Municípios tentam diminuir déficit. — Revista M&T
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M&T nº 77Jun/Jul 2003 Matéria 6 de 18
Sumário
  1. EditorialConhecimento para gerar riqueza
  2. NotasPeter Karlsten assume Volvo trucks nos EUA
  3. EntrevistaJÜRGEN FLEMMING, o alemão que saiu do frio.
  4. M&Texpo’2003O evento do ano no mercado de equipamentos.
  5. MunicípiosO prefeito é quem tem que dar um jeito.
  6. SaneamentoMunicípios tentam diminuir déficit.
  7. TransportesSão Paulo enfim terá o seu “fura fila”
  8. Meio AmbienteEm meio a lixôes, surgem novos modelos de gestão de resíduos.
  9. TecnologiaUm novo golpe nas emissões
  10. EquipamentosUm novo padrão em equipamentos
  11. GlobalizaçãoCNH mostra sua força em paris
  12. CaminhõesFora da estrada ou dentro da cidade
  13. SinergiaQualidade Liebbherr na indústria aeroespacial.
  14. ComponentesTrem de força: novas opções da DANA
  15. TreinamentoInstituo Opus lança curso para operadores de caminhão, em parceria com a Scania.
  16. InformáticaRedes sem fio vieram para ficar.
  17. DicasConheça melhor o chamado " Pneu de terraplenagem"
  18. Espaço AbertoSemi-trailer cometto transporta cat de 110 t
Saneamento

Municípios tentam diminuir déficit.

Exclusivo M&T 1 de julho de 2003 · Edição 77
Municípios tentam diminuir déficit.

Dezenas de cidades brasileiras têm viabilizado obras com recursos próprios e financiamento do BNDES, Caixa Econômica Federal, BID, e Banco Mundial (Bird).

Em Manaus (AM), o BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) está apoiando com um financiamento de R$65,7 milhões a recuperação e expansão das instalações de tratamento e das redes de distribuição de água e de coleta de esgotos da cidade. O projeto total— orçado em R$ 112,4 milhões – prevê o aumento de 63,3% para 95,1% na cobertura de abastecimento de água tratada na capital amazonense e a elevação do índice de coleta de esgoto para 12,6% (hoje são coletados apenas 2,9% do esgoto produzido). As obras diminuirão a carga poluidora lançada no rio Negro, entre outras melhorias, beneficiando 1,5 milhão de habitantes.

Nos próximos quatro anos o governo do Ceará irá investir cerca de R$ 700 milhões para universalizar o acesso a água potável e ampliar de 30% para 34% o acesso ao esgotamento sanitário entre a população cearense. Para viabilizar esse projeto, 67 municípios do estado devem renovar seus contratos de concessão de prestação de serviços com a Companhia de Água e Esgoto do Ceará (Cagece). Dos 184 municípios cearenses, 150 (86%) são atendidos pela Cagece. As demais 34 cidades possuem um serviço próprio, ligado à prefeitura municipal. responsável pela distribuição de água e esgoto, além da cobrança.

Competência — Segundo o presidente da Associação dos Prefeitos do Estado do Ceará (Aprece) e prefeito de Aratuba, Júlio César Lima Batista, é da competência do município regular o serviço e decidir se será prestado pela Cagece ou pelo próprio município. “Normalmente os municípios são deficitários e não têm como arcar com essas despesas”, assegura. O governador do Ceará, Lúcio Alcântara, garantiu que as negociações com o BID já foram iniciadas, visando um empréstimo para as obras. Na cidade de Sorocaba, interior do Estado de São Paulo, está sendo construída a primeira estação de tratamento de esgoto prevista no projeto de despoluição do rio Sorocaba. As obras devem terminar em junho de 2004 e estão orçadas em R$ 26,8 milhões. O projeto prevê a construção de outras quatro estações menores para tratar o esgoto coletado em bacias secundárias.

A despoluição do rio Sorocaba, que passa por 32 municípios, terá custo de R$ 80 milhões. Além das verbas da prefeitura, o projeto está sendo custeado com recursos federais a fundo perdido e financiamento da CEF. Cerca de 18 milhões foram empregados na instalação de 19 quilômetros de emissários ao longo do rio e na construção de 12 estações elevatórias. Os maiores municípios de Goiás têm realizado significativos investimentos em saneamento básico nos últimos anos. O resultado desse esforço pode ser visto nos sistemas de água tratada e de tratamento de esgoto de cidades como Anápolis, Catalão, Itumbiara, Rio Verde, Santa Helena, Quirinópolis, Goiatuba, Goianésia, Jatai, Inhumas, além da própria capital, Goiânia. A população urbana atendida com água tratada no Estado de Goiás está hoje em 85%.

Em Anápolis, com uma população de 300 mil habitantes, serão investidos R$ 20 milhões em obras de saneamento básico, melhorando ainda mais os serviços do setor; que hoje cobrem 96% do município com água tratada e 54% com coleta e tratamento de esgoto sanitário. O BID aprovou em junho empréstimo de U$ 47,5 milhões (cerca de R$137 milhões) para construção da barragem do ribeirão João Leite, em Goiânia. A obra vai garantir água para a população capital goiana e cidades conturbadas ate 2025, beneficiando mais de 3 milhões de pessoas.

Impacto na periferia — Em Salvador, capital da Bahia. R$ 6,8 milhões - financiados pelo Bird — serão aplicados nas obras de infraestrutura do Dique do Cabrito, orçadas em R$ 17 milhões. “Será uma das obras de maior impacto na periferia da cidade”, frisou o secretário de Desenvolvimento Urbano de Salvador, Roberto Moussallem. Obras de esgotamento sanitário vão assegurar a preservação do Lago de Pituaçu, impedindo o lançamento de dejetos no local. O governo de Pernambuco conta com a liberação de um empréstimo de US$ 46 milhões (quase RS 133 milhões) junto ao Bird para execução do Programa de Infra- Estrutura em Áreas de Baixa Renda da Região Metropolitana do Recife (Prometrópole). O programa vai beneficiar cerca de 200 mil habitantes de 13 áreas do Recife e Olinda, localizadas na bacia do Rio Beberibe, com obras para melhoria do abastecimento d agua e esgotamento sanitário, macro e micro drenagem, sistema viário, fortalecimento comunitário, construção de áreas de lazer e reassentamentos.

É a primeira vez no Brasil que se faz um projeto dessa natureza para a área metropolitana”, assegura o secretário de Planejamento do Estado de Pernambuco, José Arlindo Soares. O governo estadual vai entrar com contrapartida de US$ 21 milhões (R$ 60 milhões) e as duas prefeituras com um total de US$ 17 milhões (R$ 49 milhões). O financiamento tem período de carência de cinco anos e amortização em dez anos.

Cerca de 24 mil pessoas em nove bairros pobres de Cachoeiro do Itapemirim (ES) serão beneficiadas com a implantação de redes de água e esgoto. As obras são parte do projeto “Nosso Bairro”, que contará com investimentos de R$ 33,5 milhões geridos pela prefeitura do município, dos quais R$ 20 milhões serão financiados pelo BNDES. Além do BNDES (principal financiador), os recursos para o projeto virão da CEF, Fundação Nacional de Saúde, Concessionária de Serviços de Água e Esgoto de Cachoeiro do Itapemirim (Citágua), Programa de Geração de Emprego e Renda (Proger), Agência Municipal de Regulação dos Serviços de Saneamento de Cachoeiro de Itapemirim (Agersa), Orçamento Geral da União e da própria Prefeitura.

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