A hora das oportunidades — Revista M&T
Terça-feira, 27 de outubro de 2026

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M&T nº 220Fevereiro 2018 Matéria 18 de 18
Sumário
  1. EditorialProjeções de trégua na infraestrutura
  2. CabinasConforto e segurança no comando
  3. ColheitadeirasConfiança na fronteira agrícola
  4. Transportes EspeciaisGigantes das estradas
  5. Especial Sobratema 30 AnosA ascensão dos híbridos
  6. Gestão De FrotasEngenharia da qualidade
  7. Gestão De FrotasO futuro da manutenção
  8. Transportador De CorreiasDesempenho de alta flexibilidade
  9. FabricanteFoco na marca
  10. PavimentaçãoReciclagem avança na reparação de rodovias
  11. TreinamentoLapidação de talentos
  12. EmpresaCompromisso com o mercado
  13. Momento M&T ExpoUma ponte para o sucesso
  14. A Era Das MáquinasA diversificação dos motores
  15. ManutençãoCuidados com a base de sustentação
  16. EntrevistaALESSANDRO COLUCCI
  17. Compactos & FerramentasDescarte adequado de resíduos
  18. Coluna Do YoshioA hora das oportunidades
  19. Painel16 notas e colunas
Coluna Do Yoshio

A hora das oportunidades

Exclusivo M&T 19 de fevereiro de 2018 · Edição 220

Há muitos anos, ainda na década de 80, tive a minha primeira oportunidade de participar de uma viagem ao Japão. A ocasião era para acompanhar um grupo de visitantes brasileiros à matriz da Kubota, empresa na qual trabalhava na época.

Os anos 80 foram intitulados como “a década perdida” para o Brasil. Entre crises, transição do governo militar para as eleições diretas, desemprego em massa, planos econômicos e inflação “galopante”, vivíamos uma fase que deixou poucas lembranças positivas. O mercado brasileiro ainda era fechado e o exterior muito distante, bem diferente dos dias atuais. Assim, ver de perto os negócios em outros países era uma rara oportunidade de aprendizado prático.

Após algumas semanas, foi possível conhecer a estabilidade dos negócios, o valor do planejamento e a constante evolução da economia nipônica. Cheguei a comentar com um dos diretores – que havia vivido no Brasil por mais de 10 anos – como deveria ser bom viver e trabalhar num país organizado e estável como o Japão.

Confesso que fiquei surpreso quando este diretor respondeu que tal percepção estava enviesada pela minha experiência brasileira, pois não percebia como a estabilidade podia ser enfadonha. Sem qualquer sinal de amargor ou saudosismo, ele comentou ainda que a estabilidade não alterava o status quo e tampouco produzia oportunidades relevantes.

Com o tempo, fui entendendo e percebendo que, de fato, as inconstâncias do ambiente de negócios do Brasil geravam novas oportunidades constantemente. Hoje, mais uma vez estamos no limiar de oportunidades inesperadas e os executivos mais experientes já devem estar “afiando as suas facas” para a nova rodada de oportunidades. Mas também é possível que os mais jovens tenham antenas mais aguçadas para os sinais precoces de oportunidades...

Seja como for, o importante é perceber que já é hora de exercitar os músculos para as novas batalhas. Quem sabe seja importante ter liquidez para investir rapidamente? Quem sabe a sua organização necessite ser renovada ou re-treinada? Que seja a hora de redefinir a sua estratégia a partir de novas premissas? De investir em novos sistemas? De buscar novos parceiros para ajudar a pensar? Quem sabe?

Como no Brasil os ciclos geralmente são mais rápidos, tanto para decolar quanto para mergulhar, a antecipação é a condição essencial para aproveitar as oportunidades. É necessário dimensionar o iceberg pela sua ponta e à distância, rapidamente. Após todos identificarem que é mesmo um iceberg, as melhores oportunidades provavelmente já estarão fora do seu alcance.

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