O impacto do P7 na gestão da frota — Revista M&T
Terça-feira, 27 de outubro de 2026

Tecnologia e inovação para
construção e mineração

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M&T nº 157Maio 2012 Matéria 73 de 77
Sumário
  1. EditorialM&T Expo bate todos os seus recordes
  2. MercadoUm canteiro de obras chamado Brasil
  3. MercadoEstudo levanta investimentos em 10 setores
  4. MercadoA segunda onda da indústria brasileira
  5. M&T Expo 2012Clima de otimismo marca a maior feira do setor
  6. M&T Expo 2012Organização da feira inova com itens de tecnologia
  7. M&T Expo 2012Caterpillar: Investimentos em novos produtos para manter a liderança
  8. M&T Expo 2012Terex: Oito lançamentos marcam a presença da empresa
  9. M&T Expo 2012Sany: Empresa lança guindaste e reforça presença nacional
  10. M&T Expo 2012BMC: Lançamentos em todo o portfólio multimarcas
  11. M&T Expo 2012Case Construction: Empresa expande a linha de produtos e lança novos serviços
  12. M&T Expo 2012Doosan: Reafirmando a aposta no Brasil
  13. M&T Expo 2012Volvo: Uma aposta no clima positivo da feira
  14. M&T Expo 2012Liebherr: Lançamentos incluem nova grua e central dosadora
  15. M&T Expo 2012JCB: Empresa apresenta dois lançamentos
  16. M&T Expo 2012Wirtgen: Linha completa para obras rodoviárias
  17. M&T Expo 2012SDLG: Um segredo guardado a sete chaves
  18. M&T Expo 2012Komatsu: Destaque para a primeira escavadeira híbrida do país
  19. M&T Expo 2012New Holland: Motoniveladoras ganham novo motor e transmissão
  20. M&T Expo 2012Putzmeister: Bombas de grande porte com menor peso
  21. M&T Expo 2012Sandvik: Linha de britadores móveis ganha novos modelos
  22. M&T Expo 2012Ammann: Linha completa para obras de rodovias
  23. M&T Expo 2012Manitowoc: Guindaste atinge 300 t de capacidade
  24. M&T Expo 2012Lonking: Escavadeira incorpora itens de conforto
  25. M&T Expo 2012LiuGong: Ampliando a rede para crescer no país
  26. M&T Expo 2012Multikawa: Empresa apresenta carretas de perfuração japonesas
  27. M&T Expo 2012Haulotte: Lançamentos para comemorar 10 anos no brasil
  28. M&T Expo 2012John Deere: Empresa estreia no mercado brasileiro
  29. M&T Expo 2012SEM: Empresa reforça presença no mercado brasileiro
  30. M&T Expo 2012Bomag: Novidades em toda a linha para pavimentação
  31. M&T Expo 2012Scania: Novos off-roads incorporam tecnologia Euro V
  32. M&T Expo 2012Metso: Foco na eficiência da britagem
  33. M&T Expo 2012Randon: Novo fora de estrada para maior demanda de carga
  34. M&T Expo 2012JLG: Plataforma aérea à prova de vazamentos
  35. M&T Expo 2012Madal Palfinger: Guindaste para aplicações severas
  36. M&T Expo 2012Astec: Soluções completas para peneiramento e britagem
  37. M&T Expo 2012IMAP: Maior adequação ao veículo portador
  38. M&T Expo 2012Comingersoll: Empresa destaca toda a linha de produtos
  39. M&T Expo 2012Montarte: Atenta às oportunidades em novos mercados
  40. M&T Expo 2012GTM: Lança ajustável amplia o alcance da grua
  41. M&T Expo 2012Mills: Lançamentos para comemorar 60 anos
  42. M&T Expo 2012Schwing: Autobomba facilita a concretagem em áreas reduzidas
  43. M&T Expo 2012LBX: Fabricante de escavadeiras estreia no mercado brasileiro
  44. M&T Expo 2012Ford Caminhões: Linha 2012 tem motores mais eficientes
  45. M&T Expo 2012Llamada: Empresa destaca perfuratriz made in Brasil
  46. M&T Expo 2012Michelin: Destaque para a nova geração de pneus off-road
  47. M&T Expo 2012Berco: Bucha rotativa reduz custos de manutenção
  48. M&T Expo 2012Atlas Copco: Geradores desenvolvidos para o canteiro
  49. M&T Expo 2012Machbert: Rompedores para qualquer demanda de desmonte e demolição
  50. M&T Expo 2012Bozza: Empresa lança central fixa multifuncional
  51. M&T Expo 2012TRIEX: Peças originais com garantia de fábrica
  52. M&T Expo 2012ITM: Empresa anuncia produção local
  53. M&T Expo 2012Rimac: Canhão de névoa elimina poeira na operação
  54. M&T Expo 2012Deutz: Empresa apresenta a linha completa de motores
  55. M&T Expo 2012MB Crusher: Caçambas trituradoras otimizam a demolição
  56. M&T Expo 2012Copex: Versatilidade em pavimentação de concreto
  57. M&T Expo 2012Allison transmission: Ênfase na eficiência da operação
  58. M&T Expo 2012Stanley: Acessórios expandem as aplicações dos equipamentos
  59. M&T Expo 2012Multiquip: Feira deve impulsionar 10% das vendas
  60. M&T Expo 2012Dynapac: Maior eficiência em compactação profunda
  61. M&T Expo 2012AUSA: Empresa quer dobrar a presença no mercado
  62. M&T Expo 2012Ecoplan: Lançamentos ampliam a linha de FPS
  63. M&T Expo 2012Ticel: A maior usina de asfalto já fabricada na América Latina
  64. M&T Expo 2012Luna ALG: Empresa apresenta inovações em toda a linha
  65. M&T Expo 2012Skyjack: Enfoque nas plataformas aéreas compactas
  66. M&T Expo 2012Gascom: Equipamentos de apoio com novas funcionalidades
  67. M&T Expo 2012Yanmar: Miniescavadeiras otimizam o trabalho em locais confinados
  68. M&T Expo 2012CZM: Versatilidade em obras de fundações
  69. M&T Expo 2012Solaris: Prioridade para o treinamento dos operadores
  70. RodoviasProntos para o desafio
  71. RodoviasEstratégia de guerra para obras de emergência
  72. Gestão De FrotasOdebrecht avança no monitoramento das máquinas
  73. Motores A DieselO impacto do P7 na gestão da frota
  74. Motores A DieselSobratema promove debate sobre o assunto
  75. Mob/DesmobComo equipar a obra com eficiência
  76. ManutençãoProcedimentos para a maior eficiência dos turbos
  77. Método Não DestrutivoMercado avança para o amadurecimento
  78. Painel8 notas e colunas
Motores A Diesel

