Não pode parar — Revista M&T
Terça-feira, 27 de outubro de 2026

Tecnologia e inovação para
construção e mineração

Assinar newsletter Mais de 42 mil profissionais recebem a newsletter
Início› Exclusivo› Edição 225 ← Voltar à edição
M&T nº 225Julho 2018 Matéria 9 de 17
Sumário
  1. EditorialSetor vive mudança estrutural
  2. CompactaçãoA receita da qualidade
  3. MiniequipamentosLeveza versátil
  4. Especial Sobratema 30 AnosAr mais limpo, com mais Eficiência
  5. TendênciasO novo ambiente de microgrids
  6. HidrociclonesTecnologia viabiliza tratamento mineral
  7. EmpresaMarcando terreno
  8. LançamentoInovação no conceito
  9. EmpresaNão pode parar
  10. Mercado De UsadosUma opção viável
  11. Mercado De UsadosAvaliação é fator prioritário
  12. FabricanteDisputa pela liderança
  13. A Era Das MáquinasOs primeiros guindastes “modernos”
  14. ManutençãoDireção mais leve e segura
  15. EntrevistaEDSON LIMA DE SOUZA
  16. Compactos & FerramentasVedação total de conexões
  17. Coluna Do YoshioViajante solitário em noite chuvosa
  18. Painel16 notas e colunas
Empresa

Não pode parar

Além de consolidar a posição da fábrica brasileira como polo exportador, a Schwing-Stetter quer atuar de forma mais intensiva nos setores de mineração e industrial

Exclusivo M&T 15 de julho de 2018 · Edição 225

Aguardando a retomada, a Schwing-Stetter Brasil vem realizando ajustes em suas operações no país. Segundo a fabricante de sistemas de concretagem, incluindo centrais, bombas, recicladores e caminhões-betoneira, a nova realidade do setor exige investimentos em pós-venda, mas também outras ações estratégicas como consolidar a posição da fábrica brasileira – localizada no munícipio de Mairiporã (SP) – como polo exportador de equipamentos para a América do Sul, o que antes era feito pela Schwing América. “Sentimos a crise de verdade em 2014, com a diminuição das atividades no país de uma maneira geral”, comenta Silvio Amorim, presidente da Schwing-Stetter Brasil. “Para nós, a melhora só veio a partir do segundo semestre de 2016.”

Atualmente, a fábrica no Brasil atua em turno único, mas tem capacidade para executar até três turnos. Assim, de acordo com o executivo, a decisão de transformar a fábrica em principal fornecedora para os países da América do Sul foi tomada justamente para manter a instalação local operativa e ocupada. “Enquanto a demanda local não tem uma retomada mais efetiva, passamos a fornecer nossos equipamentos diretamente para os países da região”, diz Amorim. Hoje, a produção da Schwing Brasil para a América Latina representa 60%, enquanto o mercado interno gira em torno de 40%.”

Segundo o presidente da Schwing-Stetter Brasil, com as rodadas de licitações iniciadas no final do ano passado, além de uma leve retomada no mercado de construção residencial, a empresa acredita que o mercado deve continuar a evoluir, o que – pelas projeções – possibilitará retomar a produção em dois turnos até a metade de 2019. “É possível verificar que o mercado comercial está muito aquém do que poderia ser, enquanto o mercado imobiliário está girando, mas ainda não é vibrante como nos anos de 2011 a 2013”, avalia. “Por fim, o segmento de infraestrutura começa a dar sinais de um movimento mais forte de retomada, ainda não próximo ao que havia no passado, mas o suficiente para reativar um movimento e colocar os equipamentos de algumas construtoras para funcionar novamente.”

Já em peças e serviços, a empresa afirma sentir uma retomada mais consistente, registrando cerca de 20% de crescimento neste setor, motivado especialmente pela quantidade de máquinas ainda paradas e que, portanto, necessitam de manutenção. “As construtoras e empresas com equipamentos ociosos precisam que seus maquinários estejam prontos para utilização no momento em que se fizerem necessários”, aposta o executivo.

NICHOS

Nesse quadro, a empresa também se esforça para fomentar novos nichos no mercado interno. Além dos setores de infraestrutura, construção imobiliária e construção comercial, a fabricante vem apostando forte no mercado para bombas industriais, utilizadas principalmente em processamento industrial e de resíduos para mineração. “Em outros países, a Schwing já atua de forma expressiva nesses setores, mas aqui ainda é algo novo”, comenta Amorim. “Para essas aplicações, as bombas operam com alta pressão na linha de transporte, sendo que a principal vantagem desse sistema é o transporte por tubulação de rejeitos minerais com uma alta porcentagem de sólidos, de até 80%.”

Segundo o executivo, a Schwing já mantém esse tipo de bomba em operação no país, mais especificamente na área de saneamento, atuando na Sociedade de Abastecimento de Água e Saneamento (Sanasa), em Campinas (SP), para bombeamento de rejeitos no tratamento da água. “Também estamos discutindo alguns projetos para a área de mineração, mas é um processo customizado que demanda mais tempo, pois é preciso levar cada operação mineral em conta, além da característica topográfica da região”, conclui Amorim.

Localizada em Mairiporã (SP), a fábrica brasileira da Schwing-Stetter produz diversas soluções para concretagem

FÁBRICA SEGUE PADRÃO GLOBAL DO GRUPO

Apesar do ritmo mais lento, o processo de fabricação da Schwing-Stetter Brasil mantém o padrão global do Grupo. Isso significa que todos os equipamentos são submetidos a um processo de jateamento com granalha de aço, pintura de base em primer antioxidante e pintura final em poliuretano, realizada em cabine industrial especialmente projetada para a marca.

Atualmente, a unidade produz soluções como centrais misturadoras e dosadoras, autobetoneiras, bombas estacionárias, autobombas, mastros de distribuição e recicladores para concreto residual. Distribuídas por uma área de 110.000 m², as linhas de montagem estão divididas por grupo de produtos, dimensionadas basicamente em bombas com mastro, bombas estacionárias e equipamentos. “Uma linha adicional de bombas de pistão para aplicação industrial também já está implementada”, diz Silvio Amorim, presidente da empresa.

Saiba mais:

Schwing-Stetter Brasil: www.schwingstetter.com.br

Uma publicação Sobratema

A Revista M&T é editada pela Sobratema, Associação Brasileira de Tecnologia e Gestão de Equipamentos.

Conheça a Sobratema →