Obras avançam no interior paulista — Revista M&T
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M&T nº 161Setembro 2012 Matéria 12 de 22
Sumário
  1. EditorialSoluções para a infraestrutura
  2. Obras SuspensasTecnologias aceleram construção de obras de arte
  3. Rodoanel LesteSolução adaptada diminui impacto ambiental
  4. Rodoanel LesteObras avançam além das pistas suspensas
  5. PavimentaçãoVibroacabadoras compactas ganham espaço em obras urbanas
  6. PavimentaçãoSegunda geração de rolos tandem incorpora novos conceitos
  7. MineraçãoProjeto de ampliação da Ferrous inclui aquisição de equipamentos móveis
  8. Mercado InternacionalIndústria de equipamentos da China desacelera
  9. EmpresaDe distribuidora a fabricante
  10. EmpresaOrguel prepara-se para expansão global
  11. Momento ConstructionEvento confirma salão temático sobre construção seca
  12. AlcooldutoObras avançam no interior paulista
  13. ManutençãoVida longa aos eixos cardan
  14. Concrete ShowExpositores destacam investimentos
  15. Espaço AbertoRecurso potencializa içamento de cargas
  16. Espaço AbertoBate-estacas oferece maior resistência
  17. Espaço AbertoSistema para grupos geradores tem interface intuitiva
  18. Espaço AbertoKit hidráulico facilita manutenção
  19. Espaço AbertoEscavadeira simple tech atende nichos específicos
  20. Espaço AbertoDiscos de corte rendem até 40% a mais
  21. Espaço AbertoCompactadores vedados são indicados para aterros sanitários
  22. Espaço AbertoGuindaste hidráulico para espaços restritos
  23. Painel7 notas e colunas
Alcoolduto

Obras avançam no interior paulista

Próximas fases começam a ser definidas ainda neste ano,com probabilidade de que o segundo lote seja construido entre Ribeirão Preto (SP) e Uberaba (MG)

Exclusivo M&T 28 de setembro de 2012 · Edição 161

Com a previsão de ligar o Centro-Oeste do Brasil ao litoral paulista, a primeira fase do alcoolduto de 1,3 mil km já está em fase final de construção. O primeiro trecho liga Ribeirão Preto a Paulínia, ambas as cidades no interior de São Paulo, em uma linha de 208 km. O projeto é de responsabilidade da Logum Logística, uma sociedade anônima de capital fechado que tem como sócios a Petrobras, a Copersucar, a Cosan, a Uniduto Logística, a Odebrecht Transport Participações e a Camargo Corrêa Óleo & Gás. Os dois últimos grupos, aliás, abarcam as construtoras que compõem o Consórcio Etanol, responsáveis pelas obras de instalação de dutos do primeiro trecho de obras.

“Esse trecho liga o terminal de etanol de Ribeirão Preto, construído para concentrar a produção de etanol da região à Refinaria do Planalto Paulista (Replan), em Paulínia, de onde a rede do alcoolduto tomará diversos direcionamentos, abastecendo principalmente a Região Metropolitana de São Paulo e o litoral do estado”, diz Fábio Jorge, diretor de implantação da Logum Logística. Ele explica que o ponto de escoamento no litoral ainda não foi definido, mas provavelmente será na cidade de Caraguatatuba.

Voltando à instalação do primeiro trecho do alcoolduto, Jorge explica que as tubulações em fase final de implantação transportarão cerca de 4 milhões de m³ de etanol por ano, já a partir de 2013. Isso será possível graças à aplicação de dutos de 24 polegadas de diâmetro e cujas instalações estão em estágio avançado, sendo que a maior parte, implantada pelo método tradicional de abertura de valas, já foi finalizada. “Restam agora somente obras especiais, com perfuração direcional (HDD) para execução de travessias de rios e rodovias”, explica ele.

As obras especiais a que Jorge se refere estão previstas em exatos dez percursos, sendo que o maior deles tem 270 metros lineares. “Quando realizadas em travessias de rios e áreas alagadas, como é o caso desse trecho maior, os dutos são concretados antes do adensamento, para obter densidade suficiente para não flutuarem”, explica ele.

O executivo da Logum detalha que o trecho da obra mobilizou um contingente de 1,5 mil operários no pico de operações, além de cerca de 50 side booms e de 60 escavadeiras. “Os side booms serviram não somente para enfileiramento e adensamento de tubulações, mas também para realização de solda automática”, diz ele. Apesar de a Logum Logística não revelar o fornecedor do sistema de soldagem automática e não autorizar repasse de informações de qualquer empresa envolvida no projeto, a revista M&T consultou uma empresa produtora de equipamentos para soldagem automática para descrever esse processo, que permite aumentar a produtividade principalmente em longos trechos de soldagem, como é o caso de obras de dutos, e consiste na soldagem com arames tubulares com alma metálica ou não metálica e arames sólidos.

A frota mobilizada para construção dos 208 km iniciais do alcoolduto ainda inclui equipamentos especiais para obras de dutos como as curvadoras. São máquinas que fazem o curvamento de dutos a frio e podem ter diversas configurações, sendo três delas as mais comuns. A primeira consiste na capacidade da máquina de curvar dutos de 6 a 20 polegadas.

A configuração intermediária, provavelmente a utilizada pelo Consórcio Etanol, curva dutos de 22 a 36 polegadas. Por fim, essas máquinas ainda podem curvar dutos de 48 a 60 polegadas de diâmetro, sendo que a configuração escolhida influencia na produtividade alcançada. Como exemplo, é possível citar que tubulações de 24 polegadas e com paredes de até 1,05 polegadas são curvadas a cada cinco ou seis minutos, segundo a CRC-Evans, fabricante desse tipo de equipamento.

Projeto será um dos maiores do mundo

No trecho entre Ribeirão Preto e Paulínia, Fábio Jorge, da Logum, não levanta adversidades que tornaram essa obra diferente das convencionais para instalação de dutos. Todavia, os próximos trechos compreendem regiões serranas, como será o caso da malha que ligará o litoral paulista, e também regiões que deverão ser mais bem exploradas topograficamente, como a ligação entre Ribeirão Preto (SP) e Uberaba (MG). “Esse, aliás, deve ser o segundo trecho da obra, compreendendo 138 km de extensão”, revela o executivo, salientando que essa definição será tomada até o final deste ano.

A obra seguirá divida por trechos de 100 a 250 km cada e, quando toda a malha de 1,3 mil km estiver concluída, a linha transportará até 12 milhões de m³/ano, abarcando investimentos na ordem de R$ 1 bilhão e consolidando o alcoolduto da Logum Logística como um dos maiores projetos do gênero no mundo.

 

 

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