A volta por cima — Revista M&T
Terça-feira, 27 de outubro de 2026

Tecnologia e inovação para
construção e mineração

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M&T nº 211Abril 2017 Matéria 5 de 17
Sumário
  1. EditorialO exemplo da indústria norte-americana
  2. LocaçãoRevisão de valores
  3. Pás CarregadeirasPesos-pesados em ação
  4. InstitucionalHub ampliado de negócios
  5. MercadoA volta por cima
  6. FabricanteO motor da retomada
  7. FresagemPrecisão Milimétrica
  8. EmpresaTransformação com foco
  9. LegislaçãoTrânsito livre
  10. Sistemas ConstrutivosAbrindo caminho nos canteiros
  11. MomentoVersatilidade a toda prova
  12. A Era Das MáquinasO nascimento de um gigante
  13. ManutençãoSimbologia padronizada
  14. Entrevista“Compromisso com a rentabilidade”
  15. InternacionalNovos ares para a construção
  16. Compactos & FerramentasAlém do alcance da visão
  17. Coluna YoshioO futuro a ser criado
  18. Painel18 notas e colunas
Mercado

A volta por cima

Mantendo disparidades regionais acentuadas, estimativas apontam para um crescimento global de 7% nas vendas de equipamentos para construção neste ano

Exclusivo M&T 31 de março de 2017 · Edição 211

De acordo com as previsões da companhia de inteligência de mercado Off-Highway Research, as vendas globais de equipamentos para construção devem crescer 7% neste ano. Espera-se que o número de máquinas vendidas em 2017 alcance 695.142 unidades em todo o mundo, comparado com as 650.133 máquinas comercializadas no último ano, que representaram o ponto mais baixo do ciclo econômico da indústria.

Segundo David Phillips, diretor da Off-Highway Research, as vendas de equipamentos para construção no último ano foram afetadas pelo baixo crescimento econômico em âmbito mundial e pelos baixos preços de muitas commodities. “Estes fatores tiveram um efeito impactante na demanda de muitos tipos de máquinas, particularmente as utilizadas em mineração e em outras atividades extrativas”, diz o especialista. “Contudo, com o avanço das commodities a partir da virada do ano, as vendas começaram a reagir em vários mercados-chave.”

PERSPECTIVAS

De particular importância neste ano, espera-se um retorno do crescimento no mercado chinês, que chegou ao fundo em 2016 após cinco anos de queda acentuada nas vendas. No entanto, mesmo com os 13% de crescimento previsto para 2017, a demanda na China continuará a representar somente 30% do que foi registrado em 2010 e 2011. Entrementes, o robusto mercado indiano tem previsão de continuar a avançar. As vendas subiram 40% no último ano no país asiático, graças aos crescentes investimentos e à implementação de um amplo projeto de infraestrutura. Com isso, a previsão é de que as vendas de equipamentos continuem consistentes nos próximos cinco anos, ao passo que a Índia se consolide como um significativo fornecedor regional para a indústria.

Especialistas da indústria estimam que o Sudeste Asiático também obtenha bons resultados neste ano, especialmente na Indonésia e em Mianmar. No Oriente Médio, não é esperado um volume substancial de negócios no ano.

Mais maduros, os mercados da Europa, Japão e América do Norte registraram discrepância nas vendas no último ano, induzidos por fatores como os desdobramentos da eleição presidencial nos EUA e o Brexit no Reino Unido, afetando a confiança dos investidores. Para este ano, espera-se crescimento particularmente no Japão e na América do Norte, enquanto as perspectivas europeias são mais estáveis.

Na Europa, após a Alemanha (leia box acima), a França foi o segundo mercado que mais avançou em 2016, enquanto o Reino Unido e o Leste Europeu registraram quedas. Em 2017, segundo a Federação Alemã de Engenharia (VDMA), as regiões ao Norte e à Oeste do continente devem se manter estáveis, ao passo que o Sul deve ter recuperação leve no ano, projeta a entidade. Já na América Latina, não deve ser registrado um avanço significativo. “Na média, os mercados da região foram afetados pela debilidade da indústria da construção no Brasil”, aponta o relatório.

LONGO PRAZO

No longo prazo, as previsões para o mercado global indicam um período de crescimento moderado, podendo registrar aumento de 650.133 unidades em 2016 para 810 mil unidades em 2020 – em um avanço de 25% no total.

Em termos de valores, estima-se que o mercado cresça 28% no mesmo período, de US$ 69,8 bilhões em 2016 para US$ 89,3 bilhões em 2020. “Isso reflete um potencial ressurgimento para algumas famílias de maior valor agregado nos próximos anos, notadamente escavadeiras sobre esteiras e caminhões OTR rígidos”, projeta a Off-Highway Research.

Indústria alemã prevê ritmo forte em 2017

No ano passado, as empresas alemãs se beneficiaram de sua forte posição no mercado europeu e alemão e avançaram 3% nos negócios, com vendas totais de 3 bilhões de euros. Após um já forte ano registrado em 2015, o mercado doméstico aumentou 20% em 2016 e obteve um nível quase tão alto quanto em 2007 (veja quadro abaixo). “Em vista deste alto volume, um novo ciclo de crescimento parece amplamente viável, desde que nossos clientes continuem a fazer bons negócios na Alemanha”, afirma Johann Sailer, chairman da Associação da Indústria de Equipamentos para Construção, entidade ligada à Federação Alemã de Engenharia (VDMA). Para 2017, a indústria projeta novo avanço de 3%.

Integração – Tendo em vista as próximas eleições na Holanda, França e Alemanha, a indústria de equipamentos espera que o continente mantenha-se integrado política e economicamente, como única maneira de garantir o sucesso econômico, a criação de empregos e o bem-estar social. “No futuro, só manteremos o crescimento se houver um esforço no sentido de estimular a cooperação internacional”, diz Sailer. “Em um setor altamente especializado como o nosso, no qual máquinas especiais não estão disponíveis em todas as regiões do mundo, manter os mercados abertos é essencial. Dependemos de um comércio livre e de bom senso econômico. E isto se aplica tanto à Europa como aos EUA.”

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