Enfim, um legado da Copa — Revista M&T
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M&T nº 181Julho 2014 Matéria 16 de 16
Sumário
  1. EditorialMotivos para manter a confiança
  2. EscavadeirasAs mais desejadas
  3. GuindastesBola para frente
  4. TreinamentoUm caminho sem volta
  5. Seguros De EquipamentosSempre em boas mãos
  6. Pás CarregadeirasTerra de gigantes
  7. FabricanteAposta de internacionalização
  8. Mtps 2014Atendimento de alto nível
  9. Momento M&T Expo 2015Vem aí a maior feira de equipamentos da América Latina
  10. DiagnósticoPrecisão na antecipação de falhas
  11. GestãoMudança de paradigma
  12. A Era Das MáquinasOs pioneiros do ar comprimido
  13. ManutençãoAgentes contra o desgaste
  14. Entrevista"O mercado mais enxuto ‘purifica’ a concorrência"
  15. Compactos & FerramentasOpções para um acabamento perfeito
  16. Coluna YoshioEnfim, um legado da Copa
  17. Painel14 notas e colunas
Coluna Yoshio

Enfim, um legado da Copa

Ao invés de perguntar insistentemente sobre o que deixamos de cumprir, podemos indagar quando teremos outro avanço semelhante

Exclusivo M&T 25 de julho de 2014 · Edição 181

Há algum tempo, comentei neste espaço que, mesmo aos “trancos e barrancos”, a Copa do Mundo de futebol traria benefícios tangíveis para todos os brasileiros. Pois bem, o novo Terminal 3 do GRU-Airport, nova designação do aeroporto mais movimentado do Brasil, é uma prova disso.

Trata-se de um verdadeiro oásis neste mar de aeroportos mal projetados do nosso país. Esperançosamente, mantenho a expectativa de que outros aeroportos também sejam tão bons como este que conheci ainda em seus primeiros dias de operação. De fato, como muitos comentavam nos corredores e nos bares, suas instalações têm padrão de “primeiro mundo”, na falta de um termo mais adequado para designar o nível de desenvolvimento que já deveria ter sido alcançado por essas plagas.

Com uma circulação ainda reduzida de passageiros e todo cuidado inicial, o local mantém-se limpo, relativamente quieto e arejado, com um eficiente sistema de ar-condicionado e todo o conforto que os passageiros merecem receber. Até mesmo as lojas e os restaurantes são franquias de redes internacionais ou, quando não é o caso, emulam uma qualidade de paragens estrangeiras.

Sem querer parecer bairrista demais – ou mesmo reclamar da falta do “picadinho à brasileira” pelas redondezas –, há de se reconhecer o excelente padrão de acabamento e tratamento visual da nova porta de entrada em São Paulo.

Mesmo que os compromissos assumidos de preparação da Copa não sejam completamente cumpridos, o que importa é que já há um ganho real de qualidade que constitui um legado para todos. Por isso, ao invés de perguntar insistentemente sobre o que deixamos de cumprir, podemos indagar quando teremos outro avanço semelhante. Isso é o que realmente vale.

Certamente, a participação de grupos de investidores internacionais em Guarulhos trouxe o benefício de uma sólida experiência adquirida em outros aeroportos no mundo. E também permitiu o predomínio da visão do setor privado, que reconhecidamente se preocupa com a qualidade do serviço prestado e com a durabilidade da construção e dos equipamentos instalados, de modo a garantir o retorno do empreendimento. Por isso, este projeto deve servir de modelo para instalações similares em outras cidades.

O fato é o transporte aéreo seguirá crescendo e se popularizando continuamente no país. Mas, para viabilizar este potencial, é preciso oferecer um serviço hábil aos passageiros. O transporte aéreo é um sistema que requer máxima eficiência nas atividades de solo, fazendo com que os passageiros tornem-se fluxo e não acúmulo. Pois nem só com edificações e equipamentos se alcança a excelência operacional de um sistema tão complexo, voltado ao atendimento das necessidades das pessoas. Portanto, resta-nos agora o desafio de desenvolver profissionais que potencializem a eficiência deste sistema.

*Yoshio Kawakami é consultor da Raiz Consultoria e diretor técnico da Sobratema

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