A era digital na construção — Revista M&T
Terça-feira, 27 de outubro de 2026

Tecnologia e inovação para
construção e mineração

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M&T nº 254Junho 2021 Matéria 1 de 11
Sumário
  1. EditorialA era digital na construção
  2. MercadoA nova dinâmica de negócios
  3. RentalHorizonte favorável
  4. RetroescavadeirasDe volta ao topo
  5. Especial InfraestruturaComplexidade em áreas urbanas
  6. Caminhões OtrO futuro já chegou na mineração
  7. LançamentoPortfólio renovado para o mercado global
  8. A Era Das MáquinasA evolução dos pneus
  9. ManutençãoO último recurso de proteção
  10. EntrevistaMatheus Fernandes
  11. Coluna Do YoshioA natureza do mundo dos negócios
  12. Painel16 notas e colunas
Editorial

A era digital na construção

“À medida que a indústria da construção avança para um futuro digitalizado, é imperativo que as empresas tenham cautela no que diz respeito ao uso dos dados.”

Exclusivo M&T 14 de junho de 2021 · Edição 254

Recente artigo publicado pela AEM (Association of Equipment Manufacturers) toca em pontos importantes sobre a digitalização da construção. Embora não tenha se digitalizado tão rapidamente como outras indústrias, o setor vem ganhando impulso nesse sentido. E isso é desejável, diz o texto, uma vez que a utilização de dados pode aumentar a eficiência e proporcionar outros benefícios às frotas.

Até 2025, prevê-se que haja cerca de 175 zettabytes (ZB) de dados sendo gerados por sistemas suportados pela Internet das Coisas (IoT). Para obter conhecimentos a partir dessa quantidade inimaginável de informação, será necessário aprimorar a aprendizagem da máquina e a inteligência artificial, dando assim maior ênfase à ciber-segurança.

À medida que a indústria da construção avança para um futuro digitalizado, torna-se imperativo que as empresas tenham maior cautela no que diz respeito ao uso dos dados. Novos sistemas e sensores de código aberto disponíveis recolhem dados continuamente, os disponibilizam e produzem conhecimentos para tornar as operações mais eficientes. No entanto, esses dados devem ser processados com a máxima responsabilidade, particularmente quando se trata de dados pessoais.

Nesse quadro, é fundamental compreender o que são considerados dados pessoais e como podem ser utilizados corretamente pelas empresas. Exemplos de dados pessoais na indústria da construção podem incluir o monitoramento de instalações e locais de trabalho, bases de dados com endereços de correio eletrônico, localização por GPS de equipamentos, sensores de peso no banco do condutor e muito mais. Além disso, qualquer informação biométrica – como impressões digitais – é considerada como um dado sensível merecedor de proteções adicionais.

Embora a conformidade seja sempre exigida, existem formas mais adequadas de utilizar dados pessoais, desde que uma empresa tenha interesse legítimo na sua utilização e que haja consentimento. Para evitar problemas, o tratamento dos dados deve se tornar parte da cultura das empresas, de modo que os dados sejam seguros e utilizados invariavelmente dentro dos limites legais.

Segundo a AEM, a proteção dos dados de um operador deve começar no exato momento em que uma empresa desenvolve novas soluções que serão introduzidas no mercado e utilizadas mundo afora. Boa leitura.

Permínio Alves Maia de Amorim Neto
Presidente do Conselho Editorial

Uma publicação Sobratema

A Revista M&T é editada pela Sobratema, Associação Brasileira de Tecnologia e Gestão de Equipamentos.

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