O ano que nos espreita — Revista M&T
Terça-feira, 27 de outubro de 2026

Tecnologia e inovação para
construção e mineração

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M&T nº 230Dez/Jan 2019 Matéria 16 de 16
Sumário
  1. EditorialO farol da indústria na América Latina
  2. M&T Expo 2018De volta para o futuro
  3. M&T Expo 2018Farol da tecnologia
  4. M&T Expo 2018Setor em perspectiva
  5. SustentabilidadeVolta com novo conceito
  6. InovaçãoA nova revolução industrial
  7. TopografiaMapeamento top
  8. BritagemNa “boca” do britador
  9. Implementos RodoviáriosEspaço para crescer
  10. InsumosResistência de aço
  11. EmpresaAgronegócio movimenta o mercado
  12. A Era Das MáquinasOs primeiros equipamentos de pavimentação
  13. ManutençãoAnálise de vibrações
  14. EntrevistaLUIZ MARCELO DANIEL
  15. Especial InfraestruturaPoder de superação
  16. Coluna Do YoshioO ano que nos espreita
  17. Painel16 notas e colunas
Coluna Do Yoshio

O ano que nos espreita

Exclusivo M&T 15 de janeiro de 2019 · Edição 230

Agora que o ano de 2018 terminou, o que resta é planejar o futuro próximo. Nesse sentido, uma das incógnitas que temos diante de nós diz respeito ao mercado de construção pesada. Afinal, o que acontecerá nos próximos anos, supondo-se uma retomada dos investimentos em infraestrutura no país?

Nos últimos anos, o enfraquecimento das empresas-líderes do setor deixou o futuro em aberto diante das novas oportunidades. Serão essas empresas capazes de retomar suas atividades e voltar a atender às necessidades do país? Certamente, as financeiramente mais robustas terão fôlego para reativar a estrutura produtiva. Mas nem todas terão os meios para voltar com a mesma força e competir em um mercado mais acirrado que no passado. Por isso, terão de se desenvolver em competitividade para reencontrar o seu espaço, podendo esbarrar em dificuldades.

Antes muito protegido, o mercado brasileiro deve se abrir mais à concorrência estrangeira para que muitos dos vícios do passado possam ser evitados ou reduzidos. Todavia, como se dará a entrada dessas empresas e como este fato propiciará oportunidades para o setor público? Certamente, alguns novos participantes buscarão associações com empresas experientes, desde que o passado já não represente risco e as restrições possam ser removidas. Outras poderão adquirir empresas brasileiras com competências similares e conhecimento do mercado. Como a crise afetou profundamente o setor, o valor das empresas está bastante conveniente para isso.

Além de inflação e juros mais baixos e previsíveis, também há necessidade de processos mais transparentes, gestão mais competitiva e assimilação de novas tecnologias, conhecimentos e soluções. Não que sejam fatores inéditos ou desconhecidos, mas sua prática ainda tem sido muito limitada em nosso mercado.

Se atentarem para o que ocorre em outros mercados, as empresas poderão buscar especializações que propiciem maior competitividade em segmentos de interesse. O mercado também pode ser menos concentrado e mais competitivo do que foi no passado, criando oportunidades para as empresas de menor porte.

Apesar das muitas incertezas, permanece o fato de que não há sentido em considerar uma retomada sem a necessária infraestrutura e a contribuição dos investimentos públicos para promover parte desse impulso no setor. Uma alternativa mais saudável aos investimentos públicos seriam as privatizações, concessões e PPPs, para o país poder contar com recursos novos no setor. Assim, haveria possibilidade de se imprimir um ritmo mais acelerado na resolução dos problemas, que no momento afligem não apenas a economia, mas também o tecido social. A ver.

*Yoshio Kawakami

é consultor da Raiz Consultoria e diretor técnico da Sobratema

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