Os ingleses chegaram (para ficar) — Revista M&T
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M&T nº 72Ago/Set 2002 Matéria 6 de 11
Sumário
  1. EditorialNovos passos na atualização tecnológica
  2. EntrevistaNovos rumos
  3. Atividade Da SobratemaWalter Barelli
  4. FerramentaEstudantes visitam centro demonstrações da Volvo
  5. ObraO desafio de domar rios no fundo de vales
  6. MercadoOs ingleses chegaram (para ficar)
  7. LocaçãoA afirmação de uma nova ferramenta de trabalho
  8. TreinamentoInstituto Opus ganha simulador operacional
  9. PeçasOs valores agregados do mercado de reposição
  10. ArtigoIndignação
  11. Espaço AbertoNova "powershuttle" é compatível com linha "powershift"
Mercado

Os ingleses chegaram (para ficar)

Exclusivo M&T 1 de agosto de 2002 · Edição 72

Depois da instalação da fábrica em Sorocaba, JCB estabelece parcerias com fornecedores locais, amplia rede de distribuição e quer instalar ainda neste ano uma central nacional de peças.

Os ingleses estão chegando" é uma frase que se tornou célebre na guerra de independência norte-americana. Ela pode ser repetida agora com o avanço da JCB no mercado latino-americano de retroescavadeiras. Com uma diferença: eles já chegaram, e estão devidamente instalados em uma fábrica própria em Sorocaba, no interior de São Paulo. É claro que o Brasil já tem oferta ampla de retroescavadeiras, com projetos de classe mundial e produção local, mas não há como negar o poder de fogo da JCB, que tem a retro como carro-chefe de nove diferentes linhas de produtos, em 130 diferentes configurações. Além disso, trata-se de um competidor a mais no promissor mercado de infraestrutura e expansão de redes, incluindo gás, telecomunicações, transporte e energia, que já estaria demandando na região (segundo números não oficiais) cerca de 2.000 unidades ao ano.
"Nós temos exportado para cá nos últimos oito anos, já conquistamos 5% do mercado e agora chegamos para ficar, com uma fábrica local e investimentos em recursos humanos, estruturação de uma rede nacional de distribuidores e parcerias com fornecedores locais para a progressiva nacionalização de componentes", garante Tom Cornell, gerente geral da JCB do Brasil - a 11 º fábrica do grupo.
A meta, segundo ele, é a de chegar a uma participação, em um prazo máximo de três anos, de cerca de 30% do mercado doméstico de retroescavadeiras e ainda exportar de 30 a 40% da produção. O "campeão" escolhido para essa contenda, que já está sendo fabricado em Sorocaba, é o modelo 214 E, disponível em seis diferentes versões. "É um equipamento com projeto simplificado dentro da linha JCB e de baixo custo operacional, mas com alguns recursos importantes, como tração nas 4 rodas, braços extensíveis, cabine fechada e caçamba 6x1", diz Cornell.
60% de nacionalização - O gerente geral da JCB do Brasil garante que a retroescavadeira 214 E atingirá um índice de nacionalização de 60% ainda este ano para ganhar competitividade e ter acesso à linha Finame. "Estamos trabalhando nesse sentido. O Brasil tem bons fornecedores em razão da grande presença da indústria automobilística. Tanto que temos planos de exportar peças fabricadas aqui para outras fábricas da JCB".
A logística de suporte ao produto também já está montada, segundo ele, a partir da fábrica, localizada estrategicamente num local que concentra muito fornecedores e com fácil acesso aos aeroportos de Viracopos e Guarulhos e ao porto de Santos. Além disso, a JCB do Brasil já conta com quatro distribuidores, com sete diferentes pontos de atendimento, sediados nos maiores mercados do país - as regiões Sudeste e Sul. "Ainda este ano, iremos investir em uma central de peças, em local a ser definido, e, em 2.003, iremos expandir a rede de distribuição, e possivelmente lançar novos produtos".
E não é difícil adivinhar quais são, a julgar pelas miniaturas que já rodam livremente em cima da mesa de Tom Cornell na fábrica da JCB do Brasil: um modelo CX (projeto híbrido, que reúne em um único equipamento um retro e uma minicarregadeira) e um manipulador telescópico para cargas paletizadas. "Temos muitas opções para oferecer na América Latina, um mercado que vive crises cíclicas, mas que é fundamental para a JCB".
Ele lembra que o grupo é hoje o quinto maior fabricante de equipamentos do mundo, com participação de 5% em todas as linhas e ambiciona chegar a 10% nos próximos três anos. Consolidada na Europa, há dois anos direcionou os investimentos para os Estados Unidos, a índia e o Brasil "Sabemos que para atingir nossa meta será preciso crescer em novos mercados. É isso que estamos fazendo".

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