Novo, mas com DNA conhecido — Revista M&T
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Tecnologia e inovação para
construção e mineração

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M&T nº 140Outubro 2010 Matéria 9 de 16
Sumário
  1. EditorialBrasil: promessa ou realidade?
  2. PavimentaçãoUsinas de asfalto combinam alta tecnologia com mobilidade
  3. Leilão De EquipamentosA bolsa de valores de infraestrutura
  4. FreiosAuxílio total à frenagem
  5. FundaçõesFundação sem limites
  6. InfraestuturaEvento mostra Brasil que quer ser vitrine e não vidraça
  7. EmpresaCiber traz britadores móveis para o Brasil
  8. LançamentoSotreq fecha primeira venda do 775F no Brasil
  9. LançamentoNovo, mas com DNA conhecido
  10. MercadoEconomia brasileira é destaque na Alemanha
  11. PerfilAs lições da Randon para vencer crises
  12. ManutençãoCaçambas: Ferramentas que exigem cuidado
  13. Espaço AbertoRebocadora da bunker chega ao Brasil
  14. Espaço AbertoNovo fabricante de caminhões acirra a competição nacional
  15. Espaço AbertoVersão reformulada do Constellation tem tração 6x4
  16. Espaço AbertoMWM apresenta motores Euro V
  17. Painel6 notas e colunas
Lançamento

Novo, mas com DNA conhecido

Volvo lança o FMX, modelo que incorpora inovações ditadas pelos usuários e que mantém características consagradas do antecessor FM

Exclusivo M&T 19 de novembro de 2010 · Edição 140

A cidade de Lima, capital do Peru, famosa por suas riquezas naturais, foi o palco do lançamento do FMX, novo caminhão da Volvo do Brasil que chega ao mercado em 2011. Com duas configurações de tração, o equipamento foi desenvolvido com a participação ativa dos usuários. As consultas a motoristas, frotistas e donos de empresas de transporte resultaram em inovações no veículo, que também manteve as características já testadas no FM, o modelo antecessor.

“A opinião dos consumidores serviu como inspiração para muitas características do FMX”, confirma Sérgio Gomes, gerente de Planejamento Estratégico da Volvo do Brasil. É o caso da transformação dos faróis dianteiros, cujas novas grades de proteção auxiliam na prevenção de avarias do conjunto óptico durante a execução de trabalhos em terrenos pedregosos. Outra novidade é o dispositivo central de reboque, instalado no centro da grade inferior e indicado para rebocar ou prover assistência, suportando cargas de até 25 toneladas. A superfície antiderrapante e a nova escada e suporte para as mãos ilustram duas outras inserções.

Classificado como equipamento da linha dos pesados, o FMX com tração 8x4 é equipado com motor de 13 litros e potências que variam entre 400 e 480cv. O modelo é indicado para aplicações em construção, mineração e agricultura, geralmente com caçambas acopladas. A capacidade de transporte oscila entre 32 e 50 t de peso bruto total (PBT).

Em sua configuração 6x4, o FMX conta com motores de 11 litros, com 370 cv de potência, e 13 litros com potências entre 400 e 480 cv. O PBT varia de 32 a 41 toneladas. O novo veículo é destinado para diferentes aplicações em condições operacionais mais estruturadas, caso de transporte de cana-de-açúcar, quando é equipado com o implemento do tipo “romeu e julieta”, ideal para topografias medianamente acidentadas. “O FMX 6x4 também é utilizado com caçambas e betoneiras na área de construção, além dos segmentos de guindastes ou na indústria madeireira, implementado com fueiro”, informa Bernardo Fedalto Júnior, gerente de Caminhões da Linha F.

As diferenciações do FMX também podem ser vistas na parte externa: ele ganhou um visual mais moderno e robusto. Além da grande altura livre, os engenheiros da Volvo projetaram uma nova grade superior, que mantém a linha de design do antecessor FM, mas garante ao novo veículo uma personalidade própria e característica.

Outro destaque é o lançamento de um novo conceito de para-choque, produzido em aço com cantoneiras reforçadas. O componente foi projetado em três peças e seu novo desenho resulta no aumento da aparência “fora-de-estrada” . A parte inferior dele abriga o chamado front step, um estribo antiderrapante e aberto, onde o motorista e outras pessoas podem colocar os pés e se apoiar para fazer a limpeza do parabrisa.

Legado do FM foi mantido
Se várias mudanças foram incorporadas ao novo modelo, a Volvo manteve as características que considera consagradas no FM, modelo antecessor do FMX. É o caso do trem de força. Com isso, motor, caixa de câmbio e eixo traseiro não foram mexidos. A configuração do trem de força atual proporciona maior poder de tração e ganhos de produtividade no transporte de cargas em obras pesadas, pedreiras e mineradoras.

“O FM é reconhecido mundialmente como melhor do mercado, principalmente em função de sua grande disponibilidade e baixo consumo de combustível, e isso foi mantido no FMX”, argumenta Fedalto Júnior, destacando porque parte do projeto não sofreu mudanças. Ele lembra que o consumo de combustível é o item mais relevante na planilha de custos do transportador, representando até 45% da operação. Por isso, destaca que o FMX garantirá uma redução de 5 a 8% se comparado a outros modelos do mercado.

O eixo traseiro, também mantido, é outra característica destacada pela empresa. Com uma configuração forte e resistente, o componente atenderia à demanda em aplicações típicas e com a flexibilidade para se adequar a todo o tipo de operação, segundo Álvaro Menoncin, gerente de Engenharia de Vendas da Volvo do Brasil. Ele explica que a fabricante manteve ainda o freio-motor VEB, do inglês Volvo Engine Brake, cujas potências disponíveis atendem à faixa de 410 ou 500 cv do veículo.

O FMX incorpora também uma eletrônica embarcada que proporciona maior sinergia entre os componentes do trem de força. É o caso do Trip Manager. “É uma ferramenta que auxilia o transportador na gestão da frota”, informa Roberto Gribosi, engenheiro de Vendas e Coordenador de Projeto Comercial do FMX.

Pós-venda fecha o circuito
Um dos principais diferenciais da Volvo é o suporte pós-venda, segundo a montadora. Ela estruturou uma oferta personalizada para veículos vocacionais, ou seja, aqueles caminhões mais robustos e resistentes que atuam em operações severas e em locais mais distantes e de difícil acesso. “Temos grande tradição no desenvolvimento e fornecimento de opções de programas de manutenção, concebidos para transportadores com aplicações fora-de-estrada”, afirma Carlos Pacheco, gerente de Pós-Venda da Volvo do Brasil.

De acordo com ele, os programas de manutenção englobam diversas particularidades como as modalidades branca (mão-de-obra), verde (lubrificação básica), azul (manutenção preventiva completa), prata (manutenção preventiva e reparos do trem-de-força) e ouro (manutenção completa, preventiva e corretiva). A rede de concessionários da empresa também oferece uma modalidade que inclui a criação de uma estrutura de atendimento aos veículos no local da operação dos clientes.

O atendimento in loco pode incluir pessoal técnico e disponibilização de peças e outros insumos necessários para reparos ou manutenções. Na avaliação da Volvo, essa estrutura garantiria um tempo máximo de operação dos veículos, proporcionando aumento da produtividade e rentabilidade.

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A Revista M&T é editada pela Sobratema, Associação Brasileira de Tecnologia e Gestão de Equipamentos.

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