A nova revolução industrial — Revista M&T
Terça-feira, 27 de outubro de 2026

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M&T nº 208Dez/Jan 2017 Matéria 17 de 18
Sumário
  1. EditorialSinais de mudança para o setor
  2. Estudo De MercadoChegamos ao fundo?
  3. CenárioPonto de inflexão
  4. Bauma China 2016Soluções sob medida
  5. Bauma China 2016Em busca da nova rota da seda
  6. LançamentoPortfólio dinâmico
  7. TúneisFaçanha carioca
  8. FabricanteRefinamento integrado
  9. CaminhõesSacode a poeira
  10. EmpresaÀ espera de um novo ciclo de expansão
  11. M&T Momento Peças E ServiçosFator estratégico para o sucesso
  12. A Era Das MáquinasA maior hidrelétrica do mundo
  13. ManutençãoCuidando da interface entre a roda e o chassi
  14. Entrevista"Vemos oportunidades onde outros só enxergam medo"
  15. InternacionalA tendência do momento
  16. Compactos & FerramentasUnião perfeita de materiais
  17. Coluna YoshioA nova revolução industrial
  18. Tabela Custo HorárioTabela referente ao ano de 2016
  19. Painel16 notas e colunas
Coluna Yoshio

A nova revolução industrial

Exclusivo M&T 16 de dezembro de 2016 · Edição 208

"Ao invés da ‘produção massificada’, as fábricas inteligentes produzirão uma ‘customização massificada’, em que será disponibilizada uma variedade de produtos distintos, com grande produtividade."

Atualmente, um dos temas mais instigantes em discussão no mundo da tecnologia de produção é a chamada “Indústria 4.0”, uma visão desenvolvida na Alemanha que já tece um futuro mais inteligente para a atividade de manufatura. Certamente, o tema ainda ganhará muitos fóruns de debates pelo mundo afora, inclusive no Brasil, onde já começa a ativar eventos de engenharia.

O termo “Industry 4.0” começou a circular em 2011, originalmente cunhado na Acatech (Deutsche Akademie der Technikwissenschaften), a academia de tecnologia da Alemanha, mas tomou um impulso definitivo em 2014, quando a Hannover Messe divulgou o “White Paper”, um relatório de proposta tecnológica sobre os benefícios da nova revolução industrial. Neste documento, um ambicioso “road map” apontava para a abordagem da fábrica inteligente com um novo modelo de negócios, sustentado por um cadeia de valor a ser implantada em 20 anos, entre 2015 e 2035.

Tal ruptura implica na integração de conceitos como IoT (Internet of Things) e IoS (Internet of Services) para criar um novo ambiente fabril, conectando a demanda do produto com o processo de fabricação e o fator humano. Ou seja: máquinas, componentes, ferramentas, processos e pessoas se integram para viabilizar uma produção de alta produtividade e máxima flexibilidade.

A grande mudança é que, ao invés da “produção massificada” de um bem padrão, as fábricas inteligentes produzirão uma “customização massificada”, em que será disponibilizada uma variedade de produtos distintos, com grande produtividade. Assim, a especificação do produto atenderá aos desejos individuais dos consumidores. Essa combinação de atributos modeláveis por meio de softwares com a capacidade de variação de características físicas poderá aproximar-nos do antigo sonho de adquirir bens que reflitam os usos e gostos pessoais, mantendo a produtividade e, consequentemente, os custos de uma produção massificada.

Além disso, é crível que a inteligência do processo industrial adapte o trabalho ao trabalhador, gerando informações de acordo com o conhecimento, idioma, habilidade e outras características pessoais. Que tal fazer parte de um processo em que o colega ao lado sequer fala o seu idioma, mas contribui igualmente com a sua participação?

Se a proposta liderada pela Alemanha se tornará um padrão na indústria manufatureira, ainda é cedo para afirmar. Mas com certeza trata-se de um pioneirismo visionário que, ademais, acentua a importância da manufatura de bens físicos, que continuam sendo indispensáveis à nossa vida analógica cotidiana.

*Yoshio Kawakami é consultor da Raiz Consultoria e diretor técnico da Sobratema

 

 

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