Aposta de internacionalização — Revista M&T
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M&T nº 181Julho 2014 Matéria 7 de 16
Sumário
  1. EditorialMotivos para manter a confiança
  2. EscavadeirasAs mais desejadas
  3. GuindastesBola para frente
  4. TreinamentoUm caminho sem volta
  5. Seguros De EquipamentosSempre em boas mãos
  6. Pás CarregadeirasTerra de gigantes
  7. FabricanteAposta de internacionalização
  8. Mtps 2014Atendimento de alto nível
  9. Momento M&T Expo 2015Vem aí a maior feira de equipamentos da América Latina
  10. DiagnósticoPrecisão na antecipação de falhas
  11. GestãoMudança de paradigma
  12. A Era Das MáquinasOs pioneiros do ar comprimido
  13. ManutençãoAgentes contra o desgaste
  14. Entrevista"O mercado mais enxuto ‘purifica’ a concorrência"
  15. Compactos & FerramentasOpções para um acabamento perfeito
  16. Coluna YoshioEnfim, um legado da Copa
  17. Painel14 notas e colunas
Fabricante

Aposta de internacionalização

Instalada em Pouso Alegre (MG), fábrica brasileira recém-inaugurada encabeça a aposta de crescimento da XCMG no mercado global de equipamentos para construção

Exclusivo M&T 24 de julho de 2014 · Edição 181

Em junho, a Xuzhou Construction Machinery Group (XCMG) celebrou a inauguração da sua aguardada fábrica brasileira. Após 18 meses de obras e com investimento inicial de 200 milhões de dólares, a empresa – que é uma estatal do governo chinês – começa a operar uma das maiores unidades fabris de equipamentos de construção no Brasil, um projeto que demandou o maior investimento da fabricante fora da China.

Aliás, trata-se da primeira fábrica da XCMG fora do seu país de origem. Instalada em um espaço com 800 mil m² (e área construída de 140 mil m²) à beira da rodovia Fernão Dias, entre São Paulo e Belo Horizonte, a fábrica possui quatro unidades industriais para realizar os processos de corte, solda, usinagem, montagem e pintura de máquinas, sendo que a capacidade inicial de produção é de 7 mil equipamentos ao ano, entre guindastes truck crane, escavadeiras, pás carregadeiras, rolos compactadores e motoniveladoras.

LAÇOS

Quinta maior empresa do mercado mundial da construção, a XCMG reúne várias empresas de engenharia da China. Instalada originalmente na região de Xuzhou, às margens do Grande Canal, no leste do país asiático, a operação da companhia transformou a realidade local, criando um padrão desenvolvimentista que a empresa quer repetir em Pouso Alegre e na região do sul de Minas Gerais, local onde a fábrica foi construída.

“A nova planta da XCMG no Brasil não é só um passo importante para a nossa estratégia de internacionalização, mas também é um laço forte entre Pouso Alegre e Xuzhou e entre o Brasil e a China”, disse Yansong Wang, vice-presidente mundial da empresa.

Em uma primeira fase, a fábrica deve gerar mil empregos diretos, como informa o executivo, que ainda não conseguiu contabilizar os indiretos necessários para abastecer a fábrica, principalmente fornecedores de componentes, transporte e logística. “Em 2013, sem a operação da fábrica nacional, faturamos US$ 150 milhões no Brasil”, diz Wang. “Mas agora, a nossa meta é chegar a US$ 500 milhões anuais a partir de 2017.”

Para o Ministro Interino do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Mauro Borges, a fábrica da XCMG de fato é estratégica na relação bilateral entre Brasil e China. Esse aspecto, diz ele, ficaria evidente na reunião dos BRICs, que estava marcada para acontecer um julho no país, logo após a Copa do Mundo. “Com esse ‘cartão de visitas’, certamente teremos bons avanços na busca dos investimentos tecnológicos para outros setores, principalmente na área ferroviária, onde temos incursões importantes e avançadas”, afirma o ministro.

Nesse sentido, vale a recordação de que em maio deste ano uma comitiva brasileira esteve na China para atrair investimentos para o setor ferroviário nacional. Liderada pelo Ministro dos Transportes, César Borges, a comitiva tinha o objetivo de acelerar os projetos do Programa de Investimento em Logística (PIL), lançado em agosto de 2012 e que prevê investimentos da ordem de R$ 99,6 bilhões para construção de novos trilhos no Brasil.

REPRESENTATIVIDADE

Voltando à fábrica recém-inaugurada da XCMG, Mauro Borges disse ainda que a presença da empresa no Brasil completa o rol de fabricantes mundiais instalados nacionalmente. “Isso é importante para o mercado de construção, que agora conta com os principais modelos de equipamentos do mundo à disposição para compra via Finame, do Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES)”, destacou.

Com 25 anos de história, a XCMG já possui forte presença no Brasil, onde vem conquistando espaço crescente principalmente com a venda de guindastes sobre caminhão, um modelo de equipamento com o qual também é bastante conhecida em outros países do mundo. Outro produto de destaque do portfólio internacional da marca são os rolos compactadores de grande porte, uma categoria de equipamento para construção rodoviária e terraplanagem que pretende igualmente popularizar no Brasil.

Fôlego para tanto certamente não faltará. Em 2012, a empresa faturou 100 bilhões de RMB (valor em rénmínbì equivalente a 16 bilhões de dólares), sendo que 10% desse montante foram oriundos de exportações para 167 países.

Para os próximos anos, Wang revela que uma das principais metas é ampliar a representatividade dos mercados internacionais no faturamento da empresa, sendo que a fábrica brasileira deve representar a principal aposta de negócios nesse sentido.

Empresa já planeja ampliação

Ao inaugurar sua fábrica no Brasil, a XCMG anunciou que já tem planos para duplicar a capacidade de produção dentro de três anos, período em que planeja investir mais 200 milhões de dólares no projeto. “Com isso, nosso objetivo é atender ao mercado brasileiro, à América do Sul e, eventualmente, a países da África”, diz Ednilson Kimura, gerente industrial da XCMG.

 

 

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