O nascimento de um gigante — Revista M&T
Terça-feira, 27 de outubro de 2026

Tecnologia e inovação para
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M&T nº 211Abril 2017 Matéria 12 de 17
Sumário
  1. EditorialO exemplo da indústria norte-americana
  2. LocaçãoRevisão de valores
  3. Pás CarregadeirasPesos-pesados em ação
  4. InstitucionalHub ampliado de negócios
  5. MercadoA volta por cima
  6. FabricanteO motor da retomada
  7. FresagemPrecisão Milimétrica
  8. EmpresaTransformação com foco
  9. LegislaçãoTrânsito livre
  10. Sistemas ConstrutivosAbrindo caminho nos canteiros
  11. MomentoVersatilidade a toda prova
  12. A Era Das MáquinasO nascimento de um gigante
  13. ManutençãoSimbologia padronizada
  14. Entrevista“Compromisso com a rentabilidade”
  15. InternacionalNovos ares para a construção
  16. Compactos & FerramentasAlém do alcance da visão
  17. Coluna YoshioO futuro a ser criado
  18. Painel18 notas e colunas
A Era Das Máquinas

O nascimento de um gigante

Exclusivo M&T 3 de abril de 2017 · Edição 211

Os primeiros guindastes de torre surgiram na Europa na primeira metade do século XX. Com o uso dessas máquinas, as obras em ruas estreitas tornavam-se mais produtivas e simples, podendo-se trabalhar em grande altura sem ocupar muito espaço no solo. Isso fez com que os principais fabricantes de guindastes de torre surgissem na Europa, principalmente para aplicação em estaleiros e portos. No entanto, esses guindastes ainda eram pesados e difíceis de transportar e montar.

Após o término da II Guerra Mundial, quando os trabalhos de reconstrução se espalhavam por toda a Alemanha, um pioneiro chamado Hans Liebherr dirigia a construtora de sua família no sul do país. Ao perceber a necessidade de desenvolver máquinas para o setor de construção, Liebherr – juntamente com sua equipe de engenheiros – projetou o primeiro guindaste móvel de torre da história, o TK-10.

Tratava-se de um guindaste com giro na base e uma lança horizontal na parte superior, fácil de ser transportado e colocado em posição de trabalho, graças a um sistema de automontagem. Essa máquina foi apresentada na Frankfurt Trade Fair de 1949, tornando-se o primeiro produto da Hans Liebherr Maschinenfabrik, fundada nesse mesmo ano e que se transformaria em um dos maiores fabricantes de equipamentos de construção do mundo.

Apesar da reação negativa inicial, o conceito provou suas vantagens e pôde ser colocado em produção. Afinal, a máquina conseguia recolher o material do solo, içá-lo e descarregá-lo diretamente no local necessário, um recurso ainda não disponível na época, pois o material tinha de ser transportado manualmente a partir do ponto de descarga.

Os primeiros guindastes de torre surgiram na Europa na primeira metade do século XX. Com o uso dessas máquinas, as obras em ruas estreitas tornavam-se mais produtivas e simples, podendo-se trabalhar em grande altura sem ocupar muito espaço no solo. Isso fez com que os principais fabricantes de guindastes de torre surgissem na Europa, principalmente para aplicação em estaleiros e portos. No entanto, esses guindastes ainda eram pesados e difíceis de transportar e montar.

Após o término da II Guerra Mundial, quando os trabalhos de reconstrução se espalhavam por toda a Alemanha, um pioneiro chamado Hans Liebherr dirigia a construtora de sua família no sul do país. Ao perceber a necessidade de desenvolver máquinas para o setor de construção, Liebherr – juntamente com sua equipe de engenheiros – projetou o primeiro guindaste móvel de torre da história, o TK-10.

Tratava-se de um guindaste com giro na base e uma lança horizontal na parte superior, fácil de ser transportado e colocado em posição de trabalho, graças a um sistema de automontagem. Essa máquina foi apresentada na Frankfurt Trade Fair de 1949, tornando-se o primeiro produto da Hans Liebherr Maschinenfabrik, fundada nesse mesmo ano e que se transformaria em um dos maiores fabricantes de equipamentos de construção do mundo.

Apesar da reação negativa inicial, o conceito provou suas vantagens e pôde ser colocado em produção. Afinal, a máquina conseguia recolher o material do solo, içá-lo e descarregá-lo diretamente no local necessário, um recurso ainda não disponível na época, pois o material tinha de ser transportado manualmente a partir do ponto de descarga.

