Combustíveis alternativos avançam na transição — Revista M&T
Terça-feira, 27 de outubro de 2026

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M&T nº 295Julho de 2025 Matéria 1 de 11
Sumário
  1. EditorialCombustíveis alternativos avançam na transição
  2. BetoneirasMuito além do transporte
  3. MotoniveladorasA sobrevida da transmissão direta
  4. InfraestruturaA modernização dos portos brasileiros
  5. TreinamentoPorta de entrada para o setor
  6. RentalEquilíbrio nos investimentos
  7. MineraçãoPegada sustentável na britagem
  8. A Era Das MáquinasA história das soluções de dragagem
  9. ManutençãoOs sistemas auxiliares de frenagem
  10. Entrevista – Edward Mason Ii“Dívida é o beijo da morte para as empresas”
  11. Coluna Do YoshioNovos requisitos para a liderança
  12. Painel21 notas e colunas
Editorial

Combustíveis alternativos avançam na transição

As iniciativas em P&D evidenciam o amadurecimento de novas tecnologias como o hidrogênio, que buscam reduzir as emissões e manter– ou mesmo aumentar – a autonomia e a potência das soluções

Exclusivo M&T 11 de julho de 2025 · Edição 295

Uma das principais apostas tecnológicas na transição energética, o mercado de veículos e máquinas movidos a célula de combustível de hidrogênio deve saltar de US$ 0,2 bilhão em 2024 para US$ 2,1 bilhões em 2030, com CAGR de 48%, segundo dados da consultoria MarketsAndMarkets.

Desse montante, uma boa parte deve provir do segmento de máquinas pesadas, que vem investindo pesado em novos motores para uso com H2, como mostrou a recente edição da bauma, realizada na Alemanha em abril.

“A evolução das células de combustível, combinada ao avanço na tecnologia de hidrogênio, está pronta para criar oportunidades favoráveis nesse mercado”, comenta a consultoria.

O rápido crescimento do mercado de células de combustível pode ser atribuído a vários fatores, incluindo regulamentações mais rigorosas sobre emissões, incentivos governamentais, avanços tecnológicos e diversificação nas aplicações, além de desenvolvimentos obtidos na produção em escala de hidrogênio verde.

Uma célula de combustível individual produz menos de 1,16 V de eletricidade em aplicações automotivas.

Porém, várias células são empilhadas juntas para aumentar a geração de energia, formando o que é conhecido como “pilha de células de combustível”.

Esses pacotes, cruciais para o sistema, consistem em duas placas de campo de fluxo e um conjunto de eletrodos de membrana (MEA), que geram eletricidade na forma de corrente contínua (CC), exigindo um conversor CC/CA para conversão em corrente alternada (CA).

A pilha é considerada o componente mais caro do sistema devido à inclusão da platina, sendo que seu tamanho determina a potência de saída da célula.

Assim, aumentando-se o número de pilhas é possível ampliar também a geração de energia.

Atualmente, os principais players nesse mercado incluem marcas como Toyota (Japão), Hyundai (Coreia do Sul), Honda (Japão), General Motors (EUA) e Stellantis (Holanda), entre outros fabricantes automotivos.

A América do Norte é um dos mercados com crescimento mais rápido no desenvolvimento de células de combustível, liderado por empresas como Ballard Power, Plug Power e Fuel Cell Energy.

As iniciativas em P&D evidenciam o amadurecimento dessas novas tecnologias, que buscam reduzir as emissões e manter – ou mesmo aumentar – a autonomia e a potência das soluções.

Em veículos pesados, essa transformação energética vem ocorrendo com maior intensidade no segmento de caminhões (ao menos lá fora), que já conta com opções a gás, elétricos e movidos a HVO.

Considerando os diversos desenvolvimentos exibidos na bauma 2025, máquinas pesadas a H2 também já estarão disponíveis nas distribuidoras mundo afora em um futuro próximo. Boa leitura.


Silvimar Fernandes Reis
Presidente do Conselho Editorial

Uma publicação Sobratema

A Revista M&T é editada pela Sobratema, Associação Brasileira de Tecnologia e Gestão de Equipamentos.

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