O futuro a ser criado — Revista M&T
Terça-feira, 27 de outubro de 2026

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M&T nº 211Abril 2017 Matéria 17 de 17
Sumário
  1. EditorialO exemplo da indústria norte-americana
  2. LocaçãoRevisão de valores
  3. Pás CarregadeirasPesos-pesados em ação
  4. InstitucionalHub ampliado de negócios
  5. MercadoA volta por cima
  6. FabricanteO motor da retomada
  7. FresagemPrecisão Milimétrica
  8. EmpresaTransformação com foco
  9. LegislaçãoTrânsito livre
  10. Sistemas ConstrutivosAbrindo caminho nos canteiros
  11. MomentoVersatilidade a toda prova
  12. A Era Das MáquinasO nascimento de um gigante
  13. ManutençãoSimbologia padronizada
  14. Entrevista“Compromisso com a rentabilidade”
  15. InternacionalNovos ares para a construção
  16. Compactos & FerramentasAlém do alcance da visão
  17. Coluna YoshioO futuro a ser criado
  18. Painel18 notas e colunas
Coluna Yoshio

O futuro a ser criado

Nos momentos de maior desafio é que se torna essencial pensar mais sobre a vida e sobre as mudanças na sociedade, atentando-se aos fatos que indicam novos caminhos.”

Exclusivo M&T 3 de abril de 2017 · Edição 211

Atualmente, a fase pela qual passamos no Brasil certamente não é das mais férteis para a nossa sociedade, com todos os fatos desestimulantes ocorridos nos últimos três anos, até como consequência de mudanças profundas no cenário global, mas também doméstico.

Ao comentar o assunto com executivos de diversos setores, percebe-se que nem todos vivem as mesmas dificuldades nos negócios, mas absolutamente todos – sem exceção – sofrem de um desconforto inédito ao tentar sintetizar as perspectivas futuras.

Pela sua complexidade, tal cenário pode causar apatia mental e decisória nas organizações, tornando obrigatório refletir sobre o futuro e encontrar caminhos para os negócios. Por ora, faz-se extremamente necessário cuidar do caixa e das despesas da empresa, ajustando continuamente a estrutura à conjuntura. Da mesma forma, profissionais vivem à sombra do “downsizing” das organizações, que estão demitindo e terceirizando sem parar.

Tem sido comum, mesmo em níveis considerados estratégicos em outros tempos, propor-se um novo modelo “PJ” (Pessoa Jurídica), que reduza os custos e desonere a empresa, numa espécie de “meia demissão”. Assim, muitos profissionais experientes sentem que perderam seu último emprego pleno e que, agora, precisam empreender para estender sua vida útil no mercado em busca de uma renda digna. Felizmente, ainda há muitas oportunidades para aqueles que adquiriram competência e habilidades ao longo da carreira. Para muitos, é hora de tomar as rédeas da sua própria vida e deixar o conforto das corporações que sempre cuidaram, em maior ou menor grau, da vida dos seus colaboradores. É duro perceber que é o mercado que estabelece o preço do trabalho, dentro de uma incômoda lei da oferta e da procura.

Mas uma nova realidade precisa ser pensada em termos de modelos de negócios para as empresas, muito além de um “canvas” superficial. Precisa ser projetada em termos de competências e habilidades voltadas para um futuro afetado por rápidas mudanças, em termos de obsolescência do emprego, num modelo de vida profissional mais livre e definido pelas suas próprias vontades.

Enfim, nos momentos de maior desafio é que se torna essencial pensar mais sobre a vida, informa-se sobre as mudanças na sociedade, atentando-se aos fatos que impactam nossas vidas e indicam novos caminhos. Voltemos ao princípio e à capacidade que distingue o ser humano de todos outros seres vivos.

À capacidade exclusivamente humana de imaginar o futuro.

Yoshio Kawakami

Consultor da Raiz Consultoria e diretor técnico da Sobratema

 

 

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