CNH moderniza linhas de produção em montagem — Revista M&T
Terça-feira, 27 de outubro de 2026

Tecnologia e inovação para
construção e mineração

Assinar newsletter Mais de 42 mil profissionais recebem a newsletter
Início› Exclusivo› Edição 84 ← Voltar à edição
M&T nº 84Ago/Set 2004 Matéria 10 de 14
Sumário
  1. EditorialDo campo ao porto, os mesmos desafios.
  2. NotasEquisul e o novo Dealer Fiatallis em São Paulo
  3. AtividadesOpus entrega certificado do 1°curso de formação de instrutores do exército
  4. EntrevistaRafael Angel Mohedano Morillo, gestão de equipamentos no porto de Santos
  5. PortoNova logistica para antender volumes recordes
  6. MovimentaçãoLRS 645: O futuristico Reachstaker da Üebherr
  7. TradiçãoCaterpillar Brasil comemora 50 anos
  8. PatrocinadoresCaminhões FM12 a mais de 5 mil metros de altitude
  9. LançamentoChega ao mercado a PC 160 da Komatsu
  10. IndústriaCNH moderniza linhas de produção em montagem
  11. MercadoÍndices do mercado de máquinas são positivos até agosto
  12. AgriculturaGMEC define padrão para avaliar desempenho de frota das usinas
  13. ArtigoUma visão do cenário atual da mecanização no setor sucroalcooleiro: um convite à reflexão
  14. Espaço AbertoParceria de Manitou e Gehl para manipuladores telescópios
Indústria

CNH moderniza linhas de produção em montagem

Exclusivo M&T 1 de agosto de 2004 · Edição 84

Plataforma unificada de produção propiciará ganhos de escala e agilizará entrega de equipamentos dos quatro marcos fabricadas em Minas Gerais.

Até o final de 2004, a CNH concluirá os investimentos em modernização dos sistemas de produção da fábrica da Contagem (MG). Iniciados em julho do ano passado, os aportes somarão mais de R$ 20 milhões, permitindo a integração, em uma plataforma única, das quatro marcas produzidas em Minas Gerais: Case Construction e Fiatallis (vendidas no mercado interno) e Fiat Kohelco e New Holland (destinadas à exportação).

Para alcançar este objetivo, a CNH introduziu uma base industrial capaz de desenvolver retroescavadeiras. carregadeiras, motoniveladoras, tratores de esteiras e escavadeiras hidráulicas que podem levar qualquer um dos quatro nomes pertencentes ao grupo, cada qual com sua respectiva cor. As peças são confeccionadas com o máximo de flexibilidade, a fim de simplificar a reposição.

As linhas de produto receberam unidades básicas de negócios independentes, de maneira que atuam com gerências próprias de suporte de fabricação, pintura e acabamento. Contagem também ganhou um sistema unificado de pintura, com a instalação da cabine Acrílico Termoset.

De lá, as peças seguem diretamente para a linha de montagem. Parte deste investimento foi aplicado na implementação de um sistema de qualidade, cuja proposta é realizar auditorias internas para garantir a produtividade das máquinas. Ao saírem da fábrica, os equipamentos recebem acompanhamento externo prestado pela área de comportamento de produto.

Algumas melhorias já podem ser identificadas após pouco mais de um ano, desde que começaram as intervenções na fábrica de Contagem. A redução de 25% no custo da hora de produção está entre os avanços. Até o final de 2004, a CNH quer elevar esse número para 35%. Frente a uma maior produtividade, houve também diminuição de 75% no prazo de liberação da máquina (entre o pedido e a entrega). A plataforma unificada de produção propiciou, ainda, o lançamento mais rápido de novos equipamentos. Um exemplo disso é a moto-niveladora da Case, que fez sua estreia em um nicho até então não explorado pela marca.

Colheitadeira florestal — Ao pesquisarem as atuais necessidades do setor florestal brasileiro, os departamentos de marketing e engenharia da CNH detectaram a demanda por uma máquina que, além de ser eficiente na execução do trabalho, agregasse a opção do financiamento pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). "A terceirização dos processos de plantio e colheita - antes feitos pelas próprias indústrias consumidoras - para empresas especializadas e de menor porte despertou a necessidade de linhas de financiamento apropriadas, no caso o Finame Agrícola", explica Gino Cucchiari, diretor comercial da FiataUis.

Diante disso, a empresa acaba de lançar a colheitadeira florestal FX 215F. Voltada às plantações de eucalipto e pinus, a máquina é capaz de coletar 87 árvores de 0,25 m\ descascadas e cortadas de três em três metros, com consumo de óleo diesel de 21 litros. Tal resultado é obtido graças ao processador Votec, de fabricação nacional. Combinado ao cabeçote Harvevster, corta e derruba a árvore na direção programada, descascando-a e partindo-a novamente em vários pedaços, de acordo com o tamanho especificado.
Também pode ser conectado outro tipo de cabeçote, FeUer Buncher. indicado para terrenos acidentados. Esse modelo possui serra circula e pode segurar oito árvores de uma só vez. AFX215F é dotada de vidro blindado, teto transparente paira facilitar a visibilidade superior e grade de proteção. Seu projeto ainda integra 16 faróis para operação noturna.

Uma publicação Sobratema

A Revista M&T é editada pela Sobratema, Associação Brasileira de Tecnologia e Gestão de Equipamentos.

Conheça a Sobratema →