Cite outro diferencial dos equipamentos da empresa.
Sakurai – Desde o ano passado, todos os nossos equipamentos já saem de fábrica com o sistema de monitoramento remoto Komtrax como item de série, permitindo que os clientes acompanhem em tempo real suas operações, seja por meio de nossa rede de distribuidores ou a partir de uma central própria. Por meio de sistema de localização por satélite (GPS), eles ganham maior segurança para a operação e reduzem seus custos, usufruindo da possibilidade de paradas programadas para manutenção.

Uma publicação Sobratema

A Revista M&T é editada pela Sobratema, Associação Brasileira de Tecnologia e Gestão de Equipamentos.

Conheça a Sobratema →