CONSOLIDAÇÃO

Na década de 50, ocorreram diversos aperfeiçoamentos na tecnologia, graças ao boom na construção de edifícios. O uso de lanças móveis foi consideravelmente reduzido, utilizando-se principalmente lanças horizontais com carrinho de translação. As alturas máximas, alcances e capacidades foram aumentando gradualmente, ao passo que eram desenvolvidos mecanismos telescópicos de montagem da torre, permitindo aumentar a altura de operação com o guindaste montado.

O crescimento dessas máquinas também levou ao uso de guindastes ascensionais, montados em poços de elevador, que subiam junto com o edifício. A dificuldade de desmontagem após a conclusão do edifício levou ao desenvolvimento de sistemas de ancoragem da torre na estrutura do prédio, com o guindaste montado na parte externa.

Dos anos 60 em diante, os projetos estavam voltados para aumentar o raio de trabalho e o momento de carga, oferecendo sistemas sofisticados de controle e segurança, além de dispositivos que permitissem a montagem e elevação mais rápidas.

Nos anos seguintes, a empresa continuou a crescer, expandindo suas instalações e criando unidades adicionais. Inclusive, a primeira escavadeira hidráulica da Europa, a L300, foi produzida nessa época.

No final dos anos 50, foram criadas unidades na Irlanda, África do Sul e Áustria. Na década de 70, além de continuar a se expandir na Europa, a empresa iniciou a venda de escavadeiras no Canadá (1974) e criou raízes no continente norte-americano por meio da fundação da Liebherr-America, que passou a fornecer escavadeiras e carregadeiras, além de representar áreas como máquinas-ferramentas, manuseio de materiais e equipamentos aeronáuticos. Ainda em 1974, foram constituídas unidades no Brasil e no Canadá, além de novas unidades na Áustria e Suíça.

ESTRATÉGIA

Dentro do processo de evolução tecnológica, a empresa apresentou em 1977 o LTM 1025, o primeiro guindaste todo terreno (AT), para uso combinado on e off-road, com lança de 24 m e capacidade de 25 ton. Essa máquina, juntamente com sua sucessora, a LTM 1030, estabeleceu o conceito de guindaste AT.

A estrutura da empresa acabou por exigir uma área de gestão centralizada. Assim, em 1983 foi criada uma holding central, a Liebherr-International AG, estabelecida na Suíça, que até hoje administra a organização.

A partir de 1976, Hans Liebherr passou a se concentrar no gerenciamento estratégico da empresa. Seu trabalho lhe rendeu diversas honrarias, como o título de honorary senator pela Universidade de Eberhard-Karls (1984) e a Grand Cross for Distinguished Service, da Ordem do Mérito da República Federal da Alemanha (1986).

Para manter o nível de qualidade de seus produtos, a Liebherr investiu na qualificação e evolução das equipes. Dentro dessa visão, foram desenvolvidas importantes linhas de produtos, cuja integração vertical chegava a 60%, tais como motores diesel, cuja produção se iniciou em 1984 com o modelo D926. Nessa época, a empresa pôde otimizar os projetos de suas máquinas e projetar motores confiáveis dentro das condições mais adversas. E, em 1985, foram produzidos os primeiros guindastes ascensionais, utilizados na construção de edifícios.

SERVIÇOS

Após 40 anos, a empresa tinha uma posição sólida no mercado, que lhe permitiu desenvolver produtos inovadores para implementação em longo prazo. O enfoque na sustentabilidade para sua linha de produtos facilitou a entrada em novos mercados estratégicos.

Após o estabelecimento da primeira representação em Pequim (1978), a empresa buscou aumentar as vendas com a implantação de uma estrutura de serviços, que culminou na formação de uma joint-venture com uma empresa chinesa, que começou a operar em meados da década de 90, focada na distribuição de centrais de concreto e caminhões betoneira.

Em 7 de outubro de 1993, Hans Liebherr faleceu. Seu legado foi uma corporação constituída por 46 empresas e 15 mil funcionários, que passou a ser dirigida pela segunda geração. O ano de 1997 marcou a entrada no setor de locação, por meio da Liebherr-Mietpartner que, além de equipamentos de construção, oferece miniequipamentos, soluções de demolição, compressores, geradores e stackers de outros fabricantes. O século XXI se iniciou com a entrada em operação na Alemanha da Liebherr-Elektronik, um centro de tecnologia para fabricação de componentes e sistemas eletrônicos, guindastes portuários, vagões e aviões, dentre outros.

Leia na próxima edição:

A evolução do transporte de material

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