O exemplo da indústria norte-americana — Revista M&T
Terça-feira, 27 de outubro de 2026

Tecnologia e inovação para
construção e mineração

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M&T nº 211Abril 2017 Matéria 1 de 17
Sumário
  1. EditorialO exemplo da indústria norte-americana
  2. LocaçãoRevisão de valores
  3. Pás CarregadeirasPesos-pesados em ação
  4. InstitucionalHub ampliado de negócios
  5. MercadoA volta por cima
  6. FabricanteO motor da retomada
  7. FresagemPrecisão Milimétrica
  8. EmpresaTransformação com foco
  9. LegislaçãoTrânsito livre
  10. Sistemas ConstrutivosAbrindo caminho nos canteiros
  11. MomentoVersatilidade a toda prova
  12. A Era Das MáquinasO nascimento de um gigante
  13. ManutençãoSimbologia padronizada
  14. Entrevista“Compromisso com a rentabilidade”
  15. InternacionalNovos ares para a construção
  16. Compactos & FerramentasAlém do alcance da visão
  17. Coluna YoshioO futuro a ser criado
  18. Painel18 notas e colunas
Editorial

O exemplo da indústria norte-americana

“O desafio para os fabricantes é continuar a adaptar o novo ambiente tecnológico às necessidades dos seus clientes, atendendo simultaneamente às demandas que exigem soluções ambientalmente mais amigáveis, que preservem energia e estimulem maior eficiência

Exclusivo M&T 31 de março de 2017 · Edição 211

O principal mercado do mundo para equipamentos de construção não para de crescer. Elaborado pela consultoria IHS Economics por encomenda da Associação de Fabricantes de Equipamentos (AEM, da sigla em inglês), o relatório “Tamanho do Mercado e Contribuições Econômicas da Indústria de Equipamentos Fora de Estrada” (em tradução livre) mostra isso ao fazer um apanhado da situação atual e das tendências emergentes do setor de máquinas móveis na América do Norte.

Apesar de referir-se especificamente à indústria dos Estados Unidos e Canadá (leia reportagem nesta edição), o estudo traz pontos importantes de reflexão para as demais as regiões, no que tange à importância econômica e ao futuro tecnológico do setor de máquinas para construção, de mineração, agrícolas e florestais. Em termos de receitas, por exemplo, o trabalho aponta que dos US$ 31,3 trilhões gerados por vendas em 2016 nos EUA, US$ 416,2 bilhões foram movimentados por equipamentos fora de estrada. Esse resultado inclui US$ 266,5 bilhões em vendas diretas, além de um efeito multiplicador na cadeia de suprimentos e em serviços que, no último ano, movimentou mais US$ 96,7 bilhões em vendas indiretas.

Por sua vez, as companhias e seus contratados usaram seus rendimentos em atividades que injetaram outros US$ 55 bilhões na economia no último ano, sem falar nos impostos pagos por esta indústria (empresas e colaboradores), que emprega diretamente 500 mil pessoas nos EUA e Canadá. Se considerarmos os trabalhadores indiretos, o número sobre a 1,3 milhão de profissionais, incluindo especialistas em design, produção e venda dos bens e prestação de serviços. Ao todo, entre diretos e indiretos, o setor representa mais de 7% da base de pessoas empregadas nos EUA.

Se no âmbito econômico a vitalidade do setor é evidente, no aspecto tecnológico não fica atrás. O relatório destaca a emergência de soluções inovadoras que estão redesenhando a indústria, como big data, drones, automação e impressão 3D, tendências que – juntas – podem reduzir o tempo e os investimentos associados aos projetos de construção de larga escala. O desafio para os fabricantes, diz o estudo, é continuar a adaptar esse novo ambiente tecnológico às necessidades dos seus clientes, atendendo simultaneamente às demandas que exigem soluções ambientalmente mais amigáveis, que preservem a energia e estimulem uma maior eficiência do operador. “O próximo passo é desenvolver equipamentos que possam ser cada vez mais eficientes sem o operador”, escrevem os autores Brendan O’Neil, Scott Hazelton e Shane Norton, permitindo vislumbrar o que o futuro reserva para a indústria de máquinas pesadas nos próximos anos. E que o leitor, como sempre, acompanha de perto em M&T. Boa leitura.

Permínio Alves Maia de Amorim Neto

Presidente do Conselho Editorial

 

 

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