A felicidade em tempos difíceis — Revista M&T
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M&T nº 212Maio 2017 Matéria 24 de 24
Sumário
  1. EditorialA importância dos serviços para o setor de máquinas
  2. ServiçosO desafio da excelência
  3. ServiçosA nova realidade do mercado
  4. MotoniveladorasUm clássico dos canteiros
  5. Intermodal 2017Sumidade em transporte
  6. FabricanteVolvo CE projeta estabilidade em 2017
  7. TúneisCorreções em plena ação
  8. TúneisDinamismo tecnológico
  9. PlataformasMomento de reinvenção
  10. EmpresaInício promissor
  11. LançamentoA família cresceu
  12. MomentoDesafios fortalecem segmento de compactos no Brasil
  13. EmpresaHora de acelerar
  14. A Era Das MáquinasA evolução do transporte de material
  15. ManutençãoA influência da gestão na disponibilidade da frota
  16. EntrevistaMALCOLM EARLY
  17. Compactos & FerramentasNovas ideias para o varejo
  18. RadarBetoneira ganha versão de 200 litros
  19. RadarFerramenta a bateria oferece maior versatilidade
  20. RadarLinha promete praticidade para sistemas de aquecimento solar
  21. RadarTecnologia de revestimento evita transtornos na instalação
  22. RadarRevestimentos acústicos ganham espaço no país
  23. RadarLinha de tomadas e interruptores aposta na conectividade
  24. Coluna Do YoshioA felicidade em tempos difíceis
  25. Painel18 notas e colunas
Coluna Do Yoshio

A felicidade em tempos difíceis

Os jovens que viveram a sua adolescência e juventude nos últimos dez ou 15 anos ainda não haviam tido a oportunidade de viver com intensidade o outro lado do ciclo econômico. Até agora.”

Exclusivo M&T 15 de maio de 2017 · Edição 212

Com certa preocupação, temos observado os excessos gerados pela postura “politicamente correta” e de “laissez-faire” em várias circunstâncias da vida contemporânea. De fato, há um nítido exagero nesse sentido que talvez traga consequências comprometedoras para a evolução da sociedade, em especial no campo do trabalho.

Enquanto alguns pregam que o único objetivo da vida é “ser feliz”, numa expansão da frase do divã para o cotidiano, a vida segue cada dia mais veloz. É claro que todos nós temos como objetivo ulterior a “felicidade”, porém, também há outras coisas importantes na vida. Nessa escala, o que tem precedência pode ser algo muito pessoal, mas no que se refere à necessidade da existência, isso é diferente.

Entre as novas gerações, há aqueles que falam continuamente do vital exercício de “ser feliz”, combinando-o com uma vida alternativa e praticamente descompromissada em relação à esfera produtiva, enquanto outros praticam o mesmo “ser feliz” combinado com o sucesso econômico. Aliás, há muitos jovens com grandes ambições, ousados empreendedores que simplesmente buscam o mesmo “ser feliz” dentro de seus campos profissionais. Ou seja, para esses, o sucesso profissional é uma parte essencial de sua fórmula para “ser feliz”.

Aprecio muito mais a visão dos que incluem o sucesso profissional (seja qual for a sua definição individual) em sua própria teleologia, pois compreendem a sustentabilidade profissional. É falacioso imaginar que o governo ou a sociedade tenham obrigação de atender às necessidades individuais de todos os cidadãos e maior engano ainda é imaginar que um dia haverá tal possibilidade. Enquanto houver pobreza extrema a ser erradicada no mundo, não será possível atender aos anseios pueris das classes médias. Logo, simplesmente não contamos com esta opção.

As fases de crescimento econômico global geram oportunidades e facilidades que são adotadas como normais por algumas gerações. Os jovens que viveram a sua adolescência e juventude nos últimos 10 ou 15 anos ainda não haviam tido a oportunidade de viver com intensidade o outro lado do ciclo econômico. Até agora.

Assim, os que compreendem que o esforço e a dedicação ao trabalho fazem parte da equação para “ser feliz” parecem trilhar um caminho mais lógico e promissor, transformando seus sonhos em realidade, mesmo que a duras penas. O fato é que estes aproveitarão as oportunidades e terão uma evolução maior na vida, chegarão mais longe ou realizarão mais rapidamente o que se propõem.

Os que entendem esta necessidade perene da vida humana tendem a constituir os parâmetros comportamentais da sociedade, evitando que o mundo nivele-se definitivamente “por baixo”.

Yoshio Kawakami

Consultor da Raiz Consultoria e diretor técnico da Sobratema

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