O impacto do P7 na gestão da frota

Regulamentação mais restritiva para controle de emissões de poluentes em motores a diesel provoca mudanças no dia a dia do usuário, incluindo cuidados na gestão do combustível e maiores custos operacionais

Exclusivo M&T 4 de junho de 2012 · Edição 157

Com a entrada em vigor do Proconve 7 (P7), a nova etapa do Programa de Controle da Poluição do Ar por Veículos Automotores (Proconve), uma série de dúvidas paira sobre a cabeça dos gestores de frotas do país. Para atender ao novo patamar de exigências ambientais determinado pelo Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama), que entrou em vigor a partir de janeiro deste ano, os caminhões e ônibus já estão saindo de fábrica equipados com motores de nova geração, menos poluentes.

O problema é que esses novos veículos movidos a diesel deverão se incorporar de forma lenta e gradual à frota brasileira, composta predominantemente por modelos mais poluentes. Como sua operação exige alguns cuidados adicionais, incluindo o uso de um diesel com menor teor de enxofre (S-50) e de um aditivo para eliminar os poluentes presentes nos gases de escape (Arla 32), os frotistas precisarão, durante um bom tempo, conciliar dois procedimentos diferentes para a gestão desses ativos: os veículos antigos e os novos. Por esse motivo, o advento do P7 implica diversas mudanças no dia a dia das frotas e dos profissionais do setor.

Apesar das experiências ainda incipientes, o impacto do P7 nos custos operacionais já é uma realidade e deverá ser incorporado à planilha das construtoras nos contratos que mobilizem a nova geração de caminhões. Além do custo adicional incorporado pelo uso do novo aditivo (Arla 32), o combustível S-50 deverá ter um acréscimo de R$ 0,12 por litro no preço para o consumidor. O valor de aquisição dos caminhões, por sua vez, aumentará uma média de 10% a 15%. Por conta desse impacto, o advento do P7 foi tema de um workshop promovido pela Sobratema para profissionais do setor no final do mês passado.

“O custo de operação vai subir uma média de 7,5%”, avalia Claudio Schmidt, diretor técnico da Sobratema (Associação Brasileira de Tecnologia para Equipamentos e Manutenção). Ele baseia essa projeção na “Tabela de Custo Horário” desenvolvida pela Sobratema, tomando como base um caminhão basculante 6x4 da faixa de 36 t a 40 t de peso bruto total (PBT). “O maior preço de aquisição do equipamento se deve à nova tecnologia e a ele se incorpora o custo adicional com aditivo e um diesel mais caro.”

