Infraestrutura uma corrida contra o tempo — Revista M&T
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M&T nº 139Setembro 2010 Matéria 4 de 16
Sumário
  1. EditorialA vitrine pode virar vidraça
  2. Copa 2014O preço do mau planejamento
  3. Copa 2014Uma lista de obras em atraso
  4. Copa 2014Infraestrutura uma corrida contra o tempo
  5. Dimensionamento Da FrotaNão existe "receita de bolo"
  6. Peças & ServiçosAs vantagens do estoque "zero"
  7. TransmissãoO que as leva à inteligência
  8. MercadoUma aposta em equipamentos mais simples
  9. EmpresaSexagenária com fôlego de adolescente
  10. EmpresaAtenta às oportunidades
  11. EmpresaSany inicia a montagem de equipamentos no país
  12. EmpresaCom nova fábrica, Terex reforça aposta no Brasil
  13. PerfilMercado em mutação
  14. ManutençãoMisturadores de duplo eixo
  15. Espaço AbertoProdutividade na varrição de grandes áreas
  16. Espaço AbertoSistema otimiza a irrigação
  17. Painel9 notas e colunas
Copa 2014

Infraestrutura uma corrida contra o tempo

Exclusivo M&T 19 de outubro de 2010 · Edição 139

Nas cidades-sede da Copa de 2014, quase 800 projetos somam mais de R$ 104 bilhões em investimentos em infraestrutura

Os dados sobre investimentos totais para a Copa do Mundo de 2014 variam desde os relacionados somente à construção civil, calculados em R$ 22,7 bilhões, até os que envolvem todas as melhorias em infraestrutura, chegando à cifra de R$ 104 bilhões. O primeiro valor é estimado pela LCA Consultores e o último abrange 786 projetos levantados pela Abdib (Associação Brasileira da Infraestrutura e Indústria de Base).

A maior concentração de projetos ocorre na área de mobilidade urbana, compreendendo desde obras de corredores para ônibus até a instalação de metrôs de superfície, com investimentos totais de R$ 61 bilhões. Um exemplo é Salvador, que prevê a implantação de um corredor de alta capacidade de tráfego, orçado em R$ 570 milhões, ligando o aeroporto às proximidades do novo Fonte Nova. O projeto é um dos vários BRTs (Bus Rapid Transit), em implantação nas cidades-sedes da Copa de 2014. As obras no entorno da nova arena, por sua vez, devem consumir outros R$ 38,5 milhões.

A área hoteleira e as demandas de saneamento urbano dividem a segunda colocação, cada uma com cerca de R$ 12 bilhões em investimentos. Mas é importante ressaltar que as construções e reformas de hotéis poderão superar as projeções iniciais, uma vez que dependem exclusivamente da iniciativa privada. No caso de saneamento, entretanto, a avaliação não é tão positiva, considerando que as concessões no setor estancaram desde 2007, quando um novo marco regulatório foi estabelecido.

Com uma previsão de R$ 6 bilhões em aportes, as obras de aeroportos não andam na velocidade necessária. Somente num jogo de final de Copa do Mundo, a média de jatos executivos pode subir para 1,5 mil aeronaves pousando em um único dia na cidade-sede, número registrado na Copa da Alemanha, em 2006. O fato exigiu grande esforço por parte das autoridades germânicas, conhecidas pelo seu nível de organização. Cidades como Cuiabá e Curitiba são dois exemplos de que os governos locais estão preocupados e que tomaram iniciativas para minimizar os atrasos nos pousos e decolagens.

No Mato Grosso, segundo o diretor de planejamento da Agecopa, o governo estadual resolveu bancar os cerca de R$ 80 milhões necessários à ampliação do aeroporto da capital, para evitar que a cidade ficasse fora da Copa das Confederações. No caso de Curitiba, cujo planejamento para a Copa de 2014 está adiantado, mostrando porque a cidade é um exemplo de urbanismo, a nota fora de tom é, novamente, o aeroporto. Segundo Susana Afonso da Costa, assessora para Assuntos da Copa do Mundo, os paranaenses tomaram uma iniciativa similar à mato-grossense e esperam reduzir os atrasos no Aeroporto Afonso Pena.

A área de energia elétrica tem investimentos previstos de R$ 2,6 bilhões, distribuídos em 128 projetos, de acordo com Mello. Os investimentos estão concentrados na área de distribuição, como a instalação de subestações.  Mais de 75% deles serão direcionados para as redes de distribuição das cidades. Um dado curioso é que o suprimento principal de energia nos estádios será feito com uso de geradores, cabendo às concessionárias locais o fornecimento da linha de segurança (backup) – ou seja, um princípio inverso ao usual.

Esses são exemplos dos quase 800 projetos atualmente em curso, o que também deve influenciar setores como a produção de aço e toda a cadeia de materiais de construção. A questão é vencer o tempo curto até 2013.

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