Correr atrás da demanda — Revista M&T
Terça-feira, 27 de outubro de 2026

Tecnologia e inovação para
construção e mineração

Assinar newsletter Mais de 42 mil profissionais recebem a newsletter
Início› Exclusivo› Edição 194 ← Voltar à edição
M&T nº 194Setembro 2015 Matéria 1 de 12
Sumário
  1. EditorialCorrer atrás da demanda
  2. Equipamentos PortuáriosFôlego nos Portos
  3. Equipamentos PortuáriosVelozes e avançados
  4. MercadoA chave do negócio
  5. M&T Expo 2015Farol tecnológico
  6. Grupos GeradoresMercado em ascensão
  7. RentalQuestão de sobrevivência
  8. A Era Das MáquinasA aurora dos grandes projetos
  9. ManutençãoHidráulica básica
  10. Entrevista"Análise de risco exige planejamento"
  11. Compactos & FerramentasVersáteis e essenciais
  12. Coluna YoshioCurva de conflitos
  13. Painel16 notas e colunas
Editorial

Correr atrás da demanda

"Com o câmbio mais favorável e o mercado interno em queda, para muitas empresas brasileiras a exportação tornou-se a principal alternativa de vendas"

Exclusivo M&T 27 de agosto de 2015 · Edição 194

Anunciado em junho, o Plano Nacional de Exportações é uma das ferramentas que o governo brasileiro lança mão para tentar driblar os efeitos deletérios da acentuada queda da demanda interna. Em 2014, as exportações brasileiras de bens totalizaram 225,1 bilhões de dólares, mas é preciso ressaltar que a participação do país no comércio exterior não reflete a dimensão de sua economia. Com o sétimo PIB mundial, o Brasil ocupa apenas a 25ª posição entre os principais países exportadores.

Na verdade, a iniciativa só vem reforçar algo que já se desenha há algum tempo no setor de máquinas e equipamentos móveis para construção, por exemplo. Neste ano, o segmento – amplamente embasado em obras de infraestrutura – viu as vendas retraírem abruptamente e voltou-se em massa para o exterior, até pela oportunidade que a forte desvalorização do real abre para os produtos fabricados no país. Com o câmbio mais favorável e o mercado interno em queda, para muitas empresas brasileiras a exportação tornou-se a principal alternativa de vendas. As unidades industriais instaladas no país para atender à demanda interna tornam-se cada vez mais plataformas para exportação de produtos.

Tal tendência vem a calhar, uma vez que o país – que já ocupava uma posição baixa no ranking de exportação mundial – apresentou retração de 7% nesse setor, segundo dados da OMC (Organização Mundial do Comércio). A média mundial, ainda segundo a instituição, apresentou uma expansão mínima de 1% no período.

O fato é que as empresas tentam compensar com a exportação uma redução média de 50% das vendas internas na Linha Amarela. Em alguns casos, a estratégia chegou mesmo a inverter a lógica das fábricas, que atualmente exportam a maior parte da produção. Para outras, o planejamento estratégico para contornar a situação ainda requer investimentos em maquinário e modernização, de modo a viabilizar a expansão externa e diminuir a dependência do Brasil. Por outro lado, o dólar novo também encareceu as importações, o que levou diversas empresas a iniciarem um movimento de nacionalização de matérias-primas e componentes. Isso pode ser um alento para os fornecedores.

Seja como for, para estas empresas, não é possível simplesmente aguardar pela recuperação do mercado brasileiro. É preciso correr atrás da demanda. Resta esperar que, quando o mercado interno se recuperar, elas tenham condições de manter o fornecimento dentro e fora do país, nos moldes do que o leitor pode conferir nas reportagens desta edição. Boa leitura.

Permínio Alves Maia de Amorim Neto

Presidente do Conselho Editorial

 

 

Uma publicação Sobratema

A Revista M&T é editada pela Sobratema, Associação Brasileira de Tecnologia e Gestão de Equipamentos.

Conheça a Sobratema →