Relevância é crucial para qualquer empresa — Revista M&T
Terça-feira, 27 de outubro de 2026

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M&T nº 296Agosto de 2025 Matéria 10 de 10
Sumário
  1. EditorialAs vertentes da evolução tecnológica no setor
  2. MercadoAcomodação na demanda
  3. ImportaçãoGeopolítica impacta as operações
  4. InfraestruturaModernização de aeroportos ganha tração no país
  5. CompactosRompendo barreiras
  6. FabricantteFábrica da Komatsu no Brasil completa 50 anos
  7. A Era Das MáquinasDas niveladoras rebocadas às máquinas atuais
  8. ManutençãoMuito além da aparência
  9. Entrevista – Pedro B. Silva"Empresas tecnificadas conseguem otimizar a eficiência’’
  10. Coluna Do YoshioRelevância é crucial para qualquer empresa
  11. Painel23 notas e colunas
Coluna Do Yoshio

Relevância é crucial para qualquer empresa

Além de eficientes, as empresas também precisam manter a atratividade para clientes, investidores e parceiros de negócios

Exclusivo M&T 12 de agosto de 2025 · Edição 296

Na era digital, os dias correm muito rápidos e os fatos são atropelados pelo volume incessante de informação a que as pessoas são expostas diariamente.

Novidades se tornam memórias num piscar de olhos, pois sequer chegamos a retê-las e já são substituídas pelas “últimas novidades”.

Esse movimento constante e vertiginoso faz com que as análises dos fatos sejam muito superficiais e que poucos aprendizados sejam retidos no curso do processo.

Em resumo, a relevância dos fatos é instantânea e efêmera, ainda que intensa.

Para as empresas e suas respectivas marcas, os esforços para se manter relevante no mercado e atrair o interesse de investidores são fundamentais no desenvolvimento do negócio.

Trata-se de um processo contínuo, que demanda esforço, inteligência e investimento, não necessariamente nessa ordem.

Além de eficientes, as empresas também precisam manter a atratividade para clientes, investidores e parceiros de negócios.

As mudanças são cada vez mais rápidas e muitas vezes inesperadas, tomando de assalto a posição projetada e almejada que a empresa arduamente constrói no mercado. Todavia, nem sempre são absolutamente inéditas.

Fatos recentes como a entrada massiva de fabricantes chineses de veículos e equipamentos, por exemplo, apenas repetem um movimento outrora protagonizado por fabricantes sul-coreanos e japoneses no mercado ocidental.

De todo modo, manter-se relevante no âmbito organizacional significa possuir uma tecnologia apropriada para as demandas futuras da sociedade, possuir um portfólio que permita explorar as oportunidades no mercado ou, ainda, ser atrativa o suficiente para atrair talentos que façam a diferença pelo desempenho.

É comum observamos algumas empresas e marcas que tomam decisões mais seletivas ou imediatistas, buscando assegurar os melhores resultados financeiros, enquanto outras – além de não investirem em tecnologias que possam definir o futuro do negócio – adotam a preservação da posição atual como prioridade máxima ou mesmo ignoram os interesses de parceiros, como a base de fornecedores ou a rede de distribuição.

Cedo ou tarde, essas empresas percebem que muitas das decisões tomadas afoitamente começam a ameaçar seu futuro.

Ao mesmo tempo, os parceiros percebem que a “nave lentamente já faz água”, levando a empresa a perder relevância no mercado.

Refletir sobre isso é fundamental, especialmente para entender que, no mercado atual, já não é apenas o market share que define a relevância de uma empresa.


*Yoshio Kawakami é consultor da Raiz Consultoria e diretor técnico da Sobratema

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