A visão sistêmica nas organizações — Revista M&T
Terça-feira, 27 de outubro de 2026

Tecnologia e inovação para
construção e mineração

Assinar newsletter Mais de 42 mil profissionais recebem a newsletter
Início› Exclusivo› Edição 183 ← Voltar à edição
M&T nº 183Setembro 2014 Matéria 21 de 21
Sumário
  1. Editorial25 anos de atividade ininterrupta
  2. Especial 25 AnosA revista do setor
  3. Especial 25 AnosRecorte Histórico
  4. Especial 25 AnosA visão de leitores e anunciantes
  5. MineraçãoSetor atualiza tecnologias
  6. MineraçãoOferta crescente para as minas
  7. PeneirasCombinações de vida longa
  8. Meio AmbienteTecnologia de preservação
  9. Comércio ExteriorEsforço que compensa
  10. EmpresaEntrada em grande estilo
  11. PerfuratrizesAvanço no subsolo
  12. PlataformasUm setor em amplo desenvolvimento
  13. ElevadoresAtualização nos canteiros
  14. InstitucionalPasso à frente
  15. Motores HíbridosPotentes e sensíveis
  16. Momento M&T ExpoUm marco do setor
  17. A Era Das MáquinasO desafio dos guindastes sem motor
  18. ManutençãoO pulmão da oficina
  19. Entrevista"Sucesso é transformar dificuldades em oportunidades"
  20. Compactos & FerramentasFerramentas básicas e essenciais
  21. Coluna YoshioA visão sistêmica nas organizações
  22. Painel15 notas e colunas
Coluna Yoshio

A visão sistêmica nas organizações

Processos antagônicos nas organizações podem criar situações que demandem uma abordagem mais abrangente (ou menos reducionista) dos seus gestores

Exclusivo M&T 7 de setembro de 2014 · Edição 183

No universo corporativo, é bastante comum deparar-se com algum problema crônico que, ano após ano, persiste entranhado nas organizações, desafiando continuamente gerações de profissionais e executivos. Muitas vezes, em casos mais complexos, trata-se de uma situação que remete à brincadeira de “gato e rato”, escalando e imiscuindo-se às atividades e controles internos, sem nunca chegar-se a uma situação mais controlada e estável.

Vejamos um exemplo. Em uma recente tentativa de explicar a visão sistêmica a um grupo de jovens profissionais, tomei emprestado o “case” de uma empresa de transporte de carga e logística, de modo a indicar como os processos antagônicos nas organizações podem criar situações que demandem uma abordagem mais abrangente (ou menos reducionista) dos seus gestores.

No caso em questão, a empresa vem seguidamente registrando horas-extras excessivas, um fator que evidentemente incomoda muito, ao menos por dois aspectos fundamentais. O primeiro, evidentemente, é o custo das horas-extras, sempre vistas como indesejáveis. O segundo é o fato de que cada vez que ocorre a hora-extra, também há indisponibilidade do caminhão, causando uma necessidade de onerosas reprogramações e mudanças de agenda para atender ao próximo cliente. Obviamente, o número de motoristas representa mais de 50% dos empregados da empresa, conferindo uma dimensão significativa ao problema.

Frente a isso, a empresa tenta evitar as horas-extras com treinamentos, programas de conscientização e sistemas de rastreamento e monitoramento. Mas cada uma dessas ações – além de incrementar o custo do controle – gera um resultado efêmero, levando a empresa a ter de seguidamente buscar uma nova medida protelatória.

Então, urge descobrir como a visão sistêmica poderia ser aplicada para melhorar os resultados. Que o objetivo da empresa é reduzir os custos e obter disponibilidade de veículos é algo evidente. Mas, qual é o objetivo do motorista?

Claro, é conseguir uma remuneração melhor. Assim, não se trata de fazer horas-extras por gosto, mas sim para se ganhar melhor. Portanto, não será um simples monitoramento que resolverá o problema, pois os processos são francamente antagônicos. Ou seja, os objetivos das partes não estão alinhados!

Que tal adotar uma abordagem inovadora, criando uma possibilidade real de ganho para o motorista, que seja baseada – por exemplo – na pontualidade de seu retorno e, assim, possa extinguir o sistema que resulta em atraso para gerar horas-extras? Ao alinhar os objetivos, mesmo que não se elimine os custos das horas-extras, pode-se ganhar eficiência na operação e estimular a pontualidade do serviço.

Esta simples hipótese serve para alertar profissionais e executivos que muitos problemas renitentes nas organizações resultam diretamente de processos antagônicos. É nesse sentido que a visão sistêmica – ao abordar as partes do todo como sistemas interconectados – permite desenhar soluções mais abrangentes e eficazes.

*Yoshio Kawakami é consultor da Raiz Consultoria e diretor técnico da Sobratema

 

 

Fim da edição Voltar à Revista M&T nº 183
Uma publicação Sobratema

A Revista M&T é editada pela Sobratema, Associação Brasileira de Tecnologia e Gestão de Equipamentos.

Conheça a Sobratema →