Para se contrapor a esta realidade, Schmidt propõe enfoque na melhoria da produtividade, com ênfase no treinamento dos operadores dos equipamentos. “Em princípio, algo que parece preocupante também pode contribuir para nos tirar da zona do conforto e buscar soluções voltadas à eficiência.”

Cuidados necessários

A rotina dos frotistas também deve incorporar novas práticas de controle e manuseio do novo combustível. Mais sensível à contaminação, o S-50, cujo teor de enxofre foi reduzido para 50 partículas por milhão (ppm) degrada rapidamente e precisa ser armazenado em tanques diferentes dos destinados ao tradicional diesel S-500. Se a empresa empregar um tanque ou comboio já utilizado para armazenar o combustível antigo, ele deverá ser submetido a uma limpeza cuidadosa, de forma a eliminar todos os traços daquele diesel. Caso contrário, o S-50 ficará contaminado por impurezas, ocasionando entupimentos no sistema de injeção de combustível do motor.

A esse cenário se incorpora outro complicador. Enquanto os veículos antigos rodarem pelo país, os frotistas deverão conviver com dois tipos de diesel (S-500 e S-50), cujos sistemas de armazenagem terão que ser compartilhados, juntamente com os tanques para armazenamento do Arla 32. Um adendo: o diesel S-1800 continuará sendo oferecido no mercado até 2014, para abastecimento de alguns equipamentos de mineração, geração de energia e ferrovia.

Por esse motivo, o usuário precisará implantar modificações em suas estruturas de abastecimento, tanto fixas como no caso dos caminhões comboio, com a adoção de tanques bipartidos maiores e a gestão de sistemas mistos. “O ideal é manter um tanque para armazenamento de Arla com volume suficiente para três abastecimentos de diesel, o que exigirá um espaço adicional nessa estrutura”, pondera Schmidt.

Devido a sua menor condutividade elétrica, o diesel S-50 também apresenta maior risco de explosão, tornando mais crítico seu manuseio e estocagem. Outro problema é a umidade: o novo diesel deve ser armazenado exclusivamente em tanques de aço inoxidável ou de plástico sem aditivos, além de o usuário ficar atento à drenagem do seu filtro principal e respeitar o prazo de validade do produto. Cuidados como a proteção do respiro dos tanques também devem ser tomados. “São preocupações que se incorporam ao cotidiano dos profissionais do setor”, completa o diretor da Sobratema.

Para evitar erros de abastecimento, o ajuste nos softwares de controle torna-se igualmente importante, exigindo atenção crescente do operador. “Um fator importante em todos esses casos será o condutor dos veículos”, ressalta Schmidt. “Treinamento e capacitação podem ser uma saída para a otimização desse trabalho.” Como a nova tecnologia de motores proporciona uma combustão mais eficiente, o especialista projeta uma economia em torno de 5% no consumo de combustível. “Uma redução de 10 l/h de operação é um índice bem factível.”

Avanço tecnológico

João Luiz Zarpelão, diretor de vendas da Bosch, atribui esse ganho de eficiência a uma série de inovações tecnológicas incorporadas à nova geração de motores eletrônicos, com destaque para o sistema de injeção eletrônica de combustível sob alta pressão, o Common Rail. Segundo ele, na última década a pressão de injeção do diesel na câmara de combustão saltou de 1.350 bar para 1.800 bar e deverá chegar a 2.000 bar em breve, quando os motores adotarem um diesel ainda menos poluente, o S-10 (com 10 ppm de enxofre).

Com a melhor dispersão do combustível na câmara de combustão, o processo de queima ganha em eficiência e o resultado é a presença de menos poluentes nos gases de escape. “Essa melhoria no desempenho só é obtida com a utilização do combustível correto e desde que o motor e seus componentes sejam submetidos a boas práticas de manutenção”, diz Zarpelão.

A redução nos índices de emissão de óxido de nitrogênio (NOx), por sua vez, é obtida com a incorporação de um novo sistema de pós-tratamento dos gases de escape, o SCR (sigla em inglês para redução catalítica seletiva). Com a adoção de um aditivo à base de ureia, o Arla 32 (Agente Redutor Líquido Automotivo), o sistema promove uma reação química no interior do catalisador, transformando o NOx em substâncias inertes e não poluentes.

Restrições ao diesel

De acordo com Zarpelão, uma alternativa ao sistema SCR é a tecnologia EGR (recirculação dos gases de escape), cuja adoção chegou a ser considerada pelos fabricantes de caminhões e de motores diesel para cumprimento das normas do P7. Como o EGR promove a recirculação dos gases de escape novamente para a câmara de combustão, essa estratégia resulta numa queima menos eficiente e em maior consumo de combustível, motivo pelo qual sua adoção foi abandonada.

