Paradoxos da nossa infraestrutura — Revista M&T
Terça-feira, 27 de outubro de 2026

Tecnologia e inovação para
construção e mineração

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M&T nº 168Maio 2013 Matéria 1 de 15
Sumário
  1. EditorialParadoxos da nossa infraestrutura
  2. Mineração SubterrãneaEquipamentos móveis aumentam a produtividade em Baltar
  3. Momento ConstructionObras avançam no Prosub
  4. SegurançaCatalisadores de mudanças
  5. SegurançaFoco no planejamento
  6. GestãoCultura da excelência
  7. Bauma 2013Quebrando todos os recordes
  8. RodoviasGigante com pés de barro
  9. RodoviasEquipamentos não faltam
  10. EmpresaVisão de mercado
  11. Sobratema 25 AnosA chama acesa das grandes obras
  12. A Era Das MáquinasO Século XIX na América: Surgem os grandes fabricantes de equipamentos
  13. ManutençãoComo estender a vida útil de baterias
  14. EntrevistaO conceito que queremos transmitir é de constante evolução
  15. Suplemento - Compactos & FerramentasBoas vibrações em concretagem
  16. Painel14 notas e colunas
Editorial

Paradoxos da nossa infraestrutura

Exclusivo M&T 6 de maio de 2013 · Edição 168

Uma análise panorâmica do noticiário sobre a infraestrutura brasileira é um exercício que pode colocar em alerta qualquer empreendedor, assim como a população do país em geral. Em parte, o que se constata no cotidiano do setor é que há um quase abandono da infraestrutura, que definha na precariedade por conta da falta de investimentos. São informações sobre o apagão rodoportuário, impactos no escoamento da supersafra de grãos, ameaça de apagão energético, filas de caminhões nos portos, navios à espera de vaga nos terminais, cancelamentos de encomendas, déficit habitacional, obras paradas, prejuízos milionários e por aí afora. Esse quadro é verdadeiro e precisa ser revertido, não há dúvida.

Mas, uma apreciação mais atenta das informações também mostra o outro lado da moeda. O mercado de grandes obras, por exemplo, nunca esteve tão aquecido como na última década. Atualmente, das 50 maiores obras de infraestrutura e energia em execução no mundo, 14 estão no Brasil (28%). O pacote de grandes obras movimenta mais de R$ 250 bilhões, gerando 200 mil vagas de empregos e movimentando uma estrutura de máquinas e equipamentos condizente com os desafios que enfrentam.

No último ano, o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) aplicou R$ 52,9 bilhões nesse segmento (34% do total de desembolsos do banco). Ainda em 2012, o Cartão BNDES financiou mais de 151 mil operações envolvendo materiais de construção civil e máquinas e equipamentos, somando R$ 1,52 bilhão em financiamentos (+64% sobre o ano anterior).

Com o aquecimento, o número de empresas no setor da construção dobrou em 10 anos, chegando a duas centenas. Além disso, houve um significativo ganho de produtividade de 20% em menos de uma década, o que se tornou possível com a introdução de máquinas, equipamentos e processos mais eficazes, seguros e modernos nos canteiros de obras.

Por tudo isso, mesmo que o desafio seja grande o que certamente é, esperamos que no médio prazo o fiel da balança penda para o lado mais positivo dessa questão estratégica para o país, dando continuidade aos esforços de agregar competitividade à nossa economia por meio da melhoria da infraestrutura. Nessa linha, nas próximas páginas o leitor pode conferir reportagens sobre pavimentação, mineração subterrânea, segurança, locação e outros pontos pertinentes ao tema que mais mobiliza o Brasil neste momento. Boa leitura.

Claudio Schmidt

Presidente do Conselho Editorial

 

 

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