“Quando a legislação adotar patamares ainda mais restritivos de controle de emissão, entretanto, os motores precisarão adotar as duas soluções conjuntamente”, pondera Zarpelão. Para que o SCR ou o EGR possam agir de forma satisfatória, a quantidade de enxofre presente no diesel deve ser de no máximo 50 ppm, mas a próxima etapa do Proconve prevê um combustível ainda mais limpo, com apenas 10 ppm, o S-10.

A utilização do novo diesel em caminhões com motores da antiga geração produz pouco efeito, mas ajuda a reduzir um pouco a emissão de fumaça preta. No entanto, Zarpelão destaca que o caminho inverso não pode ser adotado, ou seja, a utilização de diesel S-500 em motores da nova geração. “Esse uso indevido do combustível diminui drasticamente a vida útil do sistema de injeção de combustível e danifica os componentes do motor, motivo pelo qual é preciso ter muito cuidado nesse momento de transição”, diz ele.

Gargalo na distribuição

O cronograma de substituição do diesel brasileiro prevê a adoção do S-10 já em 2013, embora a produção e logística de distribuição do S-50 sequer estejam totalmente definidas. Segundo o analista da Petrobras, Sandro Moreira Ferreira, a empresa estabeleceu uma estratégia de capilarização para a cobertura de todo o território nacional que, nesse momento, estabelece o atendimento a apenas 14 polos (de um total de 37 previstos) e 1.100 postos de distribuição (de 7.155). “Quanto à produção, há a possibilidade de ser complementada pela importação, pois o Brasil não é autossuficiente em diesel.”

Prevendo uma demanda de 5 milhões de m3 do novo diesel em 2012, o analista diz que a empresa fixou o preço em R$ 0,06 por litro, mas que não controlará o valor praticado pelas distribuidoras. Por outro lado, desde o ano passado a BR Distribuidora já atende frotas cativas de ônibus urbanos, mas o plano de distribuição do Arla 32 que será produzido pela Petrobras e Fosfértil ainda é uma incógnita. “Os usuários precisam ficar atentos à disponibilidade da rede de distribuição para não correrem o risco de desabastecimento”, orienta.

Tentando contornar as indefinições quanto à capacidade de produção, à estrutura de fiscalização e ao plano de distribuição do Arla 32, o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) assinou, no final do ano passado, um termo de cooperação técnica com o Inmetro (Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia) para regulamentar seu uso, além de acompanhar a fiscalização e emissão de um selo de qualidade para protótipos e linhas de produção.

A vez das máquinas

Uma coisa é certa: a redução das emissões é um processo irreversível. Considerada um gravíssimo caso de saúde pública, a concentração de material particulado proveniente do diesel – composto por partículas tóxicas de 2,5 micra que carregam sulfatos e materiais pesados, substâncias muitas vezes cancerígenas – tem influência comprovada sobre problemas cardiorrespiratórios da população.

“Trata-se de um problema de saúde pública que vem merecendo atenção por parte dos governos de todo o mundo”, afirma Olimpio de Melo Álvares Junior, engenheiro da equipe que desenvolve os programas de controle de emissões da Companhia de Tecnologia de Saneamento Ambiental (Cetesb). O especialista explica que o P7 deveria ter entrado em vigor ainda em 2009, o que acabou não ocorrendo. “Não fiscalizamos o processo com cuidado”, diz o especialista ao alertar para a necessidade de atuação conjunta entre a Agência Nacional do Petróleo (ANP), a Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), a Petrobras e o Ibama.

Apesar disso, diz Álvares Junior, em uma retrospectiva desde as operações “Caça-Fumaça” do final dos anos 1970 até o estabelecimento das atuais metas de controle de emissão, é possível constatar que o monitoramento da poluição veicular tem avançado satisfatoriamente no país, principalmente com o indispensável apoio dos fabricantes. Como próximos passos, o engenheiro explica que, até o final da década, os equipamentos fora de estrada utilizados na agricultura e canteiros de obras também terão metas progressivas de redução. “Os programas avançam por setor e agora chegou a vez das máquinas”, diz ele.

Até 2014, o S-1800 continuará a ser fornecido para alguns equipamentos de mineração, geração térmica e ferrovia, enquanto o S-500 continuará a abastecer máquinas agrícolas e rodoviárias. Já os equipamentos para construção serão contemplados a partir de 2015 pelo Promaq (equivalente ao Proconve para as máquinas). Em relação aos motores estacionários, com aplicação em indústrias e instalações fixas como usinas de asfalto, ainda não há regulação ou qualquer previsão. “Esses setores não têm legislação de controle, o que significaria algo como vinte vezes menos poluição oriunda desse tipo de máquina”, avalia Álvares Junior.

 

Uma publicação Sobratema

A Revista M&T é editada pela Sobratema, Associação Brasileira de Tecnologia e Gestão de Equipamentos.

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